domingo, 30 de dezembro de 2012

DEUS - Manual do Usuário

DEUS – Manual do Usuário 

Publicado em por Barros

Introdução

Parabéns!
Você acaba de estar adquirindo um produto de altíssima qualidade e de eficácia comprovada por um incalculável número de pessoas, das mais diversas culturas, ao longo de milhares de anos! Um produto quase tão onipresente no mundo quanto a Coca-Cola! Quase tão eficiente e perfeito quanto o Windows 8!
Entretanto nós fortemente recomendamos que você leia antes todas as instruções contidas neste manual! Somente a leitura cuidadosa deste guia vai estar assegurando a você um correto uso de Deus, evitando assim possíveis transtornos causados pelo seu manuseio inadequado, bem como a subutilização de suas funções. 
O completo conhecimento dos assuntos tratados aqui servirá para prevenir que você possa estar colocando Deus em contato com coisas altamente danosas ao equipamento, como raciocínio e bom-senso, que fatalmente poderão estar afetando o seu desempenho.
(Dê atenção especial ao Cap. 1 – Recomendações de Segurança.)
Lembramos que, se você nasceu num país de tradição cristã (ou, pelo menos, nasceu numa família cristã), Deus foi instalado no seu cérebro automaticamente e já se encontra pronto para uso, mas é necessário ler, o quanto antes, o Cap. 4 – Manutenção da Carga da Bateria, ou você poderá estar correndo o risco de se tornar um ateu e, assim, poderá estar dando um tremendo desgosto aos seus pais e aos seus entes mais queridos!
IMPORTANTE!
Caso você tenha nascido num país que instalou indevidamente o deus errado no seu cérebro, você pode estar consultando imediatamente o Cap. 2 – Instalação Manual, antes de estar prosseguindo com a leitura.  
Uma vez instalado com sucesso, o produto tem garantia vitalícia contra defeitos de fabricação, sendo que todo e qualquer problema que ele possa estar apresentando atribuído à operação incorreta por parte do usuário. Ainda assim, você pode estar se dirigindo a uma de nossas inúmeras Assistências Técnicas Autorizadas perto da sua casa. Com um pouco de sorte, talvez haja uma bem aí na esquina da sua rua!
Lembramos, finalmente, que cada Assistência Técnica tem sua própria versão de Deus, bem como total autonomia para estar cobrando o valor ideal nas taxas de instalação, reinstalação, atualização e reparos que julgar necessários ao produto, variando desde um pagamento simbólico e/ou opcional, até quantias absurdas que levam muitos incautos à falência e até à penúria. Entretanto, para efeito legal, informamos que o valor máximo cobrado não pode estar excedendo a 10% dos seus ganhos mensais.
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Direto do deusILUSÃO.
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Inté a próxima versão do mundo !!!


Mais ilusões anamórficas


Kon Tiki - Making Of

Sem duvida, esta é a mais surpreendente animação feita no computador para um filme que já vi nos últimos tempos. Kon-Tiki conta a história do legendário explorador Thor Heyerdal, que percorreu mais de quatro mil milhas em uma balsa no pacífico. Numa das cenas, há o encontro de alguns homens com vários tubarões. Como seria obviamente perigoso, a equipe da ILP ficou encarregada de fazer com que animais e humanos interagissem. O que você vê a seguir é o resultado impressionante deste trabalho.


Kon-Tiki Making of from Important Looking Pirates on Vimeo.


Direto do Uhulll

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fé. Essa palavra pequenininha é, na sua essência, pura desonestidade intelectual em ação, potencializada, compartilhada e aplicada a certos temas, sob certas circunstâncias e durante um certo tempo, com um determinado fim individual ou coletivo.
Exemplificando:
Um evangélico, digamos, recebe o diagnóstico de que tem um tumor no cérebro que irá matá-lo em poucos meses. As chances são de que ele use sua “fé” mais ou menos nos seguintes termos e na seguinte ordem:
O diagnóstico deve estar errado: Deus não permitiria que tal coisa ocorresse comigo.
Quando vários outros médicos confirmam o mesmo diagnóstico:
Uma operação para a extirpação do tumor vai resolver o problema. Deus vai ouvir meus pedidos de cura e vai interceder.
Quando a operação não ajuda em nada e só debilita a condição física geral:
A medicina não pode me curar, mas minha fé no meu Deus pode. Vou melhorar e me recuperar mesmo que os prognósticos sejam todos contra; não vou morrer por conta desse tumor e os médicos vão ficar boquiabertos com minha cura milagrosa. Deus vai me usar para mostrar seu poder ao mundo.
Quando isso não se confirma e o fim se aproxima:
Não há por que me rebelar contra a vontade de Deus. Se minha hora chegou, eu vou partir e vou morar no Paraíso ao lado desse Deus que me ama. Se vou morrer tão jovem, de uma forma tão sofrida e lenta, é apenas porque assim Deus quer, e mesmo que eu não entenda o motivo, “existe um motivo”.
É inegável que, entre um estágio e outro, a fé em que algo de bom vá (ou possa) acontecer para mudar uma situação assim tão nefasta seja, de fato, de grande conforto para o crente em questão, bem como é inegável que umas doses a mais de qualquer bebida alcoólica nos deixe bem alegres, desinibidos, autoconfiantes, esperançosos, etc., mesmo sem nenhum motivo aparente para tais sentimentos, ou, o que é mais comum, mesmo com motivos para estarmos tristes, tímidos, com baixa autoestima, etc.
Mas ter fé é uma condição de desonestidade intelectual que não pode ser atingida por qualquer um. É preciso uma doutrinação eficaz, suficientemente longa, que permita que essa desonestidade seja subconsciente, inacessível à razão e protegida dela pela vontade consciente de não afrontá-la.
Não se pode negar que a fé pode ser útil em muitos casos, assim como, pra mim, dois copos de caipiroska podem ser úteis se eu não encontro coragem para abordar uma fadinha loira que sentou bem do meu lado num bar. Mas o Barros desinibido, articulado, galanteador, divertido, autoconfiante que ela vai conhecer não é o mesmo Barros que eu conheço. Eu estou, no fim das contas, vendendo gato por lebre. Estou sendo desonesto com uma outra pessoa.
Ter fé em Deus é ser desonesto consigo mesmo.


