sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dexter Terceira Temporada - Serial Killer do Bem

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Criador Instantâneo de Religiões - versão Novo Testamento.


Quer criar sua própria religião.Clique no link abaixo !!!!

CRIAR RELIGIÃO !!

Holy Smokes - o cigarro que te aproxima de Jesus.


O único problema de ser um verdadeiro cristão é a longa espera até o encontro com Jesus Cristo lá no céu. Holy Smokes surgiu para amenizar a angústia desse público tão especial.

Estudos comprovaram que com Holy Smokes você encontra Jesus até 33% mais rápido do que com as outras marcas.

Experimente também a versão Holy Smokes Menthol, com ele sua tosse agonizante estará sempre acompanhada de um agradável hálito mentolado.

A coerência de Lula - os anos passam e o discurso muda ( para pior,é verdade )



Esse é o vídeo em que Lula dizia que assistencialismo servia para despolitizar os companheiros e manter a dominação. Estou quase certo, vou ver se a memória me trai ou não, que, num debate com José Serra, na campanha eleitoral de 2002, ele atacou os programas como Bolsa Escola e Bolsa Alimentação (que, depois, viraram o Bolsa Família) porque os considerava “assistencialistas”, verdadeiras “esmolas" E veja como em 2009 o discurso mudou !!!

Lula criticava, portanto, abertamente, programas que então levavam o nome de Auxílio-Gás, Bolsa Alimentação e Bolsa Escola, que distribuíam dinheiro diretamente às populações necessitadas e previamente cadastradas. Em 27/2/03, no fim do segundo mês de Governo, Lula modificou, por medida provisória, um programa chamado Bolsa-Renda, que dava R$ 60,00 a famílias pobres que habitassem áreas vitimadas pela seca, dando-lhe um novo nome: Cartão Alimentação. Foi em torno desse programa que se criaram muitas polêmicas. O cartão deveria permitir o saque em dinheiro vivo ou servir apenas de meio de pagamento em estabelecimentos comerciais cadastrados? O programa deveria permitir ou não a compra de bebidas alcoólicas ou produtos de higiene? Deveria exigir nota fiscal como prova de que o dinheiro foi bem-usado? Em 20/10/03, quando a confusão em torno do assunto tinha se radicalizado, o que fez o Governo? Editou uma medida provisória criando o Bolsa Família, um programa que seria a união do Auxílio-Gás, do Bolsa Alimentação e do Bolsa Escola, severamente criticados por Lula, mais o Cartão Alimentação, recém-criado pelo Governo.

Blog do Reinaldo Azevedo - clique se quiser saber mais, no melhor blog sobre política do Brasil.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A La Paz de Evo Morales já tem os primeiros bares de cocaína do mundo !!!!

Os antropólogos do pé quebrado e do miolo mole querem fazer de Evo Morales apenas um presidente de origem indígena, que trata a folha de coca como um elemento da cultura dos nativos. Bem, no que respeita ao tráfico internacional, a mentira já está demonstrada. Evo está ampliando a produção de folha de coca. Os índios não conseguem mascar mais do que já mascam. O aumento da demanda vem do tráfico.

O post abaixo é de Paulo Mussoi, no blog Sobredrogas, de O Globo.

Reportagem publicada semana passada pelo jornal inglês The Guardian mostra um aspecto ainda pouco conhecido da cultura do uso de drogas na América Latina. A matéria, do correspondente do jornal no continente Jonathan Franklin, conta como é a rotina do que seria um dos primeiros “cocaine bars” do mundo, que funciona há alguns meses em La Paz, capital da Bolívia.

O bar chama-se Route 36, alusão a uma famosa rodovia que liga o leste ao oeste dos Estados Unidos. Ali, é possível comprar e consumir cocaína abertamente, em “porções” servidas pelo garçom em capas de CD, junto com drinques e refrigerantes. Comida, naturalmente, não é o forte do lugar, que também não é o único, e sim apenas o mais famoso bar de cocaína de La Paz.

A reportagem do Guardian tem um tom mais comportamental, e não se aprofunda muito em como o poprietário do Route 36 conseguiu sua licença para vender cocaína, servida ali pelo equivalente a R$ 30 o grama do pó “normal” ou R$ 45 o grama do pó “forte”, mais puro. Obviamente, não há licença nenhuma, apenas a confluência da cultura milenar da coca no país andino com o nem tão antigo mas também secular hábito da corrupção que acomete muitas autoridades públicas e policiais nos países da América do Sul. Em resumo: molhando a mão das pessoas certas, o bar tem conseguido se manter aberto já há mais de um ano. Ainda que sem endereço permanente: à medida que o movimento da casa começa a incomodar os vizinhos e a chamar atenção demais, o bar muda de endereço, sempre com a complacência da polícia local.

Apesar do espírito de total ilegalidade que ronda o Route 36, a reportagem do Guardian (e uma série de blogs de viajantes que consultei na internet) mostra que o ambiente dentro do bar é de tranquilidade, muito similar aos dos coffee shops holandeses. Não há brigas, paranoias ou travações, só grupos sempre animados de jovens turistas que não param de falar. A casa, que funciona 24 horas por dia, tem atraído tantos mochileiros do mundo inteiro que até o respeitado guia Lonely Planet a cita entre suas indicações radicais para a capital boliviana.

