quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Massacre de Beslan

Informações do Wikipédia: A Crise de reféns da escola de Beslan (conhecida também como Cerco à escola de Beslan ou Massacre de Beslan) teve início no dia 1 de setembro de 2004, quando terroristas armados fizeram mais de 1200 reféns entre crianças e adultos, na Escola Número Um, da cidade russa de Beslan, na Ossétia do Norte.
Os terroristas chechenos colocaram explosivos no prédio da escola e mantiveram os reféns sob a mira de armas por três dias. Em 3 de setembro, no terceiro dia da crise, as forças de segurança russas entraram na escola e atacaram os sequestradores, que detonaram explosivos e atiraram nos reféns. O resultado foi a morte de 344 civis, sendo 186 deles crianças e centenas de feridos.
O grupo terrorista liderado por Shamil Bassaiev, denominado “Brigada chechena de reconhecimento e sabotagem” ligado aos separatistas chechenos, assumiu a responsabilidade pelo atentado terrorista à escola, que foi liderado pelo seu principal subalterno ingucheMagomet Yevloyev.


Leia mais:clique aqui.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O futuro e a tecnologia

8 reportagens que provam que a tecnologia passa rápido

Ore conosco

A criançada de hoje ja nasce com os computadores sendo usados ate como brinquedos, mas no comecinho dos anos 90..TUDO, até um simples e já obsoleto CD-ROM era uma puta novidade! Não é só a gente que fica assustado com o penteado da epoca e com as girias supimpas pra explicar algo inexplicavel, os jornalistas tb estavam BEM perdidos!
CLIQUE PARA VER O POST COMPLETO!

Direto do NãoSalvo

Oh,Jesus....fuck my ass !!!!


Mundo Animal e o sexo manual

E eu, na minha ignorância,achando que somente nós humanos éramos os punheteiros !!!



E se não houvesse dinheiro no mundo?


Tentativa de assassinato na Bulgária.



Em uma impressionante cena registrada em vídeo, Ahmed Dogan, líder do Movimento pelos Direitos e pela Liberdade da Búlgária, escapou de uma tentativa de assassinato quando a arma do assassino falhou à queima-roupa! Rapidamente, seguranças e delegados que participavam da conferência partidária intervieram e dominaram o homem, identificado como Oktai Enimehmedov, búlgaro de origem turca de 25 anos. Ele estava credenciado para o evento.
video politica Búlgaria assassinato  Político escapa de tentativa de assassinato na Bulgária
O liberal Dogan é líder da oposição e representa a comunidade turca na Bulgária.

Direto do SEDENTÁRIO

Teologia da Prosperidade e Poder

20 jan 2013 | por em Dúvida Razoável às 20:47
A Igreja Universal do Reino de Deus já é hoje uma das instituições mais prósperas do planeta. Arrecadando cerca de R$1,4 bilhão em dízimos anualmente, em valores apurados pela Receita Federal em 2009, as receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão). Seu conglomerado de comunicação é, segundo a Anatel, a maior proprietária de concessões de televisão do Brasil, ultrapassando em número mesmo concorrentes poderosos como as Organizações Globo.
O volume espetacular de dinheiro arrecadado pela Igreja coloca em perspectiva a estimativa de riqueza pessoal de seu líder, Edir Macedo. Macedo amealhou segundo estimativas solicitadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo mais de US$2 bilhões, ou em moeda local mais de R$4 bilhões. Na última semana a revista Forbes estimou sua fortuna de forma conservadora em metade deste valor, o que ainda assim posicionaria este fiel entre os 50 brasileiros mais ricos e perto de fazer parte do seleto grupo de 1.226 indivíduos em todo o planeta, entre mais de sete bilhões de vivalmas, agraciados com mais de nove zeros em valores mundanos. A assessoria de imprensa da igreja informou  que as estimativas não estão corretas, e que o valor exato do patrimônio pessoal de Macedo “não merece publicidade”.
Outras igrejas em ascensão no Brasil também colhem os frutos da boa prosperidade: em menos de quinze anos a Igreja Mundial do Poder de Deus alcançou mais de 2.300 templos e fez com que a Forbes estimasse a riqueza de seu fundador e condutor de ovelhas, Waldomiro Santiago, em US$ 220 milhões (R$ 450 milhões).
Outros condutores de ovelhas na lista de fortunas estimadas pela publicação incluem o líder da Assembléia de Deus, com mais de 8 milhões de membros, Silas Malafaia, com riqueza de US$ 150 milhões, ou R$ 305 milhões.
R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, com riqueza equivalente a US$ 125 milhões, ou R$ 255 milhões.
E o casal Estevam e Sônia Hernandes, da Renascer em Cristo, com US$ 65 milhões, ou R$ 130 milhões.
À Folha, assim como a Universal, Silas Malafaia contestou a estimativa da revista, e classificou a reportagem como “safadeza”.
Porém, além da riqueza, recentemente o poder e prestígio de tais figuras também chegou ao noticiário.
Concedendo passaportes diplomáticos em “caráter de excepcionalidade”, autorizados diretamente pelo Itamaraty, ao apóstolo Valdemiro Santiago e sua esposa, da Mundial, ao bispo Romildo Ribeiro “R.R.” Soares e sua esposa, da Graça de Deus, e a Samuel Cássio Ferreira e a Keila Campos Costa, da Assembléia de Deus, o governo reconhece que essas figuras portam tal privilégio internacionalmente em função do “interesse do país”.
Estes privilégios não surpreendem dado seu poder político . Com uma presença cada vez maior no legislativo em todas as esferas da República, com 63 deputados e nada menos que três senadores, qualquer candidato a presidente que almeje liderar o governo deve acenar aos interesses da bancada, e uma vez eleito, deve continuar servindo aos seus interesses. Mesmo nomeado ministro da Pesca, adentrando o poder executivo na esfera federal, o bispo Marcelo Crivella deixou claro que isso não garantia apoio de sua bancada ao governo.
Mesmo no poder judiciário, que talvez pareça ao incauto o poder mais resistente à penetração da igreja no Estado, não podemos esquecer da principal denominação religiosa no Brasil. Frente à vertiginosa ascensão das novas vertentes pode-se perder de vista reportar sobre as conquistas históricas e ainda presentes da Igreja Católica Apostólica Romana.
Estimar a fortuna desta Igreja no Brasil ou no mundo é muito difícil, dado que ao longo dos séculos diversos mecanismos especiais foram criados justamente para impedir que este patrimônio seja avaliado e o Estado interfira  na Igreja. Mas de todas formas possíveis, a Igreja interfere no Estado. As novas denominações encontram números vistosos para serem exibidos – ou contestados – dada sua novidade e ânsia em adquirir propriedades e veículos de comunicação, algo que a Igreja Católica já alcançou desde tempos primórdios à descoberta deste rincão no Novo Mundo. As fortunas estimadas dos condutores de ovelhas brasileiros mal se comparam com as dezenas de bilhões de dólares que o Papa tem à sua disposição apenas como recursos financeiros para movimentação, com um patrimônio imobilizado quase que literalmente inestimável. Em valores mundanos, a Igreja Católica é uma das maiores empresas do mundo, se não a maior.
E com passaportes diplomáticos concedidos também ao arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes, e uma CNBB envolvida diretamente na política, com praticamente nenhuma voz de contestação, pelo contrário, de aceitação natural desta “herança cristã”, a fé católica vê-se representada em praticamente todos os tribunais do poder judiciário através de crucifixos, e, através das ordens de um presidente fiel, José Sarney, tem o seu Deus particular louvado em todas as cédulas de dinheiro que circulam. São apenas símbolos de uma força tão onipotente e onipresente que nem é percebida.
Se a riqueza e o poder dos novos ricos religiosos chama a atenção, é apenas por sua novidade.