Direto do DeusILUSÃO

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tratado das Ilusões

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Depois que eu morrer, espero que meu corpo seja cremado. Digo “espero” porque meus familiares mais próximos já foram comunicados a respeito, mas, embora haja uma grande probabilidade de eles seguirem essa funérea instrução, eu, obviamente, não poderei fazer nada se decidirem me enterrar, ou coisa pior, como me empalhar.
Mas, se eu não fosse ser cremado, que epitáfio iria querer que as pessoas lessem na minha lápide? 
“Enfim, eu estava mesmo certo!” ?; ou
“Nenhum Inferno, nenhuma virgem… aliás, não tem nada aqui!” ?
Foi, então, que eu me dei conta de duas coisas. A primeira. De quão imbecil é a pessoa que perde tempo de vida tentando bolar uma inscrição para ser posta sobre o seu próprio túmulo. A segunda. Que aquela era a pergunta errada a ser feita. E é a resposta à pergunta certa que vai dar origem a esse Tratado das Ilusões:
Para que serve um epitáfio?
..
 CONTINUAÇÃO:
 Parte 1 – Epitáfios 
 Parte 2 – Os mortos apodrecem
 Parte 3 – O Deus impossível 
 Parte 4 – A perspectiva do engano
 Parte 5  - A fé vista de cima
 Parte 6 – Como não enxergar o óbvio
 Parte 7 – O compromisso de acreditar
 Parte 8 – O Fim 

Direto do DeusILUSÃO

O que tem prá hoje? - Enfermeira.



Via Uhull S.A

Trabalho difícil !!!

Um documentário recente, feito pela BBC UK, mostra o edifício mais alto do mundo e um dos trabalhos mais assustadores. O vídeo mostra o trabalho dos homens que fazem a limpeza dos vidros da parte externa do Burj Khalifa, em Dubai. Assista e agradeça pelo seu trabalho:



Via Uhull S.A

Explosão em refinaria de petróleo no México.


Caso Boni Jr. - Acidente ou Assasinato?

13/12/2012 08h46 - Atualizado em 13/12/2012 09h55

Mãe de sertanejo pede justiça por morte: 'A única arma dele era o violão'

Cantor morreu em outubro, após suposta troca de tiros com a PM, em Goiás.
Polícia Civil investiga se militares implantaram a arma no local da morte.

Do G1 GO
52 comentários
Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás (Foto: Arquivo pessoal)Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás (Foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil investiga se a morte do cantor sertanejo José Bonifácio Sobrinho Júnior, conhecido como Boni Júnior, foi um homicídio. Boni tinha 28 anos e morreu no dia 28 de outubro deste ano. Segundo versão da Polícia Militar (PM) na época, ele se envolveu em um acidente com um carro da corporação após furar um bloqueio policial na GO-515, que liga Panamá a Goiatuba, e atirou contra os militares. A família, no entanto, contesta a versão. “Meu filho nunca portou arma de fogo. Ele não era bandido. Era cantor, músico e intérprete. A única arma dele era o violão”, declarou ao G1 a mãe da vítima, a secretária Terezinha Luiz Vinhal, de 54 anos.
Nesta quinta-feira (13) a polícia marcou para as 16h a reconstituição do dia da morte do cantor. Segundo um dos delegados responsáveis pela investigação, Ricardo Chueire, ficou comprovado pela perícia técnica que a cena da morte foi alterada e que o artista foi alvejado com um tiro na cabeça. Corpo do sertanejo deverá ser exumado para ajudar nas investigações, mas a data ainda não foi definida.
Na época do acidente, os PMs contaram que o cantor estaria fazendo manobras perigosas na cidade de Panamá e, quando percebeu a presença da polícia, teria tentado fugir para Goiatuba. De acordo com eles, uma barreira foi montada na pista para deter o músico, mas ele não teria parado e bateu no carro da polícia. Os PMs contaram também que Boni Júnior atirou contra os carros da polícia e, por isso, os militares teriam disparado contra o carro que ele conduzia.

Segundo Chueire, há a hipótese de que a arma supostamente usada pela vítima para atirar contra os policiais tenha sido plantada.
Cantor morre em acidente de Goiatuba, GO (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Cantor morre em acidente em Goiatuba, GO (Foto:
Reprodução/ TV Anhanguera)
“Desde o dia da morte, a família imaginou que tinha algo errado e a perícia comprovou alteração no local da cena do crime. A versão é que ele estava fugindo de outra viatura e teria atirado contra os policiais da barreira. Segundo a PM, ele veio atirando e eles tiveram que abrir fogo. Mas no carro da vítima não tem sinais de disparo de arma de fogo e ele foi atingido na cabeça. A perícia comprovou ainda que os tiros na viatura não foram disparados por ele, pois isso seria fisicamente impossível”, explica Chueire.
“Ele era um menino tranquilo, sorridente, feliz, brincalhão. Meu filho não merecia isso. Fizeram de maldade e eu quero Justiça, só Justiça”, declarou Terezinha Vinhal.
De acordo com ela, a morte do filho “foi uma verdadeira comoção”. “O Boni nunca teve problemas com a polícia. Para se ter ideia, até o padre ficou revoltado e pediu que a Justiça fosse feita ainda aqui na Terra”, lembra a secretária.
Polícia Civil vai reconstituir a morte de Boni Júnior em Goiatuba, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)Polícia Civil vai reconstituir a morte de Boni Júnior
em Goiatuba, Goiás (Foto: Arquivo pessoal)
Exumação
De acordo com o delegado Gustavo Carlos Ferreira, que também acompanha as investigações, na época, não se falou do tiro que o cantor recebeu na cabeça porque ele teve um traumatismo craniano. “Se sabia que os policiais tinham aberto fogo contra a vítima. Mas na perícia ficou constatada a perfuração por arma de fogo na cabeça, sem local de saída do projétil”, detalha.
Em função disso, a Polícia Civil informou que também fará a exumação do corpo de Boni Júnior, uma vez que a bala não foi retirada. “Isso vai nos ajuda a saber de qual arma saiu a bala e quem o matou”, explica Chueire.
Durante a reconstituição desta quinta-feira, a polícia vai confrontar as provas apresentadas pela perícia técnica com a versão contada pelos policiais militares. O resultado tem prazo de 10 dias para ficar pronto. Se ficar constatado o homicídio, os PMs podem ser autuados e responder por homicídio qualificado e fraude processual. “Já está provado que a cena do crime foi alterada. Mas temos que delimitar quem o matou. Vamos comprovar de uma vez por todas a alteração do local do crime, que provavelmente aconteceu para encobrir o homicídio”, explica Chueire.
O corregedor da Polícia Militar de Goiás, Coronel Lourival Camargo, informou ao G1 que caso seja comprovado que Boni Júnior foi vítima de homicídio, os policiais envolvidos serão penalizados: “A mesma preocupação que a Polícia Civil tem em desvendar o caso nós também temos, pois a instituição não é conivente com essa conduta. Se de fato eles tiverem envolvimento no crime, serão submetidos a procedimento ético e a até a uma provável exclusão da corporação”.
Direto do G1.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Todas as mortes da Terceira Temporada de Walking Dead

Promoçao para pecadores !!!!