Leia a íntegra da reportagem (em inglês) no link abaixo. Quem quiser, acha uma “versão brasileira” da matéria na edição impressa da revista Maxim de agosto (Vergonhosamente, a revista publicou o texto do Guardian dando a entender que era seu material exclusivo - muito feio).
The Guardian.


Fiquemos atentos,nós eleitores: novos financiadores de campanha à vista. !!!

Pescado no blog do Reinaldo Azevedo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Olha a prova do crime: Lula com o colar de coca.



“As bondades do compañero Lula”, segue abaixo o editorail do jornal o Estadão.

" Assim que assumiu o governo da Bolívia, Evo Morales interrompeu a campanha, financiada pelos Estados Unidos, de substituição das plantações de coca por culturas que permitissem aos agricultores locais levar uma vida digna. Afinal, Morales é um líder cocalero que fez carreira política prometendo liberar o plantio das folhas de coca, cujo uso, segundo ele, é parte inextricável da ancestral cultura indígena de seu país. Pouco se lhe dá que folhas que não são mascadas nem queimadas em rituais religiosos - e são muitas toneladas delas - sejam transformadas, primeiro, em pasta e, depois, em cocaína refinada.

Assim, desde que Evo Morales está no poder tem aumentado sistematicamente a produção de coca e, consequentemente, a de cocaína. Só no ano passado, segundo o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, a área de cultivo aumentou 6% e o potencial de produção de cocaína cresceu 9% na Bolívia.

Cerca de 70% da droga vem para o Brasil. Parte é consumida aqui e o restante é contrabandeado para outras partes do mundo. Trata-se da principal atividade do crime organizado - com o poder de corrupção e de violência que transformaram os morros do Rio de Janeiro em áreas liberadas, onde não entram as instituições do Estado, e que já ameaçam cidades do interior de vários Estados. Não se pode dizer, portanto, que a sorte dos cocaleros bolivianos não interessa a nós, brasileiros.

O problema é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sobre esse problema uma visão muito peculiar, própria de quem acha que deve fazer o possível e o impossível para ajudar o compañero Morales. No sábado, na região do Chapare, o principal centro cocalero da Bolívia, ele não apenas usou um colar feito com folhas de coca, como liberou crédito de US$ 21 milhões para a compra, pelo Brasil, de têxteis bolivianos. Esse crédito era, até 2008, fornecido pelo governo americano, como parte do Programa de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas. Deixou de ser fornecido porque Morales interrompeu o programa de erradicação da coca. Agora, o Brasil faz seu programa às avessas: dá dinheiro para quem produz a droga que envenenará a juventude nas grandes cidades brasileiras.

Nessa mesma visita à Bolívia, o presidente Lula reclamou do presidente Evo Morales uma solução para os brasileiros que vivem na fronteira da Bolívia com o Acre. Em 2006, Brasil e Bolívia assinaram um acordo, já renovado duas vezes, para regularizar a situação dos nacionais de ambos os países que migraram clandestinamente de um para o outro. Nesse período, o convênio beneficiou cerca de 50 mil bolivianos, a maioria vivendo em São Paulo - e somente 8 brasileiros. Agora, o governo boliviano prepara a expulsão de cerca de 5 mil brasileiros que vivem na área fronteiriça dos Estados de Pando e Beni. Os que concordarem em ser removidos para as áreas mais interiores do atrasado Estado de Pando receberão uma pequena ajuda - proveniente de um fundo de R$ 20 milhões fornecido pelo governo brasileiro. Os colonos que insistirem em ficar serão removidos pela força e perderão suas terras e as benfeitorias que sobre elas construíram. Em defesa desses brasileiros desassistidos, o presidente Lula solicitou gentilmente a seu colega bolivariano que os trate “com carinho”. Ou seja, o governo brasileiro não moverá uma palha - além dos R$ 20 milhões entregues ao governo boliviano - para ajudar os colonos brasileiros. Não correrá o risco de desagradar ao compañero Morales.

O terceiro gesto de solidariedade em relação à Bolívia, nesta viagem, foi conceder um financiamento de US$ 332 milhões do BNDES para a construção da estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, ligando os Estados de Beni e de Cochabamba. A estrada será construída pela empreiteira brasileira OAS, escolhida pelos bolivianos. Como a obra já foi iniciada e parada por causa de denúncias de irregularidades no acordo entre a Administradora Boliviana de Estradas e a OAS, e porque não há acordo sobre detalhes ambientais - a via cortará um parque natural e reservas indígenas -, não será precaução demasiada o BNDES lançar esses US$ 322 milhões nos créditos de liquidação duvidosa. Isso porque qualquer controvérsia a respeito do crédito “será dirimida por negociação entre as partes, por via diplomática”. Assim, nem de pai para filho. Afinal, Morales está em campanha eleitoral e conta com a ajuda de Lula."

domingo, 23 de agosto de 2009

Reinaldo Azevedo - Acinte:Lula discursa em apoio a Evo na região que alimenta o narcotráfico no Brasil.