Direto do Sedentário

domingo, 20 de janeiro de 2013

Chegaríamos tão longe sendo ateus?


Médicos Sem Fronteiras, organização humanitária de ajuda internacional
Recentemente, entre algumas mensagens que recebemos no “bulevoador@ligahumanista.org.br“, uma chamou a atenção de um dos diretores da LiHS que resolveu respondê-la em seus detalhes. A mensagem, segue abaixo:
Olá,
Apesar de acreditar em Deus (católica não praticante e me informando sobre espiritismo) eu acho que seria bem interessante se houvessem centro de ajuda humanitários (combate à fome, prostituição infantil, etc) ou de recuperação de pessoas viciadas em drogas de natureza ateia.
Eu vejo que muitas destas iniciativas de ajuda estão ligadas à igrejas, templos, enfim, sempre tem uma verve crente (no sentido de crer em algo, no caso Deus), porque os ateus não começam a se reunir também e ter estar iniciativas? Seria interessante ver qual seria o recurso mental utilizado para manter essas pessoas livres das drogas, será que nossa psique é capaz de tal fortaleza sozinha? 
Eu sinceramente não conheço um ateu que na hora do desespero não chame por Deus.
No mais acho bastante lógico vários argumentos que dizem “sim, Deus é criação do homem”, e se for, qual o problema? Ele entra justamente como um fortificante da alma em face das inúmeras intempéries da vida, foi uma maneira eficaz do ser humano se superar. 
Sabe essas pessoas que acabam servindo de exemplo de vida? Um Nick Vujicic? Ele superou todas as limitações possíveis e pelo pouco que sei ele acredita em Deus, será que ele conseguiria chegar tão longe sendo ateu? O que o levaria a ser tão feliz apesar de tão diferente e limitado fisicamente? Será que ele faz palestras drogado e por isso ele transpira motivação? 
Eu só sei que nada sei, e na dúvida, eu vou agradecer a Deus por mais um dia.
Sobre os pontos levantados pela pessoa em questão, Daniel Oliveira fez suas observações.
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Direto do Bule Voador

sábado, 19 de janeiro de 2013

Uphill das Arábias


O diário de um Ateu


rico-pobre

Querido Diário.
Muito recentemente um cristão católico ralhou comigo por eu ter dito que o mundo que o Deus dele criou estava cheio de defeitos. Ele me desafiou, então, a apresentar um projeto melhor e, caso não conseguisse, que fosse eu lavar minha boca com sabão e água benta.
Fui buscar inspiração no fundo da alma que eu nem tenho e, imaginando-me detentor de um poder equivalente ao de seis sextilhões de super-homens combinado com o de três Mestres dos Magos, acabei desenhando um mundo bem melhor do que esse nosso. A coisa ficou tão bem feita, mas tão bem feita que teve até crente se declarando indigno de viver num lugar assim tão bom. Outros crentes vieram dizer que o meu projeto não fazia sentido, porque se eu, valendo-me do meu poder ilimitado, impedisse um avião de cair, por exemplo, iria acabar gerando engenheiros aeronáuticos descompromissados em projetar aviões seguros.
Acontece que o desafio não estipulava que eu deveria criar um mundo que fizesse sentido, mas um que fosse melhor do que o atual. Será que um mundo em que um Deus onipotente que nos ama impedisse desastres aéreos seria melhor do que esse nosso, em que os engenheiros aeronáuticos precisam se esforçar ao máximo para produzir aviões seguros? Eu acho que seria. Mas o religioso vê as coisas de um jeito bem diferente.
Dia desses, uma tia me mandou uma apresentação em PowerPoint em que cada slide, mostrando gente de classe média em atividades rotineiras, perguntava coisas como: “você não está feliz com o seu trabalho?”, “você não está feliz com a sua casa?”, “você não está feliz com os seus estudos?”, etc., e era seguido por slides mostrando pessoas miseráveis, gente humilde trabalhando sob condições desumanas, idosos morando em lugares imundos, crianças usando o chão como caderno, etc., sempre com a mesma pergunta: “e eles?”. A ideia era fazer eu me sentir feliz com a minha vida, visto que eu não fazia parte do “eles”.
Eu respondi o e-mail dizendo que essa visão trazia a reboque um pensamento pavoroso: o de que, se vivêssemos num lugar maravilhoso, sem desigualdades e sem sofrimento, seríamos todos infelizes, por não termos ninguém mais desafortunado do que nós com quem pudéssemos nos comparar.
Os cristãos que criticaram o meu projeto agora precisariam admitir que o prêmio com o qual Jesus lhes acenava também não faria o menor sentido, pois certamente ele teria que ser um lugar ainda mais perfeito do que esse que eu inventei: sem desigualdade, sem sofrimento, sem desastres de avião. Ou isso, ou se conformar com o fato de que o Paraíso teria como único atrativo o alívio de não estar sendo torturado no Inferno. Porque o lugar em que seriam condenados a viver com o seu Deus seria um depósito eterno de infelizes.