Se você levou uma vida inteira desregrada e pecadora, é uma das pessoas mais fortes do mundo por aguentar o peso que carrega na consciência… saiba que ainda tem um modo de resolver isso, o dinheiro (isso que sempre digo, dinheiro é tudo, e ponto de exclamação!). Agora você pode comprar uma alma novinha e pura, e transferir todos seus pecados pra ela. Mas aproveite, nem sempre se encontra algo assim, e tão barato ainda…
usos que uma alma pura pode ter
Dúvidas, perguntem direto ao vendedor neste link.
Dica do Marco (só Marco mesmo)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deus e o "Complexo de Baby"

Publicado em por Barros
VOCÊ  TEM  QUE  ME  AMAR!!!
VOCÊ TEM QUE ME AMAR!!!
Se eu acreditasse em Deus, haveria uma pergunta que certamente iria me incomodar muito antes de conciliar o sono, logo após ter feito as minhas orações noturnas… Uma pergunta que, por algum motivo, não incomoda os crentes que eu conheço: “Por que Deus precisa assim tão desesperadamente ser amado?”.
Eu andei pensando nisso ultimamente, enquanto apanho cocô de gato do jardim da minha mãe. É uma pergunta até filosófica, eu acho, e eu tenho filosofado muito esses dias, até porque tem muita merda de gato pra apanhar todo dia de manhã.
A primeira coisa que me ocorreu, como resposta, foi que a necessidade de ser amado talvez seja diretamente proporcional à nossa vaidade. Daí eu considerei esse modelo aí do anúncio.
Pois bem. Eu pensei “Como um cara bonitão desse jeito iria se sentir se nenhuma mulher se interessasse por ele? Se não tivesse nem mesmo nenhum amigo ou amiga? Se ninguém gostasse dele?”. Na certa o cara ia ter que fazer terapia. Entretanto, seria preciso admitir que, se esse modelo fosse um rapaz interessante, inteligente, divertido, educado, afetuoso, não tivesse mal hálito e coisa do tipo…, ele não teria nenhuma dificuldade em fazer amigos(as), muito menos em despertar interesse (sexual/afetivo) no sexo oposto.
Aí desmoronou minha tese. Ora, mesmo que ele fosse extremamente vaidoso (e com motivos para isso), não haveria por que cultivar uma necessidade doentia de despertar interesse nas pessoas, porque tal interesse seria apenas uma consequência de uma realidade inegável: ele é bonito, charmoso, boa-praça, inteligente, engraçado, gentil, etc. Sendo assim, ele já teria há muito se acostumado com o “amor voluntário” que as pessoas demonstrariam ter por ele, nos mais diversos níveis em que o amor pode se apresentar.
Será que eu seria capaz de imaginar que esse modelo da Ralph Lauren só conseguiria ser aceito numa turminha de faculdade se vivesse rastejando em volta das pessoas, pedindo companhia e se humilhando por um pouco de atenção? Será que dá pra imaginar esse cara bajulando as pessoas para obter afeto e as ameaçando com algum tipo de punição caso não fossem capazes disso? Não. Não dá.
Fui, então, meio que obrigado a inverter a lógica da minha proposição inicial: quanto menor a vaidade, quanto mais estilhaçada a autoestima, maior será a necessidade de se sentir amado; maior será o desejo de ser aceito. Seria como um bálsamo para uma ferida purulenta; um alívio para uma dor insuportável; um remédio para uma doença terrível.
Foi então que percebi que Deus teria que ser uma criatura muito, muito doente. Uma divindade com um perigosíssimo distúrbio mental, talvez tratável apenas com medicação pesada. E isso seria suficiente para me fazer perder o sono, todas as noites depois das minhas orações, se eu acreditasse que ele existe.
Como me sentir feliz num universo criado e governado por um ser assim tão carente, cuja primeira lei é a de que as pessoas devem amá-lo acima de tudo? Que deus em sã consciência exigiria ser amado por decreto? Que divindade é essa que dá-se ao trabalho de criar um universo para nele pôr uma raça cujo único propósito seria o de adorá-lo incondicionalmente? Como eu seria capaz de viver em paz num mundo em que seu Criador ameaça expressa e subliminarmente aqueles que não lhe devotem amor? Como eu iria poder dormir à noite, tendo acabado de orar a um tirano cósmico carente de afeto? Um ser todo-poderoso com sérios problemas mentais? Um Deus tarja-preta digno de pena?

Direto do DeusILUSÃO.

315 bilhões em barras de ouro !!

O professor químico inglês Martyn Poliakoff conseguiu ir em um lugar onde poucos conseguiram entrar, no setor de barras de outro do Banco da Inglaterra. Se você achava que o ouro estava escasso, esse lugar mostra que existe muito, cerca de 315 bilhões de dólares.

Os 10 mais excêntricos milionários do mundo

Infográfico da TekPix by TECMUNDO !!!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Blasfêmia

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Logo depois da publicação de God Delusion (Deus, um delírio), Richard Dawkins foi entrevistado num programa de tevê em que respondeu algumas perguntas dos telespectadores, dentre elas, a de uma moça turca que, após dizer que não tinha lido o livro, perguntou o que ele pensava a respeito de ter escrito coisas tão ofensivas sobre a religião dela. Richard Dawkins deu, então, uma de suas respostas antológicas. Primeiro, ele lembrou à moça que, se escreveu coisas ofensivas, certamente não foi de forma gratuita, mas, de todo modo, esperava que ela tivesse lido o livro antes de se achar apta a criticá-lo. Segundo, que se alguém tinha uma visão completamente diferente da dele, seria de se esperar que essa pessoa pudesse defender sua posição argumentando algo como “Você está errado aqui, aqui, e aqui”, e não simplesmente dizendo “Ah, isso é ofensivo!, isso é ofensivo!”.
Eu considero esse tipo de atitude como sendo parte de um sistema de defesa da crença religiosa; um grito de alerta ou, antes, um sinal de ataque que denuncia à coletividade devota a ameaça representada pela presença do descrente. É mais ou menos o mesmo que se observa quando uma abelha é morta pela mão de quem se aproximou demais da colmeia: com os odores do seu corpo mutilado, a sentinela suicida sinaliza às suas companheiras onde os demais ataques deverão se concentrar. O feromônio do inseto morto marca o inimigo; os gritos de “blasfêmia!” denunciam à sociedade o ateu.
Resumindo, quando um crente ouve ou lê algo sobre a sua fé que não lhe agrada, ele tende a pedir ajuda aos demais para repelir aquela ameaça, como parte de um procedimento instintivo de defesa. Não há por que esperar, então, que ele queira entrar em discussões filosóficas sobre o assunto; é mais provável que só queira mesmo se livrar do intruso. Melhor ainda pra ele que nem precisa morrer, como a abelha; ele só precisa chamar a atenção para o alvo: “Blasfêmia! Blasfêmia!”.
Mesmo não tendo como defender de forma racional suas convicções, pelo menos ele não se sentirá sozinho. Em pouco tempo, terá a companhia de um enxame igualmente incapaz de refutar os argumentos dissonantes, mas, como grupo, habilmente treinado na arte mortal de eliminar dissidentes.
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CONTINUAÇÃO:  Parte 2  -  Parte final

Ninguém tem o direito de viver sem ser ofendido !!!