Domingo, 23 de agosto de 2009 | 6:29



No seu blog - O evento para a assinatura de atos entre Brasil e Bolívia, com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, tornou-se ontem um comício a favor da reeleição do boliviano, numa das maiores regiões produtoras de coca do planeta. No encontro, que reuniu cerca de 5 mil pessoas, Lula chegou a vestir rapidamente um colar feito de folhas de coca, produto tradicional das comunidades indígenas da Bolívia, considerada o país mais pobre da América do Sul.

Evo aproveitou a presença de Lula em seu reduto político, incrustado na selva, para demonstrar força e prestígio no momento em que busca se reeleger - haverá eleições presidenciais em outubro. O cenário escolhido, uma cidade de 2.500 habitantes, fica na região de Chapare, conhecida pelo refino e pela “exportação” de cocaína, especialmente para o Brasil, principal mercado consumidor, segundo autoridades bolivianas. A Bolívia é a terceira maior produtora mundial de cocaína, atrás de Colômbia e Peru.

No comunicado conjunto divulgado pelos dois países, há menção sobre o combate ao narcotráfico. No documento, os presidentes “expressaram satisfação com os resultados concretos do processo de intensificação e aperfeiçoamento da cooperação policial entre os dois países.” Também determinaram que a Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Bolívia prossigam “ampliando a cooperação bilateral, inclusive por meio de instrumentos jurídicos e logísticos necessários a ações mais efetivas nesse contexto”. Aqui

Comento
As oposições, acho, não farão como eu gostaria que se fizesse: pegar as imagens e o noticiário do dia de ontem e editá-lo ao lado dos presuntos produzidos todos os dias nos morros do Rio e nas periferias das grandes cidades. Vítimas do narcotráfico. Também não se atreveriam a juntar essas duas coisas à resistência brasileira em classificar as Farc - aliadas de Chávez, que é aliado de Evo Morales - como narcoterroristas.

Não! Não estou sendo sub-reptício ou oblíquo. Não estou ligando o PT ao tráfico de drogas. Se soubesse algo, diria - e sugiro que vocês não o façam nos comentários, ou teria de excluí-los. Estou afirmando, isto sim, que, em nome de afinidades ideológicas - com Evo, Chávez, Rafael Correa e as Farc -, o governo petista se torna um ALIADO OBJETIVO do narcotráfico, que responde por boa parte dos 50 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil. Um verdadeiro flagelo.

Lula quer ir lá fazer onda com Evo Morales? Vá lá. Mas realizar o encontro numa das regiões que respondem por boa parte da cocaína que se trafica no Brasil? Não! Aí já é acinte mesmo! A área destinada ao cultivo de coca na Bolívia cresceu. O país perdeu um incentivo concedido pelos EUA para a exportação de produtos bolivianos. Evo, na prática, se nega a combater o narcotráfico. A decisão foi de Jorjibúxi. E São Obama teve de referendar.

E Lula, para variar, não se conteve. Apelou à demagogia barata - e, lamento dizer, à mentira - para falar de si mesmo e de Evo: “O índio tem de provar que tem competência para governar, sindicalista tem de provar que tem competência para governar. Enfrentamos os preconceitos. Enfrentamos a ira dos poderosos que não se conformaram em perder o poder.”

É… No Brasil, Lula resolveu enfrentar a “ira dos poderosos” ao lado de patriotas como José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. Na Bolívia, Evo preferiu os que fazem bom uso do processamento das folhas de coca, cuja produção ele estimula. Acaba de criar uma nova região de incentivo à planta - desta feita, na fronteira com o Brasil.

Agora só falta Lula discursar no reduto de “importadores” de carros brasileiros no Paraguai e de exportadores de “tabaco paraguaio” para o Brasil…

Ah, sim: só para não perder a viagem, usaria também algumas imagens da Petrobras sendo ocupada - depois, foi expropriada, roubada mesmo - pelos trogloditas de Evo. E também não me esqueceria de mostrar o tratamento que fazendeiros brasileiros têm recebido dos evistas: incêndio de plantações, roubo de tratores, ameaça de expropriação.

Não vou dizer que Lula, agora, foi longe demais. Porque tudo lhe é permitido. E tudo lhe permitem. Ele sapateou sobre alguns cadáveres e a dor de suas respectivas famílias ao discursar onde discursou.

Como é que pode? - É muito descarado...

O policial partido ao meio e conversando...muito doido!!!