Direto do deusILUSÃO.

E se não houvesse dinheiro no mundo?


Grife transforma vídeo de assalto em propaganda de liquidação

Vídeo da Reserva mostra grupo quebrando vitrine de loja e levando roupas.
'Eles roubaram a roupa e a gente roubou a imagem deles', diz empresário.

Do G1, em São Paulo

Vídeo da Reserva utilizou imagens do circuito interno de loja assaltada (Foto: Reprodução)
A grife Reserva resolveu "fazer do limão uma limonada". O limão no caso foi a imagem de um assalto ocorrido em uma das lojas da rede, transformada agora em vídeo publicitário para promover uma liquidação dos estoques.
Segundo o fundador e diretor executivo da marca, Rony Meisler, as imagens do vídeo 'Limonada Reserva', publicado nesta sexta-feira (18) no canal da marca no YouTube, são de um assalto ocorrido na primeira semana de dezembro do ano passado na loja da rua Bela Cintra, na região dos Jardins, em São Paulo. (Clique aqui para ver o vídeo no YouTube)
"A loja já tinha sido assaltada alguns meses antes. As imagens são do segundo assalto. A ação durou menos de 5 minutos e foi muito semelhante à primeira. Quebraram a vitrine na madrugada e levaram o que conseguiram pegar. Nos dois casos fizemos o B.O. (boletim de ocorrência), mas não prenderam ninguém", conta o empresário. "Provavelmente deve ter sido a mesma gangue  Agora estamos usando eles de garoto propaganda", ironiza.
A grife informou que foram levadas cerca de 350 peças em cada um dos assaltos. "Depois deste segundo assalto tivemos que colocar uma grade para proteger a vitrine", explica Meisler.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no boletim de ocorrência registrado no dia 6 de dezembro foram relatados o furto de dois manequins e mercadorias no valor de R$ 40 mil.
Segundo a Reserva, imagens são de assalto ocorrido em dezembro de 2012 (Foto: Reprodução)
Segundo Meisler, a ideia de fazer um vídeo com as imagens do circuito interno partiu da própria equipe de comunicação da marca. "Faltava só a oportunidade", diz o empresário. "Reclamar não adianta nada, o negócio é fazer. Melhor do que chupar o limão é fazer uma limonada com ele", completa.
O empresário destaca que no dia seguinte ao assalto os funcionários reorganizaram e limparam a loja, que funcionou normalmente mesmo sem o vidro da fachada e bateu a meta de vendas do dia ainda no meio da tarde.
A produção do vídeo é simples e foi feita pela equipe da Reserva. "Não precisa quebrar a vitrine. Apenas entre", diz a mensagem de abertura do vídeo. Na sequência, são mostradas as imagens da vitrine sendo quebrada e do grupo em ação, correndo e retirando roupas da loja. Em vários momentos, a imagem é congelada, destacando o produto que está sendo levado: calça jenas, bermudas, pólos e camisas. Ao fim, depois da fuga dos invasores, a propaganda avisa: "E corra, porque tem gente fazendo loucuras pela Reserva".
Para Meisler, trata-se de uma espécie de "vingança inteligente". "Eles roubaram a minha roupa e a gente roubou a imagem deles. Tomara que eles fiquem chateados e venham reclamar", brinca.
Segundo a Reserva, o vídeo foi feito exclusivamente para internet e não estão previstas outras ações de mídia com a utilização das imagens do assalto.

Direto do G1

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Conrad Maldives Rangali Island - O sonho de qualquer mortal !!!

16/01/2013 - 00:01

O destino dos sonhos de muita gente

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Até parece montagem, mas o Conrad Maldives Rangali Island é o destino do sonho de muitas pessoas. Lá, você encontra duas ilhas privadas, 50 moradias sobre as águas, 79 bangalôs e 21 spas. No entanto, a característica mais espetacular é o restaurante de vidro embaixo d’água, que também pode ser convertido em uma suíte. O Conrad Maldives Rangali Island ganhou duas vezes o prêmio de “melhor hotel do mundo”.

Os dois lados de Amsterdã

10 nov 2012 | por em Viagens às 10:32
 Os dois lados de Amsterdã1 Sentei ao lado de um casalzinho em lua de mel. Fizeram uma breve saudação e se limitaram a conversar entre si, mas eu sentia que em breve os dois compartilhariam comigo toda aquela felicidade. E não deu outra, logo após a decolagem o maridão puxou papo perguntando o que eu ia fazer em Amsterdã.
- Vou lá dar uma olhada nos puteiros.
E antes que eu pudesse emendar a frase dizendo que também visitaria alguns museus, eles fecharam a cara. Nem me deram a chance de explicar que Amsterdã é uma cidade capaz de oferecer roteiros bem contraditórios. Se por um lado há a lasciva visão das meninas do Bairro da Luz Vermelha e a ebriedade dos cannabis coffee shops, por outro há a complexidade da respeitada erudição que atrai as pessoas para o Velho Mundo.
Em geral lados tão distintos não se misturam, mas aos que se propõem a compreender a bela capital dos Países Baixos é preciso lidar com esse contraste. Basicamente ser capaz de transitar com naturalidade entre as atrações habituais de uma viagem à Europa e atividades de caráter mais liberal.
E lá estava eu – em Amsterdã - diante de todas essas possibilidades.

