domingo, 30 de dezembro de 2012

DEUS - Manual do Usuário

DEUS – Manual do Usuário 

Publicado em por Barros

Introdução

Parabéns!
Você acaba de estar adquirindo um produto de altíssima qualidade e de eficácia comprovada por um incalculável número de pessoas, das mais diversas culturas, ao longo de milhares de anos! Um produto quase tão onipresente no mundo quanto a Coca-Cola! Quase tão eficiente e perfeito quanto o Windows 8!
Entretanto nós fortemente recomendamos que você leia antes todas as instruções contidas neste manual! Somente a leitura cuidadosa deste guia vai estar assegurando a você um correto uso de Deus, evitando assim possíveis transtornos causados pelo seu manuseio inadequado, bem como a subutilização de suas funções. 
O completo conhecimento dos assuntos tratados aqui servirá para prevenir que você possa estar colocando Deus em contato com coisas altamente danosas ao equipamento, como raciocínio e bom-senso, que fatalmente poderão estar afetando o seu desempenho.
(Dê atenção especial ao Cap. 1 – Recomendações de Segurança.)
Lembramos que, se você nasceu num país de tradição cristã (ou, pelo menos, nasceu numa família cristã), Deus foi instalado no seu cérebro automaticamente e já se encontra pronto para uso, mas é necessário ler, o quanto antes, o Cap. 4 – Manutenção da Carga da Bateria, ou você poderá estar correndo o risco de se tornar um ateu e, assim, poderá estar dando um tremendo desgosto aos seus pais e aos seus entes mais queridos!
IMPORTANTE!
Caso você tenha nascido num país que instalou indevidamente o deus errado no seu cérebro, você pode estar consultando imediatamente o Cap. 2 – Instalação Manual, antes de estar prosseguindo com a leitura.  
Uma vez instalado com sucesso, o produto tem garantia vitalícia contra defeitos de fabricação, sendo que todo e qualquer problema que ele possa estar apresentando atribuído à operação incorreta por parte do usuário. Ainda assim, você pode estar se dirigindo a uma de nossas inúmeras Assistências Técnicas Autorizadas perto da sua casa. Com um pouco de sorte, talvez haja uma bem aí na esquina da sua rua!
Lembramos, finalmente, que cada Assistência Técnica tem sua própria versão de Deus, bem como total autonomia para estar cobrando o valor ideal nas taxas de instalação, reinstalação, atualização e reparos que julgar necessários ao produto, variando desde um pagamento simbólico e/ou opcional, até quantias absurdas que levam muitos incautos à falência e até à penúria. Entretanto, para efeito legal, informamos que o valor máximo cobrado não pode estar excedendo a 10% dos seus ganhos mensais.
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Direto do deusILUSÃO.
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Inté a próxima versão do mundo !!!


Mais ilusões anamórficas


Kon Tiki - Making Of

Sem duvida, esta é a mais surpreendente animação feita no computador para um filme que já vi nos últimos tempos. Kon-Tiki conta a história do legendário explorador Thor Heyerdal, que percorreu mais de quatro mil milhas em uma balsa no pacífico. Numa das cenas, há o encontro de alguns homens com vários tubarões. Como seria obviamente perigoso, a equipe da ILP ficou encarregada de fazer com que animais e humanos interagissem. O que você vê a seguir é o resultado impressionante deste trabalho.


Kon-Tiki Making of from Important Looking Pirates on Vimeo.