SHOCKING: Police Officer Ripped in Half Calmly Speaking to the Cameraman

sábado, 22 de agosto de 2009

Série Shocking Vídeos


Daqui à pouco um vídeo bizarro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Papa , a Teodicéia e a questão Islâmica



Nelson Castelo Branco Eulálio Filho(*)

Assustei-me com a eleição do novo papa. Escolheram justamente aquele que no reinado anterior comandou com mão-de-ferro a Congregação para a Doutrina da Fé, nova denominação (conveniente) para o antigo Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido do grande público como Tribunal da Inquisição – aquele das fogueiras. O mesmo que foi da juventude hitlerista – e, portanto, estava, de uma forma ou de outra, ao lado dos nazistas na 2ª Guerra Mundial – e que os vaticanistas apelidaram pouco carinhosamente de “Panzercardinal” e “Rottweiler de Deus”. O mesmo que o jornal inglês The Observer (ver revista Carta Capital de 03.05.05) acusa com provas documentais de ter obrigado seus bispos ao redor do mundo a encobrir, sob pena de excomunhão, milhares de casos de pedofilia praticados por clérigos católicos pelos quais a Igreja se viu obrigada a pagar mais de 1,5 bilhão de dólares! Essa cifra deve aumentar muito com o aparecimento, nos EUA, de advogados especializados em casos da espécie.

Todo esse dinheiro vem do povo, do povo pobre que mantém essa enorme superestrutura ideológica – como diria Marx – os povos latinos americanos, africanos, etc., como, aliás, é típico dos povos católicos. Como é, meu Deus, que 115 “príncipes”, sexagenários e setuagenários, instalados num hotel 5 estrelas (chamado eufemisticamente de “Casa Santa Marta”), tomando vinhos das melhores safras (franceses, naturalmente), fumando charutos (cubanos) de excelência, e contando anedotas sobre o “garçom da Santa Ceia” decidem o rumo espiritual de mais de um bilhão de almas?! Almas que, claro, habitam corpos; corpos que ficam doentes, que têm desejos, que são agressivos e, no plano psicológico/moral, sujeitos à vaidade, à inveja, à soberba, etc. – em resumo: Humano, Demasiado Humano – como diria Nietzsche. Talvez achando pouco tanta ostentação de “podres poderes” (Salve, Caetano), e para abrir com “chave de ouro” seu pontificado, o novo papa resolveu satanizar os gays e impedir-lhes o ingresso nos seminários. Como vão fazer o “teste” é que eu gostaria de saber.

Mas, alvíssaras! Dentre tantos anacronismos próprios de sua Igreja, o papa teve uma grande oportunidade (e soube aproveitá-la) de trazer alguma luz ao seu rebanho (rebanho aqui no mais puro sentido nietzschiano). Refiro-me à visita de Sua Santidade ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Ali, numa rara demonstração de honestidade nessas coisas da Igreja, o papa subiu no conceito de todos aqueles que têm Deus como Absoluto. Absoluto que, justamente enquanto Absoluto, é ingonoscível.

Em sua recente visita ao um cenário daquilo que a filósofa judia-alemã Hannah Arendt (1906-1975) chamou, a propósito das execráveis práticas nazistas, de “coração das trevas”, a ameaça maior às sociedades democráticas; a confluência da capacidade destrutiva e burocratização da vida pública, expressa no famoso conceito de “banalidade do mal”[1], o Papa Bento XVI disse que “Em um lugar como este, faltam palavras. No fim, pode haver apenas um silêncio no qual um coração clama por Deus. Por que, o senhor permaneceu em silêncio? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava Deus naqueles dias? Por que ficou em silêncio? Como pôde permitir esse massacre sem fim, esse triunfo do mal?” Após essas palavras, um silêncio constrangido se fez ouvir em todo o mundo católico.

A declaração do papa é uma grande inovação na questão da Teodicéia, isto é, a tentativa (a meu ver descabida e até atéia), de tentar justificar ou “defender” Deus. A questão vem de longe e remonta à história de sofrimentos de Jó, que inclui a morte de seus 10 filhos. O assunto voltou à tona com o rei de Castela, Afonso X (1221-1284) quando teria dito em suas observações astronômicas (ele era um estudioso desse assunto e deixou um legado, as chamadas Tablas Afonsinas) que “Se eu houvesse podido aconselhar Deus na Criação, muitas coisas teriam sido mais bem ordenadas” – Essa frase, com algumas variações, representou a essência da blasfêmia por um período próximo de 500 anos![2] Com o famoso terremoto de 1755, que destruiu a cidade de Lisboa e abalou os alicerces do Iluminismo, a questão voltou novamente à tona com toda força. O que não se compreendia era como Deus podia permitir a morte, indiscriminadamente, de bandidos, honestos, padres, freiras, prostitutas e crianças (inclusive não batizadas).

O termo Teodicéia[3] foi criado pelo filósofo e matemático Leibniz (1646-1716) como título de uma sua obra: Ensaio de Teodicéia sobre a bondade de Deus, a liberdade do homem e a origem do mal. A finalidade da obra é indicar a demonstração da justiça divina por meio de dois problemas fundamentais: o do mal e o da liberdade humana. Sobre o mal a Teodicéia de Leibinz reflete mais exatamente sobre as considerações desenvolvidas por Bayle (1647-1706), para quem a história é a história dos crimes e infortúnios da raça humana e “um Deus que poderia ter criado um mundo contendo menos crimes e infortúnios, e escolheu não o fazer, parece não passar Ele próprio de um gigantesco criminoso”. Essas considerações na verdade só ampliava o que já dissera o filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.) segundo o qual, “Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus. Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém a existência dos males? Por que razão é que não os impede?”