Imigração do Aeroporto Schiphol. Brasileiros não precisam de visto para entrar nos Países Baixos, mas isso não significa que tudo é lindo e acessível. Há uma lista de documentos e comprovações que o viajante precisa trazer (veja aqui). Não quer dizer que essas coisas serão cobradas. Pode ser que o funcionário da imigração apenas carimbe seu passaporte e pronto. No entanto, se eles pedirem, é preciso estar preparado.
No meu caso o cara pediu – além de passaporte válido – comprovantes de reserva de hospedagem e o saldo do cartão Visa Travel Money. Ele fez ainda algumas perguntas. Fui claro e objetivo nas respostas. Sem piadas, sem alongar a conversa, a melhor maneira de lidar com a imigração.
Recebi o carimbo no passaporte e fui para o saguão em busca de um banheiro. Tinha saído de São Paulo e a temperatura lá estava na casa dos 25 Celsius, belo contraste com o -1 em Amsterdã. Por isso precisava colocar uma roupa de frio para poder encarar o percurso até o albergue.
E se em todo esse relato há algum conselho que preste, ele seria “não subestime o frio”. Leve roupas ou leve dinheiro para comprar roupas, mas se prepare. Estar despreparado para o clima vai – em português claro – foder com sua viagem. Devidamente agasalhado, segui até o balcão de informações turísticas para pegar um mapa.
Sair do aeroporto é simples, o sistema de metrô deles é muito bom. A estação fica dentro do aeroporto e se você não achar seguindo as placas é porque está bêbado. Saber qual trem pegar também é fácil, tudo muito bem sinalizado. Paguei 3,80 euros num tíquete de viagem única até o centro. Há outras maneiras de fazer o translado, seja de táxi, ônibus ou van. No entanto, o metrô é confortável e barato, valendo à pena até mesmo para quem chega com muita bagagem.
Em quinze minutos o vagão parou na Amsterdam Centraal. A estação em si é uma atração turística, um belo prédio construído no final do século XIX.
 Os dois lados de Amsterdã
Vista lateral da Amsterdam Centraal
É fácil achar a saída do edifício, porém procurar o albergue nas ruazinhas apertadas é mais complicado. O que facilitou achar a hospedagem foi uma pré-pesquisa no Google Maps. Lá é possível ver mais ou menos que direção caminhar e se você souber usar uma bússola fica mais fácil ainda (é nerd, mas útil).
E eis que me vejo em frente ao The Flying Pig Downtown Youth Hostel, a hospedagem mais fumacenta na qual já estive. Optei por albergues porque é mais fácil conhecer pessoas e os preços são decentes. Hotéis são mais caros e em geral a interação é zero. Para quem vai em grupo tudo bem, mas sozinho a aridez do hotel pesa.
Paguei cerca de 25 euros por diária num quarto para quatro pessoas, banheiro compartilhado. Escolhi a parte de cima do beliche e dividi o espaço com um casal de canadenses que trepava ruidosamente a noite inteira.
Aliás, cabem agora algumas observações sobre ficar num quarto compartilhado. A interação vale o esforço, mas o tipo de situação oferece uma série de pequenos problemas que você deve ter no mínimo bom humor para encarar.
As possibilidades são quase infinitas, mas em geral o que pesa é o barulho e a falta de privacidade. Em relação aos ruídos não é raro que alguns albergues organizem festas sonoras ou que seus colegas de quarto decidam conversar até tarde da noite bem ao lado da sua cama. No meu caso extremo há até a possibilidade de se esbarrar com um casal fogoso.
Sobre a privacidade o máximo que se consegue é guardar a mala num locker (traga seu próprio cadeado) e trancar a porta do banheiro. Dar uma cagada pode ser aterrorizante e isso sem mencionar a possibilidade real de pegar um colega que fume dentro do quarto.
Enfim, albergue é para quem sabe lidar bem com questões como essa. E se você é capaz disso vai aprender muito sobre convivência e em especial sobre tolerância.
Banho tomado, mala guardada no locker. Quase três da tarde e o sol já descia desanimado no horizonte. O inverno é dureza, mas a experiência é única para quem topa encarar o clima com coragem.
Fui em direção ao meu primeiro objetivo na cidade, o tal Rijksmuseum (14 euros). Fui à pé mesmo, contemplando os prédios e seguindo o mapa. Em Amsterdã a maioria das atrações é próxima e caminhar – além de econômico – é a melhor maneira de conhecer a cidade. Esbarrei com a Praça Dam e olhei rapidamente o Palácio Koninklijk com a fachada escondida por andaimes. Fazia uma friaca cruel, uns pingos de chuva gelados.
Já na entrada do museu uma pequena fila para entrar, mas a espera foi de boa. Tinha até alguém distribuindo chocolate quente grátis. O Rijksmuseum é um grande passeio para quem deseja conhecer as obras de alguns dos principais artistas neerlandeses, incluindo RembrandtVermeer. Para os brasileiros há um extra bem interessante: a presença do quadro de Frans Post o qual mostra as ruínas da Sé de Olinda, em Pernambuco. Cabe lembrar que o prédio do museu em si é digno de nota. Ele foi construído por Pierre Cuypers, o mesmo arquiteto que criou a Amsterdam Centraal e vale a atenção.
 Os dois lados de Amsterdã
A fila de entrada no Rijksmuseum
O tempo andando pelo museu rebateu o cansaço das horas de voo e a fome finalmente apareceu. Resolvi estrear o rango num restaurante distante de qualquer ponto turístico. Vaguei cerca de meia hora e achei um com preço razoável para os padrões de Amsterdã. A cidade é uma das mais caras da Europa para os viajantes. Escolhi um prato com croquete acompanhado de arroz e salada. A refeição ficou em 15 euros.
Engraçado que depois descobri que o McDonalds deles tem um tal de McKroket, o qual julgo em minha pobre tradução ser um sanduba de croquete. Eu experimentei e não é nada mau. Paguei 1,50 euros (só o sanduíche). E antes que alguém me chame de viajante ignorante - fazendo com que eu experimente do meu do próprio veneno – esclareço minha casual opção pelos fast foods: eles são baratos. Quem viaja com grana contada não pode fazer todas as refeições em restaurantes. Por mais que se encontre um deles muito barato sempre será mais dispendioso se comparado à comida de rua ou alguns fast foods. Por isso vario as refeições entre caro (restaurante) e barato (fast food). É uma boa maneira de manter o orçamento equilibrado.