USQ...






Ilusão de Óptica...


De onde vem os bebês?


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mad World -"Tears for Fears" - coral da UNICEF

Essas crianças se apresentaram na cidade alemã de Wuppertal, em uma ação da ONG International Children’s Fund (Fundo Internacional da Criança) pelo Dia Universal da Criança.
Durante a apresentação, enquanto cantavam “Mad World“, do Tears For Fears, uma a uma as crianças deixavam o palco, até por fim restar uma única responsável por passar o recado final para um público boquiaberto e reflexivo: “A cada 3 segundos uma criança perde o mundo por motivos que poderiam ter sido evitadas”.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Policia para quem precisa...

Uma mobilização de torcedores do time do Coritiba entes do jogo contra o Vasco, no último dia 17, acabou com uma cena que deixou muita gente revoltada.
No vídeo, gravado por uma das torcedoras, é possível ver um policial abordando uma outra garota e empurrando-a contra uma porta de aço.
Ana Paula de Lima, de 18 anos, a garota que aparece sendo abordada, afirmou que os torcedores faziam uma caminhada pacífica quando a polícia começou a agir de forma violenta.
Ela disse à Gazeta do Povo que começou a filmar tudo e os policiais pediram para que ela apagasse. Como se recusou, partiram para cima. “Pediram insistentemente. Como perceberam que não faria isso, vieram pra cima com violência. Seguravam meu cabelo e empurravam minha cabeça contra a porta. Fizeram isso uma cinco ou seis vezes“, disse ela.
Ana Paula registrou queixa contra os policiais e pretende adotar medidas judiciais. A PM emitiu uma nota sobre o caso: O vídeo já chegou ao conhecimento do Comando do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o qual está determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar o que realmente houve. E caso fique comprovado que os policiais agiram irregularmente, eles serão punidos conforme prevê a Lei.
 O Comando do BOPE também esclarece que não compactua com nenhum tipo de atitude que vá de encontro a todo e qualquer direito dos cidadãos, mas por “estarmos em um estado democrático de direito, e respeitando os dispositivos constitucionais, os policiais têm direito a ampla defesa e ao contraditório”.
 O Comando do BOPE reitera que tem sido enfático em relação aos direitos dos cidadãos, mas somente será sabido o que realmente aconteceu ao término do procedimento instaurado.

Engenheira do Amor


DeusILUSÃO

Em algum lugar escondido das terríveis páginas do Antigo Testamento, há um versículo em que a divindade hebraica instrui seus crentes a matar a pedradas os que ousarem querer desviar seu povo para adorar outro deus. Suponho que deva haver ordem semelhante para os que não adoram deus algum, pois durante um longo período da nossa História pessoas foram executadas pelo crime de não crer em Deus.
Foi pensando nisso que intitulei de “Pedradas” a seção do blog que lista os comentários mais recentes dos leitores, sinalizando que eu já bem sabia onde estava me metendo, e com quem iria lidar. Mas eis que, depois de algum tempo, eu descobri que as pedras que os crentes jogavam contra o meu ateísmo tiveram o curioso efeito de fortalecê-lo de um jeito e a um ponto que eu jamais teria conseguido isolado na minha solidão. De repente, percebi que aquelas pedras desajeitadamente pavimentaram um caminho que acabou me conduzindo a mim mesmo, quando me tornei a pessoa que eu sempre quis ser, mesmo quando não sabia ao certo que queria ser assim: alguém conformado com seus próprios defeitos, tolerante com os defeitos dos outros; ciente da própria ignorância e vulnerabilidade; encantado com a vida, fascinado pelo mundo, e resignado com seu próprio fim.
Mas se fosse pra contar, eu diria que as pedradas que mais me doeram foram justamente as que eu arremessei contra os outros, não importando aqui se gostava deles ou não, se mereceram ou não, se acertei ou não. Também não importando se foi ou não de caso pensado, como se diz. 
Certa vez, só pra ficar num exemplo, uma moça muito querida me criticou quase que severamente por eu ter falado Charles Darwin com a pronúncia inglesa; principalmente pelo Darwin, com o w se espreguiçando em u. “É como se você quisesse se exibir”, ela disse. Mas eu não estava querendo me exibir, não, Lu. Apenas nunca tinha ouvido antes a pronúncia de sua preferência: Darvin. Além dos livros, onde o nome Darwin vem, obviamente, apenas escrito, eu havia tomado conhecimento da Teoria da Evolução e de seu ícone através de inúmeros vídeos no YouTube. Quase todos eram “palestras de Natal” que Richard Dawkins ministrava — em inglês britânico — para crianças de seu país. E eu me acostumei à pronúncia.
Recebi a crítica em silêncio, sem contar à Lu que nunca tive aulas sobre a Evolução em todos os meus anos de escola pública de subúrbio do século passado. Nem disse que ela foi a primeira pessoa que eu ouvia pronunciar Darwin com o w soando como v. Não tinha certeza se isso iria melhorar ou piorar as coisas. Então fiquei calado. 
E foi essa a primeira lição que eu aprendi com as pedras. Que a gente pode ofender as pessoas de infinitas maneiras, ainda que nossa vontade de não ofender ninguém também seja infinita.
Aqui vão outras tantas pelas quais, de um jeito ou de outro, devo ter pago um preço relativamente alto, mas que faço questão de distribuir de graça.
* Enxergar nos problemas a dimensão que eles realmente têm.
* Entender que todo problema tem uma solução. Quando se está diante de um que não tem solução, a gente deve lembrar de não perder tempo procurando uma, e tentar se conformar do melhor jeito que encontrar, e seguir vivendo o melhor que puder.
* Muitas vezes, quando não conseguimos resolver um problema, o tempo se encarrega de resolvê-lo por nós.
 Trate-se bem de uma gripe, e ela irá embora em sete dias; se você não se cuidar, ela pode durar toda uma semana.
* Grande parte dos nossos problemas são criados por nós mesmos.
* Muitas das nossas frustrações advêm do fato de não nos aceitarmos como somos e, pior ainda, por querermos fazer com que os outros nos vejam como não somos.
* Algumas vezes, não conseguir algo que queríamos muito pode ser um golpe de sorte.
* Ser desonesto consigo mesmo é seguramente uma fonte inesgotável de sofrimento.