É lícito afirmar que o Papa com seus comentários em Auschwitz deu uma grande lição de verdadeira fé a todos: católicos, protestantes, ateus, agnósticos e até ao pagão Epicuro. Deu-a principalmente àqueles que estão sempre prontos a tratar Deus com uma intimidade despropositada e que se julgam portadores de uma “fé” que lhes autoriza “defender” Deus. A dúvida do papa é muito mais honesta, muito mais verdadeira enquanto fé e dá uma exata dimensão do conceito de Deus, a saber, a incognoscibilidade que é intrínseca ao conceito e sem a qual, aliás, qualquer alusão a Deus é atéia. Mas, quase como que para confirmar que “alegria de pobre dura pouco” jogou uma ducha de água fria em todos quantos julgavam ter visto naquela postura humilde um sinal, uma tendência de distensão nas sempre tensas questões teológicas e, principalmente, um indício de uma maior fraternidade e tolerância entre as religiões. Qual nada!

Após a dolorida, corajosa e honesta admissão da incognoscibilidade de Deus no discurso em Auschwitiz – que só o engrandeceu, não esqueçamos de registrar – Bento XVI jogou o catolicismo no olho do furacão político-religioso que varre o mundo ao citar, numa lectio magistralis proferida na Universidade de Regensburg, um desconhecido imperador bizantino (Manuel II Paleólogo). Dentre outras coisas, disse o Papa que “Eu fui lembrado de tudo isso [a questão de Deus através da razão] recentemente quando li (…) parte de um diálogo que aconteceu – talvez em 1391 nos quartéis de inverno perto de Ancara – pelo erudito imperador bizantino Manuel 2º Paleologus e um persa educado nos assuntos do cristianismo e do Islã, e as verdades de ambos”. “Na sétima conversa – continua Bento XVI – o imperador toca no assunto da guerra santa. Sem entrar em detalhes, como a diferença entre aqueles que leram o ‘Livro’ e os ‘infiéis’, ele se dirigiu ao seu interlocutor com uma rispidez surpreendente na questão central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: ‘Mostre-me o que Maomé trouxe que era novo, e lá você encontrará apenas coisas más e desumanas, mas como o seu comando de espalhar pela espada a fé que ele pregava’. “O imperador – continua a narrativa de Bento XVI – depois de se expressar tão fortemente, continuou explicando em detalhes os motivos pelos quais espalhar a fé através da violência são desarrazoados. Violência é incompatível com a natureza de Deus e com a natureza da alma”. ‘Deus – disse dito o imperador bizantino – não fica contente com sangue – e não agir razoavelmente é contrário à natureza de Deus (…) qualquer um que leve alguma pessoa à fé precisa da habilidade de falar bem e de raciocinar apropriadamente, sem violência ou ameaça’. E continuou Bento XVI na fatídica aula magna: “A declaração decisiva neste argumento contra a conversão violenta é isso: não agir de acordo com a razão é contra a natureza de Deus”. Explica o papa que “o editor Theodore Khoury observa: ‘para o imperador, enquanto um bizantino moldado pela filosofia grega, esta declaração e auto-evidente. Mas para o ensinamento mulçumano, Deus é absolutamente transcendente. A sua vontade não está presa a nenhuma das nossas categorias, mesmo àquela da racionalidade’”.

Ora, nesse inconveniente revival da querela medieval fé x razão Bento XVI poderia ter citado Tomás de Aquino que, aliás, acho que foi inspirado em quem o tal imperador bizantino estruturou sua fala. Num texto do século XIII, Santo Tomás de Aquino diz o seguinte acerca da religião de Maomé: “Os fundadores de seitas procederam de maneira inversa. Tal é o caso evidente de Maomé, que seduziu os povos com promessas de prazeres carnais, a cuja base está a concupiscência da carne. Soltando as rédeas da voluptuosidade, Maomé promulgou mandamentos conforme as suas promessas, mandamentos aos quais os homens carnais podem obedecer com facilidade. No que concerne às verdades, Maomé só revelou verdades fáceis de compreender para qualquer espírito medianamente aberto. Em compensação entremeou as verdades do seu ensinamento com muitas fábulas e com as doutrinas mais falsas. Não trouxe quaisquer provas sobrenaturais, as únicas que constituem um testemunho adequado em favor da inspiração divina, quando uma obra visível, a qual só pode ser obra de Deus, demonstra que o doutor de verdade é invisivelmente inspirado por Deus. Ao contrário, Maomé alegava que tinha sido enviado para usar a força das armas, provas que costumam aduzir os ladrões, assaltantes e tiranos. De resto, os que desde o começo creram nele não foram pessoas instruídas nas ciências humanas e divinas, mas homens selvagens, habitantes dos desertos, completamente ignorantes de qualquer ciência de Deus, sendo que um grande número deles o ajudou, pela violência das armas, a impor a sua lei aos outros povos. Além disso, não há nenhuma profecia divina que dê testemunha em favor de Maomé. Ao contrário, Maomé deforma os ensinamentos do Antigo e do Novo Testamento mediante histórias legendárias, como se torna evidente a todo aquele que estudar a sua lei. Além disso, usando de uma medida cheia de astúcia, proíbe aos seus discípulos a leitura dos livros do Antigo e do Novo Testamento, que poderiam convencê-los de laborar em erro. É, por conseguinte, evidente que os que dão crédito às palavras de Maomé o fazem com leviandade”. (cf. Súmula contra os gentios – capítulo VI).