Voltando à narrativa, jantei e segui para o albergue. Fiquei jogando sinuca com uns caras, entre eles dois brasileiros. Era o esquenta para a primeira noite em Sodoma. Lá pela meia-noite já estávamos num bom grupo e resolvemos sair para explorar o De Wallen, o famoso Bairro da Luz Vermelha.
Eram nove pessoas, três do Brasil e o resto gringos da Alemanha e Austrália. Procuramos primeiro por um bar com chopp barato, se não me engano conseguimos um por 2 euros o copo garotinho. É fácil encontrar o melhor preço, os bares afixam placas com os valores logo na entrada.
Depois do esquenta seguimos para um coffee shop porque parte do pessoal queria fumar maconha. Achar um lugar desses é simples demais, estão por toda parte. O ambiente era pequeno e ficamos numa mesa lateral, alguns em pé. O cardápio oferece o valor por grama e há diversos tipos de erva, algumas mais puras e eficientes, outras mais fracas. Os preços começam em cerca de 3 euros o grama da mais básica. Calcule a quantidade de pessoas e forme um baseado do tamanho adequado, não vai sair caro. A potência de cada erva está verdadeiramente relacionada ao seu preço. O melhor é fumar numa escala crescente para ir testando.
Depois da recreação saímos e vagamos pelas ruas do Bairro da Luz Vermelha olhando as vitrines que exibiam as prostitutas. A maioria das meninas é realmente muito bonita, olhos azuis, corpos esbeltos e seios grandes, estilo Leste Europeu. O valor é praticamente padrão, 50 euros por 15 minutos de prestação de serviço. As vitrines são na verdade portas de vidro que guardam um cubículo com uma cama de casal. Tudo é feito no cubículo mesmo, elas só fecham as cortinas e pimba.
Pouca gente tira fotos do De Wallen durante a noite. Nosso grupo tinha duas mulheres que conhecemos no albergue e por diversas vezes vi as prostitutas as hostilizando. Uma até tentou sair da vitrine para tomar satisfações, mas ninguém conseguiu entender realmente porque aquela reação.
Por causa disso as duas garotas voltaram para o albergue. Os caras decidiram então ir a um night club. Entrada a 5 euros, um segurança bravo na porta e todas as garçonetes trabalhando nuas. O chopp era um roubo, mas como em todo lugar do tipo era de bom tom comprar pelo menos um para ficar bebericando enquanto as meninas dançavam no balcão. Por no mínimo 10 euros era possível sentar num dos bancos e ganhar uma dança regada a muitas esfregadas, mordidas no pescoço e peitos na cara. Quem pagava mais de dez ganhava uma dança mais ousada, proporcionalmente ao valor pago. Porém, não podia se mexer ou fazer algo sem que as moças claramente mandassem. Um dos caras do grupo ficou doido em uma das dançarinas e propôs algo a mais. E foi aí que descobrimos algo básico: as dançarinas em geral não são prostitutas.
O que dizer do Red Light? Lá pelas tantas, segurando meu copo de cerveja, vendo mulheres lindas dançando no balcão e comentando com os caras como elas eram gostosas. Parecia um filme de gangster. Andar pelas ruas de madrugada com tudo aquilo acontecendo em volta, os coffee shops fervendo e todo mundo exaltado. As risadas são altas demais, as cores fortes demais, tudo é intenso. O Red Light na verdade transmite uma sensação enorme de estar vivo. Uma sensação nostálgica de lembrar de uma juventude que – mesmo eu ainda não tendo perdido – já sinto saudades.
Cheguei de volta ao albergue às cinco da manhã e por causa da noitada meu dia seguinte começou mais tarde, às 11 horas. Já segui direto para o almoço e escolhi um restaurante com cara de bar, mais uma vez afastado das ruas principais. Dois senhores já tomavam uma bela Heineken e eu os acompanhei. Derrubei um sanduíche histórico (8 euros) e um tira-gosto feito de arenque cru. Não sou enjoado com comida, porém os mais criteriosos podem achar o sabor do peixe marcante demais.
Terminada a refeição experimentei vagar à pé pelas imediações para observar os canais. Eles são ferramentas de planejamento urbano responsáveis pela própria existência de Amsterdã. A cidade é muito bem localizada geograficamente e deve isso – além de seu nome de batismo – ao rio Amstel. No entanto o vai e vem das águas foi sempre uma ameaça às construções. Por isso desde sua ascensão como centro econômico dos Países Baixos fez-se necessário a concepção de canais para que as águas fossem controladas.
 Os dois lados de Amsterdã
Um dos muitos canais de Amsterdã
Me distraí por muitos minutos observando os canais. E foi nessa distração que me deparei sem querer com uma placa indicando o Museu da Anne Frank ou Casa de Anne Frank (9 euros). Era um local que eu desejava visitar e aproveitei para ir até lá. Quem curte ler sobre a II Guerra Mundial sabe sobre o assassinato em massa de judeus. Anne Frank foi uma menina judia que morreu nesse contexto histórico. O caso é que antes de ser levada a um Campo de Concentração, ela ficou escondida dentro de uma casa em Amsterdã. Nesse tempo a garota escreveu um diário, leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. O museu em suma é uma visita à casa em que ela esteve enquanto estava fugindo dos nazistas. Vai prestar muito esse passeio se o viajante estiver à par da biografia dela.
 Os dois lados de Amsterdã
Detalhe da placa da Casa de Anne Frank
Voltei à Praça Dam, dessa vez com mais calma. Tirei algumas fotos e observei os artistas de rua. Segui então à pé para o Museu Van Gogh (14 euros). Sempre gostei desse artista e não há melhor local no mundo para ver suas obras, uma vez que na Holanda ele está em casa. Ao contrário do Rijksmuseum, aqui os quadros são mais conhecidos do senso comum. Estar diante de uma obra-prima já é uma experiência sensacional, mas um quadro do Van Gogh tem texturas que só quem vê de perto consegue entender. Quando me deparei com o quadro Campo de Trigo com Corvos entendi porque me dispusera a viajar tantos quilômetros para visitar Amsterdã. Deixei o museu e avistei ao longe a bela fachada do Concert Gebouw, a casa de concertos mais prestigiada da capital. O desenho do edifício foi inspirado na Gewandhaus, outro famoso prédio de concertos localizado em Leipzig e infelizmente destruído durante os bombardeios da II Guerra Mundial.
 Os dois lados de Amsterdã
A prestigiada Concert Gebouw