O duro trabalho da MORTE


Oficina de Música


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Deus morto,Deus posto.

Atualmente, quando um filho de Deus bate à minha porta, em pleno domingo de manhã, querendo “ler a palavra” pra mim, eu logo despacho o infeliz com uma declaração semelhante a essa:
Olha, eu acho esse livrinho aí uma coleção de fábulas. Algumas tolas, algumas ridículas, algumas  grotescas. Não quero que você leia pra mim, não.
Se isso não parece dar resultado, eu uso a minha frase bat-repelente:
Eu não acredito em Deus, não aceito Jesus como meu salvador, e renego o Espírito Santo. 
Aí eles vão embora. Já quando é uma filha de Deus… e quando é jeitosinha… eu tento exibir meus conhecimentos bíblicos, e geralmente começo assim:
Você já leu a Bíblia toda? 
Nunca conheci ninguém que tivesse lido a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse. E acho muito difícil alguém querer me convencer de uma coisa se, ela mesma, não se mostra convencida:
Mas essa é boa! Quer dizer que Deus mandou escrever esse livro pra você, pra te ensinar a ser boa, a ter moral, a fazer o que é certo, além de, principalmente, mostrar como salvar sua alma do Inferno, e você não teve a curiosidade de ler tudo?
Não é estranho? Pois eu acho. Muito. E mais ainda o fato delas não se interessarem nem um pouco pelo Antigo Testamento, com exceção de um ou outro versículo escolhido a dedo do meio de inúmeros outros que precisam desculpar, justificar, reinterpretar das formas mais mirabolantes, para que esses versículos realmente não digam o que parecem que dizem.
Uma vez a garota arregalou os olhos quando eu disse que Deus havia mando matar um homem a pedrada só porque ele havia descumprido a lei do descanso sabático (Num 15:32). Ela buscou refúgio na companheira, esperando que a outra dissesse que eu estava delirando, mas só ouviu a amiga dizer que “A lei antiga não estava mais valendo. Agora vivemos sob a Graça”. E adivinha quem disse isso? Jesus? Não. Só pode ter sido Saulo de Tarso, vulgo São Paulo, o metido.

Que autoridade teria Paulo para contradizer o próprio Deus em forma humana? Jesus tem uma fala em Mateus em que diz que não veio revogar a Lei Mosaica (Mat, 5:17), ou seja, ele não pretendia mudar sequer um jota ou til daquilo que Deus já havia determinado. E isso é mais do que reforçado pela cena da tentativa de apedrejamento de Maria Madalena, em que Jesus deixa claro que não veria problema nenhum em que se apedrejasse a mulher (“Que atire a primeira pedra…”), desde que os algozes dela estivessem eles mesmos cumprindo toda a Lei (“…aquele que estiver sem pecados.”). Quem não cumpria a lei, pecava; e, se pecava, não deveria estar tão ansioso por punir outros pecadores.

No máximo, no máximo, Jesus condenou ali apenas a hipocrisia dos seus pares que adoravam cumprir as leis terríveis de Deus “nos outros”, enquanto eles mesmos as desobedeciam.

Se o próprio Deus, em forma humana, disse que suas leis deveriam permanecer como estavam mesmo que “céus e terras passem”, por que o crente resolveu dar ouvidos a um homem igual a ele que apareceu, tempos depois, dizendo que aquela lei havia sido substituída?
Resposta: porque os cristãos daquele primeiro século, os que escreveram a parte da Bíblia que os cristãos de hoje leem, eram muito mais evoluídos socialmente do que os que escreveram o Antigo Testamento, a outra parte que os cristãos não leem. E como foi preciso substituir o Deus judaico pelo deus cristão — Jesus Cristo — , nada mais previsível do que o novo deus ter regras novas para passar aos seus novos fiéis. Mas aí, como se esqueceram de pôr essas falas na boca de Jesus, precisaram colocá-las na de Paulo, pois não dava pra fazer uma segunda edição dos Evangelhos.
Os cristãos ficaram, assim, com um deus completamente novo, mais próximo deles e mais palatável, se comparado ao antigo Deus judaico. Os cristãos tinham umas novas regras ainda um tanto confusas, mas, pelo menos, não era preciso sair por aí apedrejando ninguém, segundo Paulo. Eles tinham um deus que agora se interessava não só em proteger e paparicar Israel, mas que era o deus de uma “Israel espiritual”, um clube aberto, portanto, que fez sucesso justamente por isso. Eles tinham algo com que os judeus jamais poderiam sonhar: a imagem de seu próprio deus para colar na traseira do carro. E eles tinham, por fim, um símbolo novo de adoração, a Cruz, que seria o símbolo da nova religião, e que viria a diferenciar os novos crentes no novo deus, dos velhos crentes no Deus judaico que os cristãos mataram, sepultaram, e esqueceram.

Deusilusão.com - Acesse...

Dia Mundial da Gentileza

Vai encarar ??


O LIVRO DAS POSIÇÕES MÓRMONS


domingo, 11 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Origem de Deus

A Origem de Deus

De onde veio Deus? Ele é eterno como afirmam os religiosos ou tem uma origem desconhecida em algum ponto do passado? Seria esta uma questão acima da compreensão humana ou uma investigação minuciosa revelaria sua origem? Seria Deus um ser real ou apenas mais um mito criado pelo homem? Nas linhas que seguem lhe proponho a origem de Deus.

A natureza humana

Para se entender a origem de Deus, faz-se necessário primeiramente compreender a própria natureza humana. Todos os seres vivos, entre eles o homem, têm como imperativos a preservação da vida e a perpetuação dos genes. Cada organismo possui características que lhe permite sobreviver em seu ambiente. Entre diversas ferramentas de sobrevivência, uns desenvolveram venenos, outros camuflagem, outros ainda asas e garras. O ser humano desenvolveu a razão, a mais eficiente ferramenta, a qual lhe permite adaptar o ambiente a si, minimizando a necessidade de se adaptar ao ambiente. A razão humana, sediada no cérebro, é totalmente dependente de sensores de estado. Os sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato informam o estado do ambiente; as sensações de fome, sede, calor, frio, etc., informam o estado do organismo. A partir do confronto dessas informações o córtex cerebral efetua simulações de seu próprio e outros organismos em ambientes mentais com o fim de testar possibilidades e tomar ações instantâneas, ou programá-las com até anos de antecedência, para sua sobrevivência. Tais simulações são comumente conhecidas como pensamento, imaginação, sonho e pesadelo. Além da capacidade de simular, o homem possui sentimentos que são impressões dos sentidos e das sensações guardadas no cérebro. O mais importante deles é o medo, cuja sensação equivalente é a dor, com base nele o homem decide praticamente tudo que se refere à sobrevivência.