Trazendo para aqui as importantes palavras de Jesus: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada” (Mateus, cap. X, v. 34) e, ainda, a opinião de um outro Bento, a saber, Bento XV que se sentiu autorizado a apontar a Divina Comédia, de Dante Alighieri como “uma espécie de Quinto Evangelho”[4], a mesma Divina Comédia em cuja Primeira Parte (O Inferno – Canto IV) Jesus Cristo é apresentado como um “possante guerreiro”. Considerando tudo isso, as opiniões de Tomás, do Imperador Manuel II e de Bento XVI poderiam, da mesma forma “sacrílega” e pela mesma alegação (a “violência das armas”) ser dirigida a Jesus pelos adeptos da fé islâmica. Por respeito, os mulçumanos se abstiveram de tal grosseria.

(*) O autor é Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará – UFC.
Pescado do: http://www.consciencia.org/o-papa-a-teodiceia-e-a-questao-islamica

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ministério da Saude adverte: Twitter mata.

Frase do Dia

Ninguém é mais ATEU do que aqueles que não temem enriquecer em nome de Deus!!!!! ( Via Twitter KIBELOKO). Cara...essa foi a melhor de todos os tempos...sempre achei isso e não achava um que também tivesse coragem !!!!

Via KIBELOKO...O estupro mais lento da História

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bruno - o novo filme de Sacha Baron Cohen.

Lembram do cara que fez Borat...O segundo melhor reporter do Casaquistão...ele está de volta com esse filme.No final temos de brinde um clipe dele com Bono Vox,Snoop Doggy,Sting,Slash e Elton John...Imperdível !!!!!


Ex-naruteiro recuperado


Sempre fui apegado à Deus, ia aos cultos todos os dias, não perdia um encontro de jovens, estava sempre em sintonia com Ele, nosso Senhor Jesus Cristo. Chegava da escola na hora do almoço e ligava o meu televisor, sem saber que fazendo isso, deixava uma brecha para o demônio adentrar meu lar. Um simples desenho animado se tornou o meu maior tormento.

Começou por acaso, liguei no SBT e estava passando um desenho muito colorido, feito pra atrair os jovens e levianos. Em pouco tempo não só me viciei no anime mas também passei a baixar todos os episódios pela internet. Estes desenhos são feitos por japoneses não-cristãos. Lançam mais de 500 capítulos para prender as crianças na frente do televisor e ganhar suas almas. São conhecidos como fillers no meio.

Nesta época perdi o interesse em ir à Igreja e me envolvi com uma galera da pesada, os otakus. Meu vocabulário se resumia à palavras japonesas, como ‘kwai’, ‘tadaimas’ e outras idiotices. No início meu pai ficou feliz, pois achou que eu estava falando línguas (O dialeto do Espírito Santo). Ele só foi perceber que eu havia me distanciado no dia de um evento de anime, o AnimeGO.

Meus amigos me convidaram e disseram que tinha que fazer ‘cosplay’, se vestir como os personagens dos desenhos. Ia saindo vestido de Sasuke, e ao passar por meu pai, ele ficou perplexo. De início ele não entendeu, pensou que eu havia me tornado homossexual, mas não, havia me tornado uma coisa muito pior, um otaku.

“- O que significa isso meu filho? Você não vai sair com estas roupas de mulher, vai?”

Quando escutei isso senti raiva, e achei meu pai um ignorante, e até pensei em escrever seu nome na minha Death Note, contrariando o quinto mandamento. Saí de casa mesmo assim.

Ao chegar no evento nossa galera se deparou com uma turma rival, os caras do Bleach. Logo na entrada, talvez sob efeito de drogas, começaram as provocações. Ficamos calmos, mas quando disseram que Bleach era melhor que Naruto perdemos a cabeça e partimos pra cima deles. Pra nosso azar o Ichigo tinha um facão de verdade, uma zangetsu da tramontina muito bem amolada. Esse Ichigo, gritando Bankai, desferiu vários golpes em mim e nos meus colegas. O evento virou um banho de sangue, tive um corte no braço e meu amigo Olemário teve um dedo decepado.

A polícia foi acionada e os que estavam em condição sairam correndo, outros ficaram no chão, cheguei em casa todo cortado, meus pais ao verem aquilo choraram muito e oraram pra que o diabo saísse do meu corpo. Mas eu só queria mais e mais, comecei a baixar mais animes e a ler mangás, que são lidos de trás pra frente, simbolizando o retrocesso da alma.

Perdi totalmente os valores cristãos, até cogitei me mudar para o Japão. Passava horas na internet vendo pornografia japonesa, os hentai e jogando jogos de estupro, ‘Rapelay’.

Um dia saí de casa pra jogar Magic e fumar maconha com os amigos. Coloquei a minha bandana kunai na cabeça e fui pegar o ônibus para o cemitério municipal, onde organizavamos os rounds.