Encontrei também a famosa placa I Amsterdam. Trata-se do símbolo de uma secretaria que promove o turismo na cidade. Eles oferecem também o I Amsterdam Card, um cartão turístico que garante entrada em diversas atrações, uso de transporte público e descontos em restaurantes. É possível comprá-lo em diversos locais. Uma vez que meu objetivo era visitar três museus e andar muito, quando calculei o custo benefício o cartão ficou mais caro, ainda mais porque dois dos museus que eu queria ver (Anne Frank e Rijksmuseum) não estavam incluídos na lista. Muitas cidades possuem cartões do tipo e o segredo é fazer justamente isso: ver se os benefícios que eles oferecem calham com o que você quer ver.
 Os dois lados de Amsterdã
A famosa placa I Amsterdam
Fui dar uma olhada também na antiga fábrica da Heineken, agora um museu. Eu não encarei, não é meu tipo de passeio. No entanto, consegui entrar na loja de souvenirs e comprar uma encomenda para uma colega. Depois visitei duas igrejas, a St. Nicolaas (de graça) e em seguida a Oude Kerk (5 euros). A Oude é mais famosa e tem uma atração a mais. Bem ao lado da igreja – no chão da Praça Oudekersplein – há uma escultura em bronze de uma mão apalpando um seio. Foi deixada lá por um artista anônimo e acho que deve ser algo associado ao Bairro da Luz Vermelha, pois a Oude Kerk fica bem próxima de lá.
 Os dois lados de Amsterdã
Abóbada da Igreja St. Nicolaas
E nisso o dia findou. Voltei para o albergue para dar uma relaxada, comi o McKroket num McDonalds logo ao lado e bebi alguns chopps com parte da galera que tinha conhecido antes. Parte deles tinha ido embora, mas outros novos chegaram. A convivência entre os viajantes às vezes dura só algumas horas.
Ainda quebrado por causa da noite anterior, resolvi dormir logo para começar o mais cedo possível meu terceiro e último dia em Amsterdã. E não fosse o fogoso casal de canadenses eu teria dormido até melhor…
Utrecht
O plano era visitar uma cidade próxima chamada Utrecht. Nem sabia da existência desse lugar, mas conversando com outros viajantes no albergue soube que seria um local legal de conhecer em poucas horas.
Segui para a Amsterdam Centraal para pegar o trem. Nisso – já lá dentro da estação – vi uma loja de chocolates chamada Leonidas. Comprei duas barrinhas para experimentar (1 euro) e esse foi meu café-da-manhã. Muito bom o chocolate, até voltei na loja para comprar mais algumas barras e bombons para dar de presente.
O trem leva meia hora para chegar à Utrecht. Paguei 13 euros pela passagem de ida e volta para o mesmo dia. Sem perda de tempo, comecei a vagar. O grande marco arquitetônico da cidade é uma torre muito alta e antiga chamada Dom. São 630 anos de idade e uma altura de 112 metros. Logo ao lado da torre fica a Igreja Sint-Martinus. À princípio pensei que eram construções distintas, mas na verdade a torre e a igreja faziam parte de um mesmo edifício. Acontece que a nave que ligava as duas desabou no século XV, separando-as. Subir na Torre Dom valeu muito à pena porque a vista é incrível. Custa 8 euros e prepare as canelas e os pulmões para percorrer os 465 degraus.
 Os dois lados de Amsterdã
A torre da Dom de Utrecht
Caí então para as proximidades do Oudegracht (velho canal) para achar um bom local para comer. Há muitos cafés e restaurantes por ali e é possível passear de barco. Eu não estava com muita fome e só tomei mesmo um café com biscoitos. Foi legal para poder observar o vai e vêm das bicicletas, os bebês protegidos do frio por umas bolhas de plástico. Olhando assim os holandeses parecem pessoas descontraídas e trabalhadoras. Aqueles com os quais topei me trataram com cordialidade. Difícil falar que todo um povo é simpático, mas no meu caso felizmente tive contato com pessoas legais.
Perambulei mais um pouco por Utrecht e voltei para Amsterdã. Eram quase duas da tarde e a fome finalmente chegou. Escolhi um kebab próximo à estação, paguei 5 euros por um rango bem forrado acompanhado de batatas fritas. Nisso apareceu um casal que conheci no albergue, uns peruanos. Eles iam ao Museu de Cera da Madame Tussauds e fui gentilmente convidado. Confesso que relutei em aceitar, já até tinha visto o museu durante minha passagem pela Praça Dam e parecia um programa sem noção ficar vendo estátuas de cera. Quando vi a fila da entrada então… Mas eles estavam sendo simpáticos e a conversa seguia fácil e agradável. Além disso, eu não queria mais ver igrejas ou museus, resolvi arriscar.
Paguei 18 euros pela entrada e curti as estátuas porque elas são muito reais, têm até brilho nos olhos! O legal é ficar parado em algum canto fingindo, as pessoas acabam achando que você é uma estátua também. Gostei muito da vista que o museu oferece. De lá é possível ver a Damrak com a Amsterdaam Central ao fundo e a Praça Dam.
 Os dois lados de Amsterdã
Damrak vista do interior do Museu Madame Tussauds
Voltamos ao albergue e logo outro grupo se formou. Era minha última noite na cidade. Achamos um bar chamado Big Shots, todo mundo tomando cerva choca. Lá pelas tantas o bar inteiro começou a cantar uma música incompreensível e a gente acompanhava com as canecas levantadas sem entender porra nenhuma. Mais uma noite e tanto. No dia seguinte eu pegaria um trem para a França e assim terminava minha incursão na capital dos Países Baixos.
Amsterdã será sempre para mim um local onde aproveitei ao máximo minha juventude. Estive lá sozinho, conheci pessoas legais e experimentei uma sensação extraordinária de liberdade. Foram só três dias no curso da minha vida, mas três dias impossíveis de esquecer.
Pedro Schmaus
Resumo dos gastos
Passagem Guarulhos-Amsterdã: cerca de 800 euros pela KLM.
Trem do aeroporto ao centro: 3,80 euros.
Diária no The Flying Pig Downtown Youth Hostel: 25 euros em quarto quádruplo.
Entrada no Rijksmuseum: 14 euros.
Refeição em restaurante longe da rua principal: 15 euros.
Almoço: somando a cerva, o sanduba e o arenque ficou em 16 euros.
Museu da Anne Frank: 9 euros.
Museu Van Gogh: 14 euros.
Jantar: um McKroket mais refri ficou em 3 euros.
Café da manhã: duas barrinhas de chocolate Leonidas, 2 euros.
Passagem para Utrecht: 13 euros ida e volta.
Almoço: kebab por 5 euros.
Museu Madame Tussaud: 18 euros.
Direto do Sedentario

