quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Conrad Maldives Rangali Island - O sonho de qualquer mortal !!!

16/01/2013 - 00:01

O destino dos sonhos de muita gente

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Até parece montagem, mas o Conrad Maldives Rangali Island é o destino do sonho de muitas pessoas. Lá, você encontra duas ilhas privadas, 50 moradias sobre as águas, 79 bangalôs e 21 spas. No entanto, a característica mais espetacular é o restaurante de vidro embaixo d’água, que também pode ser convertido em uma suíte. O Conrad Maldives Rangali Island ganhou duas vezes o prêmio de “melhor hotel do mundo”.

Os dois lados de Amsterdã

10 nov 2012 | por em Viagens às 10:32
 Os dois lados de Amsterdã1 Sentei ao lado de um casalzinho em lua de mel. Fizeram uma breve saudação e se limitaram a conversar entre si, mas eu sentia que em breve os dois compartilhariam comigo toda aquela felicidade. E não deu outra, logo após a decolagem o maridão puxou papo perguntando o que eu ia fazer em Amsterdã.
- Vou lá dar uma olhada nos puteiros.
E antes que eu pudesse emendar a frase dizendo que também visitaria alguns museus, eles fecharam a cara. Nem me deram a chance de explicar que Amsterdã é uma cidade capaz de oferecer roteiros bem contraditórios. Se por um lado há a lasciva visão das meninas do Bairro da Luz Vermelha e a ebriedade dos cannabis coffee shops, por outro há a complexidade da respeitada erudição que atrai as pessoas para o Velho Mundo.
Em geral lados tão distintos não se misturam, mas aos que se propõem a compreender a bela capital dos Países Baixos é preciso lidar com esse contraste. Basicamente ser capaz de transitar com naturalidade entre as atrações habituais de uma viagem à Europa e atividades de caráter mais liberal.
E lá estava eu – em Amsterdã - diante de todas essas possibilidades.

Imigração do Aeroporto Schiphol. Brasileiros não precisam de visto para entrar nos Países Baixos, mas isso não significa que tudo é lindo e acessível. Há uma lista de documentos e comprovações que o viajante precisa trazer (veja aqui). Não quer dizer que essas coisas serão cobradas. Pode ser que o funcionário da imigração apenas carimbe seu passaporte e pronto. No entanto, se eles pedirem, é preciso estar preparado.
No meu caso o cara pediu – além de passaporte válido – comprovantes de reserva de hospedagem e o saldo do cartão Visa Travel Money. Ele fez ainda algumas perguntas. Fui claro e objetivo nas respostas. Sem piadas, sem alongar a conversa, a melhor maneira de lidar com a imigração.
Recebi o carimbo no passaporte e fui para o saguão em busca de um banheiro. Tinha saído de São Paulo e a temperatura lá estava na casa dos 25 Celsius, belo contraste com o -1 em Amsterdã. Por isso precisava colocar uma roupa de frio para poder encarar o percurso até o albergue.
E se em todo esse relato há algum conselho que preste, ele seria “não subestime o frio”. Leve roupas ou leve dinheiro para comprar roupas, mas se prepare. Estar despreparado para o clima vai – em português claro – foder com sua viagem. Devidamente agasalhado, segui até o balcão de informações turísticas para pegar um mapa.
Sair do aeroporto é simples, o sistema de metrô deles é muito bom. A estação fica dentro do aeroporto e se você não achar seguindo as placas é porque está bêbado. Saber qual trem pegar também é fácil, tudo muito bem sinalizado. Paguei 3,80 euros num tíquete de viagem única até o centro. Há outras maneiras de fazer o translado, seja de táxi, ônibus ou van. No entanto, o metrô é confortável e barato, valendo à pena até mesmo para quem chega com muita bagagem.
Em quinze minutos o vagão parou na Amsterdam Centraal. A estação em si é uma atração turística, um belo prédio construído no final do século XIX.