Cheguei lá e começamos a jogatina. Magic é como um truco do diabo, são usadas cartas com temáticas umbandistas, e símbolos pagãos. O Olemário jogou uma carta muito forte, cheia de mana. Aí tive que usar meu trunfo, o Scion of Darkness. Quando joguei a carta na tumba ela estremeceu, senti um vento frio que me gelou a espinha. Nós tinhamos evocado uma entidade de umbanda sem saber. Olhei pra trás e vi um sujeito de terno branco, camisa listrada, chapéu panamá social branco, sapato mocacin branco e cordão de ouro. Era ele mesmo, o Zé Pelintra.

Como eu era ligado em anime e magic, conhecia todos as entidades do umbanda de cor. Meus amigos não se assustaram, mas eu sim. Corri e pulei o muro do cemitério, cheguei em casa e acordei meu pai, contei tudo que sabia. Ele, um obreiro conceituado, orou muito por mim. Nesse dia aceitei Jesus novamente.

Meus dois amigos que estavam comigo no cemitério estão perdidos na vida, um se envolveu com o tráfico de drogas. E o outro pelo que soube ingressou num grupo de samba e faz uso extenso de cachaça.

Espero que este meu testemunho sirva de relato para todos aqueles que foram iludidos e seduzidos por estas obras do diabo.

Fonte: igreja internacional

Aleluia...e não esqueça de passar no caixa e deixar o dízimo.Tá achando que é de graça????

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Religulous - Documentário sobre Religião.


SINOPSE ( clique aqui para saber mais)

Ator cômico e apresentador de TV, Bill Maher decidiu viajar pelo mundo entrevistando diferentes pessoas, de distintas religiões, para falar sobre Deus e religião. Conhecido por sua habilidade e astúcia analítica, além de sua graça irreverente e comprometimento em nunca perder uma piada, Maher consegue arrancar de seus entrevistados as respostas mais incomuns.Assistam e se divirtam.

Isso é Iconoclastia....ou masturbação ?? ( lembra do papo do 3 em 1?)

Mais uma do Super Macedo: Renata Borges curada de AIDS-IINCONTESTÁVEL !!!!

Veja o vídeo na íntegra

Vai correr ..ou vai chamar o chefe ???

A Verdade sobre a OPERAÇÃO GRIPE SUÍNA


Voçe de novo Donaldo Humesfeld....não bastava a cagada com o Bush.

Luxúria em 8 bits...Mario Bro créu na Peach



Copiado do Sedentariohiperativo...de novo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Criacionistas adaptados ( claro,eles não acreditam em evolução !!!)

A travanca

CÉREBRO AFETADO PELA RELIGIÃO

Papa Bento XVI protege padres pedófilos

O papa Bento 16 desempenhou um papel de peso na ocultação sistemática de casos de abusos sexuais contra menores cometidos por padres católicos, segundo um documentário da BBC, Sexo, Crimes e o Vaticano, a ser exibido na TV aberta britânica na noite deste domingo.
Nos EUA, 4 mil padres foram acusados de abuso de menores
O papa Bento 16 desempenhou um papel de peso na ocultação sistemática de casos de abusos sexuais contra menores cometidos por padres católicos, segundo um documentário da BBC, Sexo, Crimes e o Vaticano, a ser exibido na TV aberta britânica na noite deste domingo.

A reportagem do programa examinou um documento secreto interno da igreja, que instrui bispos como lidar com acusações de abusos sexuais cometidos por padres em suas paróquias.

O texto impõe um juramento, em que a vítima, o acusado e eventuais testemunhas se comprometem a manter sigilo absoluto sobre o caso.

A quebra do juramento levaria à excomunhão.

Veja cópia do documento da igreja (em inglês)

Durante mais de 20 anos, o homem encarregado de zelar pela obediência aos termos do documento foi o cardeal Joseph Ratzinger - antes de virar papa.

O documento Crimen Sollicitationis (latim para Crime da Solicitação) foi escrito em 1962 em latim e dstribuído a bispos do mundo inteiro, com a recomendação de que fosse guardado a sete chaves. Poucas pessoas de fora da igreja tiveram acesso a este documento.

O documentário, realizado especialmente para o programa de reportagens Panorama, apresenta material colhido nos Estados Unidos, Brasil e em Roma.

A reportagem é conduzida por Colm O'Gorman, que foi estruprado por um padre católico aos 14 anos.

O programa descobriu sete padres acusados de abusos contra menores vivendo no Vaticano ou em seus arredores.

Um deles, o padre Joseph Henn, foi indiciado, em um tribunal nos Estados Unidos, por 13 acusações de abuso de menores.

Durante as filmagens, O'Gorman descobriu que o padre Henn respondia aos pedidos de extradição do escritório de sua ordem religiosa no Vaticano.

A produção do documentário começou em março de 2002. O Vaticano recusou os vários pedidos feitos pela equipe para que fossem respondidos casos apresentados no filme.

A igreja católica tem cerca de 50 milhões de crianças em suas congregações.

No ano passado, vários casos de abusos vieram à tona nos Estados Unidos.