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Brincando de Deus - Mundo Perfeito

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Tentativa Falha de Criar um Mundo Perfeito

Parte 1

DEUS: Bem-vindo ao Paraíso, Adão! Calma, rapaz! Não se assuste!! Eu sou o seu Criador! Fui eu que fiz você. Não tenha medo. Queria saber o que você achou da minha Obra.
ADÃO: Eu… Eu… Não sei nem o que dizer.
DEUS: Como assim não sabe o que dizer?? Eu criei um universo inteiro pra você, e não recebo nenhum elogio? 
ADÃO: Mas eu abri os olhos pela primeira vez essa manhã, e nem deu tempo de entender o que está acontecendo…
DEUS: O que está acontecendo é que eu sou Deus. Sou todo-poderoso, onipresente, onisciente, eterno, imutável e perfeito. Sou o seu Senhor e Criador. Agora dê uma boa olhada em volta e veja que beleza que ficou! Fiz esse mundo perfeito pra você, projetado pra você, e pensando apenas em você. E fiz isso justamente pra você poder me encher de elogios. E ainda estou esperando.
ADÃO: Bom… Deixa eu ver… Eu diria que… realmente… parece ser um lugar muito… Ei!, o que são aquelas coisas?
DEUS: Hein?! Onde? Ah, aquilo são as nuvens. Elas são água em forma de vapor. A função delas é condensar e cair na forma de chuva para prover o mundo com água líquida, que é o que sustenta toda a vida que eu criei. Eu projetei tudo nos mínimos detalhes e cada coisa tem sua função. Sendo perfeito, eu teria que criar um mundo perfeito, não é? Mas você dizia…
ADÃO: E depois das nuvens, tem o quê?
DEUS: Ora, tem o cosmos, galáxias sem fim, quasares, asteroides, matéria escura, buracos-negros… Uma infinidade de coisas.
ADÃO: Pra que serve um buraco-negro?
DEUS: Pra que serve?
ADÃO: É. Você disse que cada coisa tem uma função, não foi?
DEUS: Eu disse? Bom, na verdade, o que eu disse foi pra você olhar “em volta”, não “para cima”, entendeu? Veja aí e me diga o que acha.
ADÃO: Tudo bem, vejamos… O que é aquela coisa grandona ali ao lado daquela coisinha de pernas finas?
DEUS: Aquilo são animais. E você precisará dar nome a eles.
ADÃO: Ah… Então o grandão com a juba e dentes enormes eu vou chamar de leão. A coisinha de pernas finas que tá saltitando alegremente em volta dele vai se chamar gazela. Eles parecem tão amigos, não é?!
DEUS: De fato! Criei todos em perfeita harmonia, mas deixei pra você a subida honra de dar o nome a todos os animais da Terra.
ADÃO: O quê?! Você já reparou no monte de bicho que tem por aí? E só de insetos deve ter mais de dois milhões de espécies! Como que eu vou arranjar tempo pra nomear isso tudo?
DEUS: Tempo não é problema. Você vai viver para sempre. Agora eu é que não posso ficar esperando pra sempre você elogiar o meu trabalho! Foi pra isso que eu te criei. E não fique mexendo aí, você tá ouvindo?!
ADÃO: Pra que serve isso? Tá aumentando de tamanho…
DEUS: Para de fazer isso, porra!
ADÃO: Credo! Só queria saber qual a função disso. E qual a função do buraco-negro também, que você acabou esquecendo de dizer…
DEUS: Quem anda esquecido aqui é você. E o elogio que você ainda não fez?
ADÃO: Ah, é mesmo. Bom… Na verdade eu achei o lugar muito legal sabe? Mas é que tem uma coisa…
DEUS: Uma coisa?
ADÃO: É, Deus… Assim… Na verdade mesmo são duas… Quer dizer… São três ao todo…
DEUS: Olha, se você quiser manter a sua saúde em perfeito estado, eu acho bom você desembuchar duma vez…
ADÃO: É que tem uma coisa que tá me incomodando. Vê só: de manhã, eu sentei na grama, sabe?, e a grama é bem viçosa, não é? Bem viçosa e pontuda… Pois é. E eu achei bem desagradável sentar na grama, entende? Não teria como providenciar alguma coisa pra eu usar, de modo que…
DEUS: Já entendi! Tá anotado e vejo isso depois. Próxima!
ADÃO: Então. É que esse negócio de dar nome a bicho e fazer elogios… Isso tá me incomodando também. Eu tô perdidinho na parada, tipo, não sei direito quem é você, nem quem eu sou, nem o que estou fazendo aqui. Aliás, não sei nem onde é esse “aqui”. E aí… Você ficar me pressionando assim… Tá meio que me estressando.
DEUS: Próxima!
ADÃO: É que eu só vi esses… esses animais o dia todo… E agora apareceu você… Tipo assim: eu tô sozinho, né? Não tem ninguém igual a mim e isso me incomoda muito. Daí eu achei que você podia…
DEUS: Vira aqui um pouquinho, Adão.
ADÃO: Aaarrrrh!! Você tá louco?!!
DEUS: Isso se chama dor. Não era pra você sentir dor, mas, já que pediu uma acompanhante, eu vou fazer uma mulher da sua costela.
ADÃO: Isso doeu muito!! E por que você precisa usar uma costela minha? Por que não faz uma mulher sem precisar me aleijar desse jeito?! Você fez as galáxias e os buracos-negros usando costelas?! Agora tô eu deformado, com um osso a menos!
DEUS: Porra, mas tu reclama pra caralho! Puta que pariu!!!
Leiam a continuação direto no site,link abaixo:

 Direto do deusILUSÃO

domingo, 6 de janeiro de 2013

Espiritismo:sua alma é reciclável !!!!

Espiritismo: sua alma é reciclável (parte 1)

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Eu fiz o Ensino Médio num colégio que adotava, em todas as avaliações, um eficiente sistema “antichute”, pelo qual três questões erradas, marcadas numa prova de múltipla escolha, anulavam uma resposta certa. Se você não tinha certeza, ganhava mais deixando a questão em branco! Isso me fez não só valorizar o pouco conhecimento que eu tinha, como aprender a nunca ter vergonha da minha ignorância. Uma postura certamente utilíssima, uma vez que somos, sem exceção, convidados a nos conformar com uma parcela insignificante de compreensão acerca de um limitadíssimo número de coisas, tendo que nos contentar com diferentes níveis de ignorância sobre todo o resto. 
Por isso eu, um ignorante assumido, não me envergonho de dizer que ignoro completamente a doutrina espírita. O que não me impede de iniciar essa nova série de reflexões, na esperança de que algum leitor comente os textos e vá me corrigindo.
Uma coisa que sei sobre o Espiritismo é que foi fundado/criado/desenvolvido (não sei que palavra usar) por Allan Kardec. E uma coisa que sei sobre Allan Kardec é que ele ficou tremendamente impressionado quando viu, pela primeira vez, um espírito se revelar durante uma sessão mediúnica, através de batidas sobrenaturais da mesa contra o chão. A partir daí começaram seus “estudos” e “pesquisas”, o que acabou resultando no seu Livro dos Espíritos, e, posteriormente, na “doutrina” (=seita?, religião?, clube?) da qual foi o fundador.
Eu imagino a cena — uma mesa redonda numa casa grande, velha e mal iluminada no centro de Paris… médiuns reunindo-se para contactar o além… — e lembro que já passei por uma situação bem semelhante na minha adolescência.
Numa certa noite de tempestade, quando meus pais não estavam em casa e o bairro se encontrava todo às escuras, minha irmã mais velha e umas amigas fizeram questão de que eu visse um espírito se manifestar através da “brincadeira do copo”, uma versão matuta de uma tábua Ouija. O processo era bastante simples: elas faziam uma pergunta ao espírito, e este ia movimentando um copo emborcado sobre uma cartolina — onde haviam sido cuidadosamente pintados os números de 0 a 9, as letras do alfabeto e as palavras “sim” e “não” — até completar a resposta. Como na tábua Ouija, as pessoas que o espírito estava usando para se comunicar permaneciam o tempo todo tocando o fundo do copo com a ponta dos seus dedos indicadores.
Perguntei se o espírito podia dar as respostas sem que elas tocassem no copo, e elas disseram que não. Não lembro o motivo que alegaram, mas tinha a ver com energia extracorpórea, aura magnética, esse tipo de coisa… Então eu quis saber se podia eu mesmo fazer uma pergunta ao espírito, e elas disseram que precisavam perguntar ao próprio:
— Espírito, o maninho pode te fazer uma pergunta?
Quase que instantaneamente, o copo começou a deslizar sobre a cartolina, e parou sobre a palavra “sim”. Mantendo os dedos sempre sobre o copo, elas olharam para mim sorrindo — meu medo juvenil as vinculando a criaturas demoníacas, mal iluminadas que estavam pela luz bruxuleante da única vela no aposento. Eu pronunciei, então, a pergunta:
— Em que ano você morreu?
O copo fez um percurso lento, mas decidido, ao longo do arco dos números, parando aqui e ali por uns poucos instantes: 1… 9… 0… e 5. Era isso! O ano em que ele morreu foi 1905!!
Elas olharam para mim satisfeitas, e ainda estavam sorrindo quando eu emendei outra pergunta, dirigida ao espírito:
— Quem era o presidente do Brasil na época?
Pra falar a verdade, eu não sabia a resposta, mas ficou claro que o espírito também não sabia, porque o copo permaneceu imóvel pelos minutos seguintes. Depois, quando tornaram a olhar para mim de novo (os sorrisos transformados em carrancas…), minha irmã me explicou o que achava que podia ter acontecido:
— Talvez ele não fosse brasileiro… e não sabia quem era o presidente daqui… 
Mas foi outra médium que me deu uma resposta mais convincente:
— Ele tinha dito que você podia fazer “uma” pergunta: você fez duas.
— Então pergunte se eu posso fazer outra — eu sugeri.
— Espírito, ele pode te fazer outra pergunta? — a menina disse em voz solene, contemplando as trevas em volta.
Ao som dos trovões que ribombavam acima, e à luz de um toco de vela que projetava sombras macabras nas paredes do quarto, eu vi o copo deslizar trêmulo em uma espiral ascendente, no sentido anti-horário, e parar bem em cima da minha resposta: não.
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CONTINUAÇÃO: 
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 Parte 4  –
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Direto do deusILUSÃO !!