Direto do Uhulll

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fé. Essa palavra pequenininha é, na sua essência, pura desonestidade intelectual em ação, potencializada, compartilhada e aplicada a certos temas, sob certas circunstâncias e durante um certo tempo, com um determinado fim individual ou coletivo.
Exemplificando:
Um evangélico, digamos, recebe o diagnóstico de que tem um tumor no cérebro que irá matá-lo em poucos meses. As chances são de que ele use sua “fé” mais ou menos nos seguintes termos e na seguinte ordem:
O diagnóstico deve estar errado: Deus não permitiria que tal coisa ocorresse comigo.
Quando vários outros médicos confirmam o mesmo diagnóstico:
Uma operação para a extirpação do tumor vai resolver o problema. Deus vai ouvir meus pedidos de cura e vai interceder.
Quando a operação não ajuda em nada e só debilita a condição física geral:
A medicina não pode me curar, mas minha fé no meu Deus pode. Vou melhorar e me recuperar mesmo que os prognósticos sejam todos contra; não vou morrer por conta desse tumor e os médicos vão ficar boquiabertos com minha cura milagrosa. Deus vai me usar para mostrar seu poder ao mundo.
Quando isso não se confirma e o fim se aproxima:
Não há por que me rebelar contra a vontade de Deus. Se minha hora chegou, eu vou partir e vou morar no Paraíso ao lado desse Deus que me ama. Se vou morrer tão jovem, de uma forma tão sofrida e lenta, é apenas porque assim Deus quer, e mesmo que eu não entenda o motivo, “existe um motivo”.
É inegável que, entre um estágio e outro, a fé em que algo de bom vá (ou possa) acontecer para mudar uma situação assim tão nefasta seja, de fato, de grande conforto para o crente em questão, bem como é inegável que umas doses a mais de qualquer bebida alcoólica nos deixe bem alegres, desinibidos, autoconfiantes, esperançosos, etc., mesmo sem nenhum motivo aparente para tais sentimentos, ou, o que é mais comum, mesmo com motivos para estarmos tristes, tímidos, com baixa autoestima, etc.
Mas ter fé é uma condição de desonestidade intelectual que não pode ser atingida por qualquer um. É preciso uma doutrinação eficaz, suficientemente longa, que permita que essa desonestidade seja subconsciente, inacessível à razão e protegida dela pela vontade consciente de não afrontá-la.
Não se pode negar que a fé pode ser útil em muitos casos, assim como, pra mim, dois copos de caipiroska podem ser úteis se eu não encontro coragem para abordar uma fadinha loira que sentou bem do meu lado num bar. Mas o Barros desinibido, articulado, galanteador, divertido, autoconfiante que ela vai conhecer não é o mesmo Barros que eu conheço. Eu estou, no fim das contas, vendendo gato por lebre. Estou sendo desonesto com uma outra pessoa.
Ter fé em Deus é ser desonesto consigo mesmo.


Direto do DeusILUSÃO

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tratado das Ilusões

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Depois que eu morrer, espero que meu corpo seja cremado. Digo “espero” porque meus familiares mais próximos já foram comunicados a respeito, mas, embora haja uma grande probabilidade de eles seguirem essa funérea instrução, eu, obviamente, não poderei fazer nada se decidirem me enterrar, ou coisa pior, como me empalhar.
Mas, se eu não fosse ser cremado, que epitáfio iria querer que as pessoas lessem na minha lápide? 
“Enfim, eu estava mesmo certo!” ?; ou
“Nenhum Inferno, nenhuma virgem… aliás, não tem nada aqui!” ?
Foi, então, que eu me dei conta de duas coisas. A primeira. De quão imbecil é a pessoa que perde tempo de vida tentando bolar uma inscrição para ser posta sobre o seu próprio túmulo. A segunda. Que aquela era a pergunta errada a ser feita. E é a resposta à pergunta certa que vai dar origem a esse Tratado das Ilusões:
Para que serve um epitáfio?
..
 CONTINUAÇÃO:
 Parte 1 – Epitáfios 
 Parte 2 – Os mortos apodrecem
 Parte 3 – O Deus impossível 
 Parte 4 – A perspectiva do engano
 Parte 5  - A fé vista de cima
 Parte 6 – Como não enxergar o óbvio
 Parte 7 – O compromisso de acreditar
 Parte 8 – O Fim 

Direto do DeusILUSÃO

O que tem prá hoje? - Enfermeira.



Via Uhull S.A

Trabalho difícil !!!

Um documentário recente, feito pela BBC UK, mostra o edifício mais alto do mundo e um dos trabalhos mais assustadores. O vídeo mostra o trabalho dos homens que fazem a limpeza dos vidros da parte externa do Burj Khalifa, em Dubai. Assista e agradeça pelo seu trabalho:



Via Uhull S.A

Explosão em refinaria de petróleo no México.


Caso Boni Jr. - Acidente ou Assasinato?