Segundo um relatório da igreja americana, ficou comprovado que em todo o país cerca de 4 mil padres foram acusados de abusos sexuais contra 10 mil jovens, na maioria meninos.

O orgasmo do jabuti tarado e da jabota frígida.

Controle mental em escala mundial? Pode um parasita influenciar a cultura humana?



Parasitas são capazes de muitas coisas para facilitarem a transmissão. Controlar a mente do hospedeiro, forçar o suicídio dele e até mesmo controlar o sexo dele. Mas em todos estes casos, o hospedeiro é um animal menor, como uma lagarta. Será que algum parasita é capaz de controlar a mente do ser humano? Será que algum parasita é capaz de influenciar a cultura humana?

Você conhece a toxoplasmose? Pode não conhecê-la, mas são grandes as chances de ter. No Brasil, 2/3 da população tem, e como ela dificilmente causa problemas, poucos sabem que estão infectados. O causador é um organismo unicelular chamado Toxoplasma gondii.

O ciclo ideal do toxoplasma se dá entre o gato e o rato. Dentro do rato, hospedeiro intermediário, ele se reproduz assexuadamente. Depois do almoço, uma vez dentro do gato, o toxoplasma se reproduz sexuadamente e produz células resistentes chamadas oócitos, que vão parar nas fezes do gato e contaminam tanto o solo quanto a água.

Mas o toxoplasma também é capaz de infectar outros mamíferos, de humanos a golfinhos. Graças a isso, é um dos parasitas mais distribuídos e presentes. Quando contraímos ele através do solo, água e até mesmo carne mal preparada, ele se comporta como se estivesse em um rato.

Ao nos infectar, ele se esconde em células do sistema imune chamadas células dendríticas, e as induz a circular mais no corpo. As células dendríticas têm acesso privilegiado no nosso corpo e são capazes de entrar no cérebro, levando consigo o toxoplasma, como um cavalo de Tróia. No nosso cérebro, ele se aloja em células da glia, auxiliares dos neurônios. Lá o toxoplasma se reproduz aos montes, e manipula o sistema imune para controlar sua população em ciclos de sobe e desce. Nada que cause muitos problemas em pessoas saudáveis. O problema acontece nos imunocomprometidos, como portadores de AIDS e fetos. Nestes, não há resposta imunológica que controle a população do toxoplasma e ele causa graves danos neurológicos, daí a preocupação das grávidas com a toxoplasmose.



Toxoplasma acompanhado infectando rato, após 18 dias já se encontra na amígdala. ©PNAS, 2008

De volta ao rato, quanto mais o toxoplasma favorecer sua transmissão para o gato, mais será favorecido pela seleção natural. E é justamente o que ele faz. Uma vez dentro do rato, o toxoplasma se dirige para o cérebro , mas uma região bem específica dele, a amígdala. A amígdala é o centro de controle das emoções do cérebro. O que ele faz lá?

d9mvs5w_48fb97wxgw_bRatos infectados apresentam algumas reações diferentes. Deixam de evitar locais iluminados e o mais bizarro: os ratos perdem o medo do cheiro da urina de gatos . Em laboratório, pingar urina de gato em uma câmara de um labirinto é garantia de que os ratos evitarão aquele lugar. Já os ratinhos com toxoplasma circulam perfeitamente lá dentro, chegando inclusive a ter mais interesse pelo local. Outras respostas, como o medo de tomar choque continuam intacta. Ou seja, o toxoplasma é capaz de alterar um medo específico do rato! Coisa que anos de psicanálise não fariam.

Sabendo disso, cientistas começaram a se perguntar o mesmo que você deve estar se perguntando agora. Mas o toxoplasma não se comporta do mesmo jeito no ser humano e no rato?

Não que ele nos faça perder nosso medo de urina de gato, mas algumas relações intrigantes apareceram. Há uma grande correlação entre pessoas que sofrem de esquizofrenia e portadores de toxoplasma. Pior, remédios que tratam esquizofrenia, como haloperidol, matam o toxoplasma, deixando uma dúvida sobre quem o remédio trata.

E isso vai além. Em uma outra pesquisa , mulheres com toxoplasmose foram identificadas como mais afetuosas, inseguras e persistentes. Já os homens, mais ciumentos e menos interessados por novidades.

Agora aumente a escala disso. Imagine países tropicais, como os países latinos, onde o solo mais quente favorece a sobrevivência dos oócitos e têm altas taxas de toxoplasmose, em contraste com países do norte europeu, com índices baixíssimos da doeça. Pense na imagem que as pessoas têm dos latinos, mulheres mais quentes e afetuosas, e homens mais ciumentos…

Pense agora que metade das pessoas do mundo têm toxoplasmose e que nossa cultura é construída pela interação de todas as mentes…

Será que esse parasita pode ser mais um dos milhares de fatores que influenciam nossa cultura??

Pescado no Sedentariohiperativo...para mim o melhor blog do Brasil.

Estou literalmente " depau(o)perado"



Fiz uma pequena cirurgia para corrigir uma estenose na uretra prostática e agora estou assim: com uma sonda de Foley( mais a bolsinha de coleta do xixi ) no dito cujo por 7 dias.