A origem de Deus

Confronto entre o bem e o mal
personificados pela imaginação
humana.
Sem limites aparentes, a mente humana simulou todo tipo de seres e ambientes com o fim de se preparar para um confronto futuro com quaisquer tipos de ameaças. Formulou lugares prazerosos como o paraíso ou tenebrosos como o inferno. Projetou seres poderosos e invisíveis, mas curiosamente visíveis nas simulações, porque nelas não há impossível. Desta forma, não é de se admirar que os deuses sejam extremamente adaptáveis a quaisquer situações, infringindo os limites físicos, racionais, lógicos, morais e éticos. Perversos em algumas circunstâncias, castigando e ordenando o massacre de multidões ou extremamente misericordiosos como pais amorosos, prometendo perdão, riqueza e vida eterna. Ora semelhantes a assassinos passionais matando e condenando ao fogo eterno quem não corresponde ao seu amor doentio, ora parecidos a compreensivos maridos que perdoam a esposa adúltera. Impotentes para evitar uma tragédia alheia, mas capazes de construir planetas e até o universo para seu próprio prazer. Por mais grandiosos que sejam, os deuses e seus ambientes sempre obedecem às leis das simulações mentais: Céu e inferno são os campos de prova, deuses e demônios são os organismos predadores mais eficientes possíveis. O córtex cerebral põe seu próprio organismo neste campo de batalha e busca formas de sobrevivência. O problema é que fugir ou destruir seres desta magnitude é impossível, então as únicas alternativas plausíveis são apaziguá-los (oferendas e obediência) ou fazê-los confrontar-se (bem x mal, Deus x Satanás, anjos x demônios) na esperança de que um venha a aniquilar o outro. Como as informações processadas no cérebro, sejam elas reais ou simuladas, têm a mesma natureza – conexões neurais – imaginação e realidade se confundem nas mentes desprecavidas. Desta forma o homem criou Deus, anjos, demônios e o mundo espiritual, passando a adorá-los, temê-los e ensiná-los às posteridades através das religiões. Como naturalmente a imaginação precede a análise, o mundo imaginário se antecipou em muito à compreensão do mundo real, tornando a humanidade escrava desse pensamento durante milênios até os dias de hoje. Embora agora se tenha o conhecimento científico como uma eficiente ferramenta de libertação, sua árdua assimilação faz com que poucas pessoas tenham disposição para se dedicar a ele a fim de entender seu mundo imaginário.

A medida de todas as coisas

O Homem Vitruviano
Centro do Universo
Da Vinci - 1492
É importante notar que a origem das entidades e ambientes espirituais está nas informações colhidas pelos sentidos e sensações humanos sobre o mundo real, principalmente pelo sentido da visão. As asas dos anjos são como as de pombos ou águias. Deus tem braços e boca como os seres humanos e, inclusive, no livro judaico-cristão, é considerado padrão de imagem para a criação do homem quando, na verdade, é antropomórfico. Para o homem não há ser mais destrutivo e ameaçador que ele mesmo, por isso os deuses mais assustadores são formulados com características humanas, alguns com partes de animais para parecerem mais aterrorizantes. O deus Anúbis dos egípcios, por exemplo, tem corpo humano e cabeça de chacal. A invisibilidade dos deuses é baseada nas características do ar que, embora invisível, é sentido e indispensável para a vida orgânica. Muitas referências bíblicas afirmam que Deus é feito de ar (pneuma, espírito). Já os ambientes sobrenaturais como paraíso e inferno, se baseiam em jardins, céu, fogo, enxofre, luz, escuridão, etc., todos encontrados na natureza. Essa imaginação limitada por figuras naturais conhecidas ocorre porque não há uma realidade transcendental que venha a ser informada ao homem além daquilo que seus sentidos e sensações possam coletar do mundo real, pois “o homem é a medida de todas as coisas” (Protágoras, 487-420 a.C.).

Reflexão

O tempo, a experiência de vida, a aquisição de informações mais apuradas tendo como referências o mundo real e os fatos, faz algumas pessoas adquirirem a capacidade de discernir o real do imaginário para alívio de sua consciência. A sugestão cultural e religiosa acerca de um mundo sobrenatural encaminha o ser humano a pensar que o imaginário é real ainda na tenra infância, fase da vida na qual não há experiência, consciência e razão suficientes para se refutar o improvável. Na fase adulta, se não houver grande exercício mental para averiguar todos os sofismas que protegem as crenças em seres espirituais – incluso Deus, cuja origem é a imaginação humana – eles atormentarão a mente dos que crêem com promessas e ameaças até o fim de sua existência.


Direto do deuscienciaereligiao.blogspot.com.br

A Síndrome de Estocolmo e o Crente.

A Síndrome de Estocolmo e o Crente

Certa ocasião sofri um sequestro relâmpago. Foi uma situação difícil. Senti uma grande alteração na capacidade cognitiva e emocional durante o fato que durou aproximadamente 1 hora. Felizmente não sofri violência física. Logo depois de liberto, percebi algo muito interessante: A conversão ao cristianismo tem o mesmo efeito psicológico de um sequestro. Há 3 princípios básicos que sequestradores e religião cristã compartilham.

1. Instauração do Medo

Os sequestradores me fizeram uma grave ameaça: Se não cooperar vamos te matar! Temeroso quanto minha integridade física e minha vida, lembrei das orientações das autoridades de segurança que vemos em noticiários de TV e procurei manter a calma. A capacidade de persuasão (revólver) dos sequestradores e minha desvantagem numérica (1:2) me fizeram concluir que a melhor alternativa era mesmo cooperar.

Uma prática comum nas reuniões cristãs é também a instauração do medo. Embasados na Bíblia (Mt 10.28; Ap 21.8, etc.) ministros eclesiásticos pregam morte, infortúnios e condenação divinos para quem não cooperar tanto financeira quanto doutrinariamente. O medo causado por estas ameaças danifica a racionalidade do crente exatamente como em um sequestro.

2. Promoção da Esperança

Quando os seqüestradores constataram minha cooperação cega, fizeram o seguinte comentário: Tu és gente boa, vamos te deixar viver! Ouvir aquilo me foi um alívio, julguei ter agradado aos seqüestradores. Meus sentimentos a partir deste momento foram de esperança de vida.