13/12/2012 08h46 - Atualizado em 13/12/2012 09h55

Mãe de sertanejo pede justiça por morte: 'A única arma dele era o violão'

Cantor morreu em outubro, após suposta troca de tiros com a PM, em Goiás.
Polícia Civil investiga se militares implantaram a arma no local da morte.

Do G1 GO
52 comentários
Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás (Foto: Arquivo pessoal)Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás (Foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil investiga se a morte do cantor sertanejo José Bonifácio Sobrinho Júnior, conhecido como Boni Júnior, foi um homicídio. Boni tinha 28 anos e morreu no dia 28 de outubro deste ano. Segundo versão da Polícia Militar (PM) na época, ele se envolveu em um acidente com um carro da corporação após furar um bloqueio policial na GO-515, que liga Panamá a Goiatuba, e atirou contra os militares. A família, no entanto, contesta a versão. “Meu filho nunca portou arma de fogo. Ele não era bandido. Era cantor, músico e intérprete. A única arma dele era o violão”, declarou ao G1 a mãe da vítima, a secretária Terezinha Luiz Vinhal, de 54 anos.
Nesta quinta-feira (13) a polícia marcou para as 16h a reconstituição do dia da morte do cantor. Segundo um dos delegados responsáveis pela investigação, Ricardo Chueire, ficou comprovado pela perícia técnica que a cena da morte foi alterada e que o artista foi alvejado com um tiro na cabeça. Corpo do sertanejo deverá ser exumado para ajudar nas investigações, mas a data ainda não foi definida.
Na época do acidente, os PMs contaram que o cantor estaria fazendo manobras perigosas na cidade de Panamá e, quando percebeu a presença da polícia, teria tentado fugir para Goiatuba. De acordo com eles, uma barreira foi montada na pista para deter o músico, mas ele não teria parado e bateu no carro da polícia. Os PMs contaram também que Boni Júnior atirou contra os carros da polícia e, por isso, os militares teriam disparado contra o carro que ele conduzia.

Segundo Chueire, há a hipótese de que a arma supostamente usada pela vítima para atirar contra os policiais tenha sido plantada.
Cantor morre em acidente de Goiatuba, GO (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Cantor morre em acidente em Goiatuba, GO (Foto:
Reprodução/ TV Anhanguera)
“Desde o dia da morte, a família imaginou que tinha algo errado e a perícia comprovou alteração no local da cena do crime. A versão é que ele estava fugindo de outra viatura e teria atirado contra os policiais da barreira. Segundo a PM, ele veio atirando e eles tiveram que abrir fogo. Mas no carro da vítima não tem sinais de disparo de arma de fogo e ele foi atingido na cabeça. A perícia comprovou ainda que os tiros na viatura não foram disparados por ele, pois isso seria fisicamente impossível”, explica Chueire.
“Ele era um menino tranquilo, sorridente, feliz, brincalhão. Meu filho não merecia isso. Fizeram de maldade e eu quero Justiça, só Justiça”, declarou Terezinha Vinhal.
De acordo com ela, a morte do filho “foi uma verdadeira comoção”. “O Boni nunca teve problemas com a polícia. Para se ter ideia, até o padre ficou revoltado e pediu que a Justiça fosse feita ainda aqui na Terra”, lembra a secretária.
Polícia Civil vai reconstituir a morte de Boni Júnior em Goiatuba, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)Polícia Civil vai reconstituir a morte de Boni Júnior
em Goiatuba, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)
Exumação
De acordo com o delegado Gustavo Carlos Ferreira, que também acompanha as investigações, na época, não se falou do tiro que o cantor recebeu na cabeça porque ele teve um traumatismo craniano. “Se sabia que os policiais tinham aberto fogo contra a vítima. Mas na perícia ficou constatada a perfuração por arma de fogo na cabeça, sem local de saída do projétil”, detalha.
Em função disso, a Polícia Civil informou que também fará a exumação do corpo de Boni Júnior, uma vez que a bala não foi retirada. “Isso vai nos ajuda a saber de qual arma saiu a bala e quem o matou”, explica Chueire.
Durante a reconstituição desta quinta-feira, a polícia vai confrontar as provas apresentadas pela perícia técnica com a versão contada pelos policiais militares. O resultado tem prazo de 10 dias para ficar pronto. Se ficar constatado o homicídio, os PMs podem ser autuados e responder por homicídio qualificado e fraude processual. “Já está provado que a cena do crime foi alterada. Mas temos que delimitar quem o matou. Vamos comprovar de uma vez por todas a alteração do local do crime, que provavelmente aconteceu para encobrir o homicídio”, explica Chueire.
O corregedor da Polícia Militar de Goiás, Coronel Lourival Camargo, informou ao G1 que caso seja comprovado que Boni Júnior foi vítima de homicídio, os policiais envolvidos serão penalizados: “A mesma preocupação que a Polícia Civil tem em desvendar o caso nós também temos, pois a instituição não é conivente com essa conduta. Se de fato eles tiverem envolvimento no crime, serão submetidos a procedimento ético e a até a uma provável exclusão da corporação”.
Direto do G1.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Todas as mortes da Terceira Temporada de Walking Dead