 Os dois lados de Amsterdã
Vista lateral da Amsterdam Centraal
É fácil achar a saída do edifício, porém procurar o albergue nas ruazinhas apertadas é mais complicado. O que facilitou achar a hospedagem foi uma pré-pesquisa no Google Maps. Lá é possível ver mais ou menos que direção caminhar e se você souber usar uma bússola fica mais fácil ainda (é nerd, mas útil).
E eis que me vejo em frente ao The Flying Pig Downtown Youth Hostel, a hospedagem mais fumacenta na qual já estive. Optei por albergues porque é mais fácil conhecer pessoas e os preços são decentes. Hotéis são mais caros e em geral a interação é zero. Para quem vai em grupo tudo bem, mas sozinho a aridez do hotel pesa.
Paguei cerca de 25 euros por diária num quarto para quatro pessoas, banheiro compartilhado. Escolhi a parte de cima do beliche e dividi o espaço com um casal de canadenses que trepava ruidosamente a noite inteira.
Aliás, cabem agora algumas observações sobre ficar num quarto compartilhado. A interação vale o esforço, mas o tipo de situação oferece uma série de pequenos problemas que você deve ter no mínimo bom humor para encarar.
As possibilidades são quase infinitas, mas em geral o que pesa é o barulho e a falta de privacidade. Em relação aos ruídos não é raro que alguns albergues organizem festas sonoras ou que seus colegas de quarto decidam conversar até tarde da noite bem ao lado da sua cama. No meu caso extremo há até a possibilidade de se esbarrar com um casal fogoso.
Sobre a privacidade o máximo que se consegue é guardar a mala num locker (traga seu próprio cadeado) e trancar a porta do banheiro. Dar uma cagada pode ser aterrorizante e isso sem mencionar a possibilidade real de pegar um colega que fume dentro do quarto.
Enfim, albergue é para quem sabe lidar bem com questões como essa. E se você é capaz disso vai aprender muito sobre convivência e em especial sobre tolerância.
Banho tomado, mala guardada no locker. Quase três da tarde e o sol já descia desanimado no horizonte. O inverno é dureza, mas a experiência é única para quem topa encarar o clima com coragem.
Fui em direção ao meu primeiro objetivo na cidade, o tal Rijksmuseum (14 euros). Fui à pé mesmo, contemplando os prédios e seguindo o mapa. Em Amsterdã a maioria das atrações é próxima e caminhar – além de econômico – é a melhor maneira de conhecer a cidade. Esbarrei com a Praça Dam e olhei rapidamente o Palácio Koninklijk com a fachada escondida por andaimes. Fazia uma friaca cruel, uns pingos de chuva gelados.
Já na entrada do museu uma pequena fila para entrar, mas a espera foi de boa. Tinha até alguém distribuindo chocolate quente grátis. O Rijksmuseum é um grande passeio para quem deseja conhecer as obras de alguns dos principais artistas neerlandeses, incluindo RembrandtVermeer. Para os brasileiros há um extra bem interessante: a presença do quadro de Frans Post o qual mostra as ruínas da Sé de Olinda, em Pernambuco. Cabe lembrar que o prédio do museu em si é digno de nota. Ele foi construído por Pierre Cuypers, o mesmo arquiteto que criou a Amsterdam Centraal e vale a atenção.
 Os dois lados de Amsterdã
A fila de entrada no Rijksmuseum
O tempo andando pelo museu rebateu o cansaço das horas de voo e a fome finalmente apareceu. Resolvi estrear o rango num restaurante distante de qualquer ponto turístico. Vaguei cerca de meia hora e achei um com preço razoável para os padrões de Amsterdã. A cidade é uma das mais caras da Europa para os viajantes. Escolhi um prato com croquete acompanhado de arroz e salada. A refeição ficou em 15 euros.