A preocupação em agradar a Deus para aplacar sua ira e alcançar a promessa de vida eterna (Jo 3.16; Mt 19.17; etc.) é uma constante na vida do crente fiel. A esperança nas promessas complementa o medo das ameaças como as algemas complementam o chicote para obediência do escravo. A fórmula medo-esperança é extremamente eficiente para eliminar a vontade própria e as faculdades crítica e cognitiva do crente, abrindo caminho para o servo-doutrinamento.

3. Doutrinamento

Depois de algum tempo, em conversas com os sequestradores, fui convencido que me seqüestraram forçados pelas circunstâncias, que eram boas pessoas e não faziam isso por mal. O interessante é que realmente acreditei e passei a me colocar no lugar deles. É lógico que em sã consciência ninguém acreditaria que alguém que lhe faz ameaça de morte é bom. Esta simpatia dos reféns pela causa do sequestrador é chamada de Síndrome de Estocolmo (matéria no final).

Quando a capacidade crítica do crente é extinta, as doutrinas são implantadas. No cristianismo, como num sequestro, o crente é convencido de que, apesar das ameaças que Deus lhe faz, ele é bom. Em pouco tempo alguns conceitos importantes são modificados para manutenção da submissão: Medo de Deus passa a ser "respeito" e sentimentos são "provas" das manifestações divinas. A partir daí fica mais difícil ainda o crente perceber a armadilha. Qualquer absurdo que lhe for dito por seus líderes religiosos será recebido com alegria e status de sabedoria. Já não é mais possível argumentar com o crente, pois sua convicção baseada no medo e na esperança não lhe permite dar crédito à razão.

Conclusão

Deus é uma arma eficiente para bons ou maus intentos. Munidos de tal arma líderes cristãos sequestram a mente de seus ouvintes, quebrando suas defesas psicológicas, danificando a capacidade cognitiva e eliminando o senso crítico para a implementação de um servo-doutrinamento através de ameaças e promessas que manipulam o medo e a esperança dos crentes. O resultado final são pessoas sem identidade própria que desviam seu potencial financeiro e força de trabalho para a disseminação de uma ilusão e enriquecimento daqueles que tiram proveito da ingenuidade e fé populares.

Pescado direto do  deuscienciaereligiao.blogspot.com.br

Os Contemporâneos - O CHATO NA IGREJA

ExplaNANA - parte 2

Senhoras e senhores, com vocês, das séries “Podem fechar a internet” e “Vergonha Alheia Records”, mais um capítulo – desta vez musical – da saga de Nana Gouvêa, embaixadora cultural oficiosa do Brasil nos Estados Unidos…

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) - Rock Estrada.

Primeiro queria dizer que assistam esse documentário com a alma despida de intolerâncias.Decisões do tipo que Rodolfo tomou (...abandonar os Raimundos ) foi de uma coragem fenomenal,não cabe a nós julgar o mérito.Ele encontrou o caminho dele,tá feliz...porra,deixem o cara em paz !!!
Eu,particularmente não comungo muito com essa idéia de entregar "minha vida a Deus" - acho que ele só mudou o tipo de droga.Existem outras maneiras de ser livre,sem necessariamente ser escravo de uma idéia de salvação,de um rei.... e tal !!!

Ao matar a morte, a religião nos tira a vida: vivemos morrendo. A eternidade despovoa o instante. Porque vida e morte são inseparáveis. Tirando-nos a morte, a religião nos tira a vida. Em nome da vida eterna, a religião afirma a morte desta vida.
— Octávio Paz

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Porta dos Fundos (Ciclo da Vida)

Nascer, crescer, morrer. Esta sequência natural está presente no dia-a-dia de todos nós. E, invariavelmente, numa esquina perto de você. Senhoras e senhores, com vocês, mais um vídeo original, inédito e exclusivo da Porta dos Fundos: “Ciclo da Vida”… By Kibeloco

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Animals Playing Dead Supercute

Especialmente prá minha fiota Mariana...

O Exterminador do Futuro do Brasil

Desbloqueie o 007 em você em 70 segundos !

PS: Não ganhei porra nenhuma por esse comercial,só gostei...simples !!

Documentário:Como a cerveja salvou o Mundo !!


Já dizia um velho ditado, “Nunca fiz amigos bebendo leite“. Muitas das melhores histórias saíram de um buteco, de uma conversa, de uma festa, que tinha a companhia de uma boa cerveja. Esse líquido precioso teve um papel fundamental para a história do homem e, acima de tudo, é saboroso. Para entender como seria o mundo sem a cerveja, e as mudanças que ocorreram com ela, diversos cientistas se juntaram para explicar como surgiu, mudou e salvou o nosso mundo. Um trabalho sensacional feito e exibido pelo Discovery Channel. Antes de começar, acho bom você pegar uma cerveja bem gelada, se acomodar na cadeira e apreciar os 43 minutos de vídeo. SE COMEÇAR ASSISTIR, VOCÊ VAI TERMINAR!

Direto do Uhull.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

October Fails


JB FORA DO AR - MAURICIO DE SOUSA

É com um enorme prazer que eu compartilho com você esta entrevista.
Dá pra perceber claramente o quanto eu estou suando neste programa. Estava quente? Nem tanto, mas o meu nervosismo era mais evidente do que eu imaginava. Eu nunca achei que um dia bateria um papo descontraído e divertido com o mestre Mauricio de Sousa, e quando isso finalmente aconteceu, eu tive que me esforçar muito para parecer tranquilo diante dele.
Apesar do pedido para que eu não o chamasse de “senhor Mauricio”, isso era algo que eu não consegui fazer. O meu respeito e admiração pelo brilhante trabalho que ele desenvolve há mais de 50 anos não permitiu que este jovem cuiabano de 27 anos o chamasse de “você”.
Estou em êxtase escrevendo isso e espero que você goste de assistir a este Jacaré Banguela Fora do Ar tanto quanto eu gostei de gravar ele.
Uma salva de palmas para o sensacional Mauricio de Sousa:
 





Morre Boni Junior...

Boni Júnior fugia após ser flagrado fazendo manobras perigosas, diz PM. Um policial militar também ficou ferido no acidente; caso será investigado.