Promoçao para pecadores !!!!

Se você levou uma vida inteira desregrada e pecadora, é uma das pessoas mais fortes do mundo por aguentar o peso que carrega na consciência… saiba que ainda tem um modo de resolver isso, o dinheiro (isso que sempre digo, dinheiro é tudo, e ponto de exclamação!). Agora você pode comprar uma alma novinha e pura, e transferir todos seus pecados pra ela. Mas aproveite, nem sempre se encontra algo assim, e tão barato ainda…
usos que uma alma pura pode ter
Dúvidas, perguntem direto ao vendedor neste link.
Dica do Marco (só Marco mesmo)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deus e o "Complexo de Baby"

Publicado em por Barros
VOCÊ  TEM  QUE  ME  AMAR!!!
VOCÊ TEM QUE ME AMAR!!!
Se eu acreditasse em Deus, haveria uma pergunta que certamente iria me incomodar muito antes de conciliar o sono, logo após ter feito as minhas orações noturnas… Uma pergunta que, por algum motivo, não incomoda os crentes que eu conheço: “Por que Deus precisa assim tão desesperadamente ser amado?”.
Eu andei pensando nisso ultimamente, enquanto apanho cocô de gato do jardim da minha mãe. É uma pergunta até filosófica, eu acho, e eu tenho filosofado muito esses dias, até porque tem muita merda de gato pra apanhar todo dia de manhã.
A primeira coisa que me ocorreu, como resposta, foi que a necessidade de ser amado talvez seja diretamente proporcional à nossa vaidade. Daí eu considerei esse modelo aí do anúncio.
Pois bem. Eu pensei “Como um cara bonitão desse jeito iria se sentir se nenhuma mulher se interessasse por ele? Se não tivesse nem mesmo nenhum amigo ou amiga? Se ninguém gostasse dele?”. Na certa o cara ia ter que fazer terapia. Entretanto, seria preciso admitir que, se esse modelo fosse um rapaz interessante, inteligente, divertido, educado, afetuoso, não tivesse mal hálito e coisa do tipo…, ele não teria nenhuma dificuldade em fazer amigos(as), muito menos em despertar interesse (sexual/afetivo) no sexo oposto.
Aí desmoronou minha tese. Ora, mesmo que ele fosse extremamente vaidoso (e com motivos para isso), não haveria por que cultivar uma necessidade doentia de despertar interesse nas pessoas, porque tal interesse seria apenas uma consequência de uma realidade inegável: ele é bonito, charmoso, boa-praça, inteligente, engraçado, gentil, etc. Sendo assim, ele já teria há muito se acostumado com o “amor voluntário” que as pessoas demonstrariam ter por ele, nos mais diversos níveis em que o amor pode se apresentar.
Será que eu seria capaz de imaginar que esse modelo da Ralph Lauren só conseguiria ser aceito numa turminha de faculdade se vivesse rastejando em volta das pessoas, pedindo companhia e se humilhando por um pouco de atenção? Será que dá pra imaginar esse cara bajulando as pessoas para obter afeto e as ameaçando com algum tipo de punição caso não fossem capazes disso? Não. Não dá.
Fui, então, meio que obrigado a inverter a lógica da minha proposição inicial: quanto menor a vaidade, quanto mais estilhaçada a autoestima, maior será a necessidade de se sentir amado; maior será o desejo de ser aceito. Seria como um bálsamo para uma ferida purulenta; um alívio para uma dor insuportável; um remédio para uma doença terrível.
Foi então que percebi que Deus teria que ser uma criatura muito, muito doente. Uma divindade com um perigosíssimo distúrbio mental, talvez tratável apenas com medicação pesada. E isso seria suficiente para me fazer perder o sono, todas as noites depois das minhas orações, se eu acreditasse que ele existe.
Como me sentir feliz num universo criado e governado por um ser assim tão carente, cuja primeira lei é a de que as pessoas devem amá-lo acima de tudo? Que deus em sã consciência exigiria ser amado por decreto? Que divindade é essa que dá-se ao trabalho de criar um universo para nele pôr uma raça cujo único propósito seria o de adorá-lo incondicionalmente? Como eu seria capaz de viver em paz num mundo em que seu Criador ameaça expressa e subliminarmente aqueles que não lhe devotem amor? Como eu iria poder dormir à noite, tendo acabado de orar a um tirano cósmico carente de afeto? Um ser todo-poderoso com sérios problemas mentais? Um Deus tarja-preta digno de pena?