Engraçado que depois descobri que o McDonalds deles tem um tal de McKroket, o qual julgo em minha pobre tradução ser um sanduba de croquete. Eu experimentei e não é nada mau. Paguei 1,50 euros (só o sanduíche). E antes que alguém me chame de viajante ignorante - fazendo com que eu experimente do meu do próprio veneno – esclareço minha casual opção pelos fast foods: eles são baratos. Quem viaja com grana contada não pode fazer todas as refeições em restaurantes. Por mais que se encontre um deles muito barato sempre será mais dispendioso se comparado à comida de rua ou alguns fast foods. Por isso vario as refeições entre caro (restaurante) e barato (fast food). É uma boa maneira de manter o orçamento equilibrado.
Voltando à narrativa, jantei e segui para o albergue. Fiquei jogando sinuca com uns caras, entre eles dois brasileiros. Era o esquenta para a primeira noite em Sodoma. Lá pela meia-noite já estávamos num bom grupo e resolvemos sair para explorar o De Wallen, o famoso Bairro da Luz Vermelha.
Eram nove pessoas, três do Brasil e o resto gringos da Alemanha e Austrália. Procuramos primeiro por um bar com chopp barato, se não me engano conseguimos um por 2 euros o copo garotinho. É fácil encontrar o melhor preço, os bares afixam placas com os valores logo na entrada.
Depois do esquenta seguimos para um coffee shop porque parte do pessoal queria fumar maconha. Achar um lugar desses é simples demais, estão por toda parte. O ambiente era pequeno e ficamos numa mesa lateral, alguns em pé. O cardápio oferece o valor por grama e há diversos tipos de erva, algumas mais puras e eficientes, outras mais fracas. Os preços começam em cerca de 3 euros o grama da mais básica. Calcule a quantidade de pessoas e forme um baseado do tamanho adequado, não vai sair caro. A potência de cada erva está verdadeiramente relacionada ao seu preço. O melhor é fumar numa escala crescente para ir testando.
Depois da recreação saímos e vagamos pelas ruas do Bairro da Luz Vermelha olhando as vitrines que exibiam as prostitutas. A maioria das meninas é realmente muito bonita, olhos azuis, corpos esbeltos e seios grandes, estilo Leste Europeu. O valor é praticamente padrão, 50 euros por 15 minutos de prestação de serviço. As vitrines são na verdade portas de vidro que guardam um cubículo com uma cama de casal. Tudo é feito no cubículo mesmo, elas só fecham as cortinas e pimba.
Pouca gente tira fotos do De Wallen durante a noite. Nosso grupo tinha duas mulheres que conhecemos no albergue e por diversas vezes vi as prostitutas as hostilizando. Uma até tentou sair da vitrine para tomar satisfações, mas ninguém conseguiu entender realmente porque aquela reação.
Por causa disso as duas garotas voltaram para o albergue. Os caras decidiram então ir a um night club. Entrada a 5 euros, um segurança bravo na porta e todas as garçonetes trabalhando nuas. O chopp era um roubo, mas como em todo lugar do tipo era de bom tom comprar pelo menos um para ficar bebericando enquanto as meninas dançavam no balcão. Por no mínimo 10 euros era possível sentar num dos bancos e ganhar uma dança regada a muitas esfregadas, mordidas no pescoço e peitos na cara. Quem pagava mais de dez ganhava uma dança mais ousada, proporcionalmente ao valor pago. Porém, não podia se mexer ou fazer algo sem que as moças claramente mandassem. Um dos caras do grupo ficou doido em uma das dançarinas e propôs algo a mais. E foi aí que descobrimos algo básico: as dançarinas em geral não são prostitutas.
O que dizer do Red Light? Lá pelas tantas, segurando meu copo de cerveja, vendo mulheres lindas dançando no balcão e comentando com os caras como elas eram gostosas. Parecia um filme de gangster. Andar pelas ruas de madrugada com tudo aquilo acontecendo em volta, os coffee shops fervendo e todo mundo exaltado. As risadas são altas demais, as cores fortes demais, tudo é intenso. O Red Light na verdade transmite uma sensação enorme de estar vivo. Uma sensação nostálgica de lembrar de uma juventude que – mesmo eu ainda não tendo perdido – já sinto saudades.