 Um cantor de Goiatuba, no sul de Goiás, morreu e um policial militar ficou ferido depois de se envolverem em um acidente na GO-515, que liga Panamá a Goiatuba, no domingo (28). Segundo a polícia, o cantor sertanejo José Bonifácio Sobrinho Júnior, conhecido na região como Boni Júnior, tinha 28 anos e estaria fazendo manobras perigosas na cidade de Panamá quando percebeu a presença da PM e teria tentado fugir para Goiatuba. Uma barreira foi montada na pista para deter o músico, mas ele não teria parado e bateu no carro da polícia. O músico morreu no local e um dos policiais militares, que estava em serviço, foi atropelado e ficou gravemente ferido. “A gente depende vários fatores. Nós solicitamos todo o apoio necessário que exige a ocorrência, polícia, perícia, delegado. Então, todas as entidades de segurança que fazem parte foram informadas. Nós informamos nossos superiores e todas as medidas foram tomadas. Então, futuramente nós vamos esclarecer os fatos, após a perícia e os dados concretos que nós tivermos em mãos”, esclarece o major Júlio César Antunes Maciel. Investigação Muito abalada, a família do cantor não quis gravar entrevista, mas informou que as circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas e aguardam a elucidação do caso. A Polícia Civil vai começar a investigar o caso. O delegado de Goiatuba, Gustavo Carlos Ferreira, instaurou o inquérito, mas disse que vai aguardar o resultado dos laudos da Polícia Técnico-Científica para começar a ouvir depoimentos do caso. O prazo para divulgação dos laudos é de até dez dias. Segundo a Polícia Militar, o soldado foi encaminhado para o Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG), em Goiânia, e o estado de saúde dele nesta manhã é considerado estável.

Direto do  www.faxaju.com.br

The Last Game - O Ateu

Como seria o Game Over no jogo da vida real? É isso que este novo “Game” propõe, mas a coisa vai depender da crença de cada player, no primeiro você confere o destino do Ateu. Quer votar no próximo concorrente? Clique aqui...

Direto de Nova York


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acidente incrível !!!

Esta foi por pouco! O equipamento de segurança instalado no painel de um carro registrou um grave acidente perto da cidade de Kaluga, na Rússia. Um veículo perdeu o controle ao tentar ultrapassar um ônibus na estrada, e acabou se chocando contra um caminhão que vinha no sentido contrário. A batida acabou com o carro, mas o motorista do veículo saiu pelo parabrisas, caminhando.
O passageiro do veículo escapou com escoriações, apenas. O motorista, que saiu com a ajuda da mulher que dirigia o carro que registrou o acidente, foi levado ao hospital, com as costelas quebradas. No vídeo, a colisão acontece aos 2 minutos e 35 segundos.

A pergunta de Aristóteles.

Tudo começou com uma curta pergunta, algumas palavras em uma frase de simples entendimento, apenas alguns bits de informação; Mas a resposta – ou as inúmeras tentativas de resposta – se estendeu por centenas de posts ao longo dos anos.
E estávamos todos na crista da modernidade, em um fórum sobre física quântica e suas possíveis relações com a espiritualidade, hospedado em algum servidor na Califórnia, num site de redes sociais criado nas horas vagas por um engenheiro turco do Google.
O modo como nos comunicamos e trocamos informações pode ter mudado bastante desde que Aristóteles fez essa mesma pergunta a séculos atrás, mas nossa inquietação perante ela continua praticamente a mesma – afinal, como exatamente o espírito se une ao corpo?
Em um ambiente freqüentado por físicos e simpatizantes da ciência em geral, obviamente primeiro era preciso definir o que diabos era o espírito. Para os céticos de negação, de opinião cristalizada, era fácil zombar de quem aparentemente acreditava em coisas imateriais, não detectadas, fantasmas e assombrações… Outros, porém, de olhos mais atentos, ficaram um tanto curiosos quando alguns de nós falavam em materialidade do espírito, em partículas fluidas, não detectáveis pela luz (como os outros 96% da matéria e energia do universo), a compor corpos dentro de corpos, corpos vestindo corpos, como nós mesmos vestimos alguma roupa.
Mas ainda era necessário compreender de que forma este espírito se manifestava no mundo que conhecemos, que é afinal de contas o mundo que estamos agora, onde fomos colocados, onde bem ou mal precisamos estudar e amar como todos os outros mundos deste Cosmos infinito. Daí a física quântica parecia a princípio deslocada…
Está certo, Feynman já havia dito que ninguém havia entendido nada de física quântica, mas certamente os físicos entendiam pouco mais do que os leigos. E ainda que Hameroff e Penrose tenham um dia postulado que nosso aparente livre-arbítrio na verdade deriva de reações descritas pela mecânica quântica em minúsculos tubos constituídos de proteínas dentro de nosso cérebro, isso não era suficiente para associar a física quântica ao espírito – até mesmo porque esta teoria não dispunha de muita credibilidade no meio acadêmico, a despeito de prestígio de seus criadores.
A ciência moderna envolveu-se neste monumental paradoxo: primeiro, no campo da neurologia, foi obrigada a postular a existência da consciência, para somente então tratar de reduzi-la ao mero tilintar de neurônios no cérebro, a um fruto de reações químicas já estabelecidas, a suprema ilusão de todos os seres – que crêem que possuem efetivamente a capacidade de escolha.
Mas a neurologia não resolveu o problema difícil da consciência, não faz sequer idéia do porque tomamos decisões morais ou imorais, altruístas ou egoístas, enfim, do porque diabos um bombeiro arrisca sua vida para salvar a vida alheia em ambientes inóspitos como um prédio em chamas… Da mesma forma, não é capaz de criar máquinas que interpretem informações, que falem sobre a “vermelhidão” do vermelho, que expliquem por meio de algoritmos porque gostaram mais de uma poesia do que da outra, que determinem o exato valor com que aquela menina ama seu cachorrinho…
Máquinas jamais serão consciências. Nós não somos máquinas, e mesmo que fossemos, ainda estaríamos muito distantes da engenharia reversa – de sermos capazes de construir a nós mesmos.
Então, algo nos escapa, a natureza não nos deixa relaxar. Se fomos criados por um Deus desconhecido ou pelo acaso, pouco importa, porque não compreendemos muito bem nem um nem outro. Se a consciência é mera ilusão e se tudo é definido por uma dança neuronal aleatória, então somos obrigados a seguir tal dança, e uns crêem e outros não, e uns matam e outros não, e uns amam e outros não, simplesmente pelos desígnios da deusa Fortuna.
Mas, se existe a consciência, se existe a alma, se existe o espírito, temos que nos re-conectar a nossa essência, ao nosso inconsciente oculto, para que possamos viver esta vida do aqui e agora, mundana, de maneira mais rica, mais profunda, mais poética, mais espiritual.
Se ainda temos alguma escolha, ainda que vivamos num reino estranho onde partículas ora são onda, ora são pontos, e tem apenas uma probabilidade de estar aqui e acolá, escolhamos compreender o incompreensível, mergulhar no mar revolto da natureza – revolto, mas convidativo.
Sejamos espiritualistas, físicos, ocultistas, céticos, filósofos, ou ainda tudo isso ao mesmo tempo, esta é uma pergunta que não podemos nos dar ao luxo de ignorar.
Rafael Arrais, 13/02/2011
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