Direto do DeusILUSÃO.

315 bilhões em barras de ouro !!

O professor químico inglês Martyn Poliakoff conseguiu ir em um lugar onde poucos conseguiram entrar, no setor de barras de outro do Banco da Inglaterra. Se você achava que o ouro estava escasso, esse lugar mostra que existe muito, cerca de 315 bilhões de dólares.

Os 10 mais excêntricos milionários do mundo

Infográfico da TekPix by TECMUNDO !!!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Blasfêmia

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Logo depois da publicação de God Delusion (Deus, um delírio), Richard Dawkins foi entrevistado num programa de tevê em que respondeu algumas perguntas dos telespectadores, dentre elas, a de uma moça turca que, após dizer que não tinha lido o livro, perguntou o que ele pensava a respeito de ter escrito coisas tão ofensivas sobre a religião dela. Richard Dawkins deu, então, uma de suas respostas antológicas. Primeiro, ele lembrou à moça que, se escreveu coisas ofensivas, certamente não foi de forma gratuita, mas, de todo modo, esperava que ela tivesse lido o livro antes de se achar apta a criticá-lo. Segundo, que se alguém tinha uma visão completamente diferente da dele, seria de se esperar que essa pessoa pudesse defender sua posição argumentando algo como “Você está errado aqui, aqui, e aqui”, e não simplesmente dizendo “Ah, isso é ofensivo!, isso é ofensivo!”.
Eu considero esse tipo de atitude como sendo parte de um sistema de defesa da crença religiosa; um grito de alerta ou, antes, um sinal de ataque que denuncia à coletividade devota a ameaça representada pela presença do descrente. É mais ou menos o mesmo que se observa quando uma abelha é morta pela mão de quem se aproximou demais da colmeia: com os odores do seu corpo mutilado, a sentinela suicida sinaliza às suas companheiras onde os demais ataques deverão se concentrar. O feromônio do inseto morto marca o inimigo; os gritos de “blasfêmia!” denunciam à sociedade o ateu.
Resumindo, quando um crente ouve ou lê algo sobre a sua fé que não lhe agrada, ele tende a pedir ajuda aos demais para repelir aquela ameaça, como parte de um procedimento instintivo de defesa. Não há por que esperar, então, que ele queira entrar em discussões filosóficas sobre o assunto; é mais provável que só queira mesmo se livrar do intruso. Melhor ainda pra ele que nem precisa morrer, como a abelha; ele só precisa chamar a atenção para o alvo: “Blasfêmia! Blasfêmia!”.
Mesmo não tendo como defender de forma racional suas convicções, pelo menos ele não se sentirá sozinho. Em pouco tempo, terá a companhia de um enxame igualmente incapaz de refutar os argumentos dissonantes, mas, como grupo, habilmente treinado na arte mortal de eliminar dissidentes.
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CONTINUAÇÃO:  Parte 2  -  Parte final

Ninguém tem o direito de viver sem ser ofendido !!!


USQ...






Ilusão de Óptica...


De onde vem os bebês?