Cheguei de volta ao albergue às cinco da manhã e por causa da noitada meu dia seguinte começou mais tarde, às 11 horas. Já segui direto para o almoço e escolhi um restaurante com cara de bar, mais uma vez afastado das ruas principais. Dois senhores já tomavam uma bela Heineken e eu os acompanhei. Derrubei um sanduíche histórico (8 euros) e um tira-gosto feito de arenque cru. Não sou enjoado com comida, porém os mais criteriosos podem achar o sabor do peixe marcante demais.
Terminada a refeição experimentei vagar à pé pelas imediações para observar os canais. Eles são ferramentas de planejamento urbano responsáveis pela própria existência de Amsterdã. A cidade é muito bem localizada geograficamente e deve isso – além de seu nome de batismo – ao rio Amstel. No entanto o vai e vem das águas foi sempre uma ameaça às construções. Por isso desde sua ascensão como centro econômico dos Países Baixos fez-se necessário a concepção de canais para que as águas fossem controladas.
 Os dois lados de Amsterdã
Um dos muitos canais de Amsterdã
Me distraí por muitos minutos observando os canais. E foi nessa distração que me deparei sem querer com uma placa indicando o Museu da Anne Frank ou Casa de Anne Frank (9 euros). Era um local que eu desejava visitar e aproveitei para ir até lá. Quem curte ler sobre a II Guerra Mundial sabe sobre o assassinato em massa de judeus. Anne Frank foi uma menina judia que morreu nesse contexto histórico. O caso é que antes de ser levada a um Campo de Concentração, ela ficou escondida dentro de uma casa em Amsterdã. Nesse tempo a garota escreveu um diário, leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. O museu em suma é uma visita à casa em que ela esteve enquanto estava fugindo dos nazistas. Vai prestar muito esse passeio se o viajante estiver à par da biografia dela.
 Os dois lados de Amsterdã
Detalhe da placa da Casa de Anne Frank
Voltei à Praça Dam, dessa vez com mais calma. Tirei algumas fotos e observei os artistas de rua. Segui então à pé para o Museu Van Gogh (14 euros). Sempre gostei desse artista e não há melhor local no mundo para ver suas obras, uma vez que na Holanda ele está em casa. Ao contrário do Rijksmuseum, aqui os quadros são mais conhecidos do senso comum. Estar diante de uma obra-prima já é uma experiência sensacional, mas um quadro do Van Gogh tem texturas que só quem vê de perto consegue entender. Quando me deparei com o quadro Campo de Trigo com Corvos entendi porque me dispusera a viajar tantos quilômetros para visitar Amsterdã. Deixei o museu e avistei ao longe a bela fachada do Concert Gebouw, a casa de concertos mais prestigiada da capital. O desenho do edifício foi inspirado na Gewandhaus, outro famoso prédio de concertos localizado em Leipzig e infelizmente destruído durante os bombardeios da II Guerra Mundial.
 Os dois lados de Amsterdã
A prestigiada Concert Gebouw
Encontrei também a famosa placa I Amsterdam. Trata-se do símbolo de uma secretaria que promove o turismo na cidade. Eles oferecem também o I Amsterdam Card, um cartão turístico que garante entrada em diversas atrações, uso de transporte público e descontos em restaurantes. É possível comprá-lo em diversos locais. Uma vez que meu objetivo era visitar três museus e andar muito, quando calculei o custo benefício o cartão ficou mais caro, ainda mais porque dois dos museus que eu queria ver (Anne Frank e Rijksmuseum) não estavam incluídos na lista. Muitas cidades possuem cartões do tipo e o segredo é fazer justamente isso: ver se os benefícios que eles oferecem calham com o que você quer ver.
 Os dois lados de Amsterdã
A famosa placa I Amsterdam
Fui dar uma olhada também na antiga fábrica da Heineken, agora um museu. Eu não encarei, não é meu tipo de passeio. No entanto, consegui entrar na loja de souvenirs e comprar uma encomenda para uma colega. Depois visitei duas igrejas, a St. Nicolaas (de graça) e em seguida a Oude Kerk (5 euros). A Oude é mais famosa e tem uma atração a mais. Bem ao lado da igreja – no chão da Praça Oudekersplein – há uma escultura em bronze de uma mão apalpando um seio. Foi deixada lá por um artista anônimo e acho que deve ser algo associado ao Bairro da Luz Vermelha, pois a Oude Kerk fica bem próxima de lá.
 Os dois lados de Amsterdã
Abóbada da Igreja St. Nicolaas
E nisso o dia findou. Voltei para o albergue para dar uma relaxada, comi o McKroket num McDonalds logo ao lado e bebi alguns chopps com parte da galera que tinha conhecido antes. Parte deles tinha ido embora, mas outros novos chegaram. A convivência entre os viajantes às vezes dura só algumas horas.
Ainda quebrado por causa da noite anterior, resolvi dormir logo para começar o mais cedo possível meu terceiro e último dia em Amsterdã. E não fosse o fogoso casal de canadenses eu teria dormido até melhor…
Utrecht
O plano era visitar uma cidade próxima chamada Utrecht. Nem sabia da existência desse lugar, mas conversando com outros viajantes no albergue soube que seria um local legal de conhecer em poucas horas.
Segui para a Amsterdam Centraal para pegar o trem. Nisso – já lá dentro da estação – vi uma loja de chocolates chamada Leonidas. Comprei duas barrinhas para experimentar (1 euro) e esse foi meu café-da-manhã. Muito bom o chocolate, até voltei na loja para comprar mais algumas barras e bombons para dar de presente.
O trem leva meia hora para chegar à Utrecht. Paguei 13 euros pela passagem de ida e volta para o mesmo dia. Sem perda de tempo, comecei a vagar. O grande marco arquitetônico da cidade é uma torre muito alta e antiga chamada Dom. São 630 anos de idade e uma altura de 112 metros. Logo ao lado da torre fica a Igreja Sint-Martinus. À princípio pensei que eram construções distintas, mas na verdade a torre e a igreja faziam parte de um mesmo edifício. Acontece que a nave que ligava as duas desabou no século XV, separando-as. Subir na Torre Dom valeu muito à pena porque a vista é incrível. Custa 8 euros e prepare as canelas e os pulmões para percorrer os 465 degraus.
 Os dois lados de Amsterdã
A torre da Dom de Utrecht
Caí então para as proximidades do Oudegracht (velho canal) para achar um bom local para comer. Há muitos cafés e restaurantes por ali e é possível passear de barco. Eu não estava com muita fome e só tomei mesmo um café com biscoitos. Foi legal para poder observar o vai e vêm das bicicletas, os bebês protegidos do frio por umas bolhas de plástico. Olhando assim os holandeses parecem pessoas descontraídas e trabalhadoras. Aqueles com os quais topei me trataram com cordialidade. Difícil falar que todo um povo é simpático, mas no meu caso felizmente tive contato com pessoas legais.
Perambulei mais um pouco por Utrecht e voltei para Amsterdã. Eram quase duas da tarde e a fome finalmente chegou. Escolhi um kebab próximo à estação, paguei 5 euros por um rango bem forrado acompanhado de batatas fritas. Nisso apareceu um casal que conheci no albergue, uns peruanos. Eles iam ao Museu de Cera da Madame Tussauds e fui gentilmente convidado. Confesso que relutei em aceitar, já até tinha visto o museu durante minha passagem pela Praça Dam e parecia um programa sem noção ficar vendo estátuas de cera. Quando vi a fila da entrada então… Mas eles estavam sendo simpáticos e a conversa seguia fácil e agradável. Além disso, eu não queria mais ver igrejas ou museus, resolvi arriscar.
Paguei 18 euros pela entrada e curti as estátuas porque elas são muito reais, têm até brilho nos olhos! O legal é ficar parado em algum canto fingindo, as pessoas acabam achando que você é uma estátua também. Gostei muito da vista que o museu oferece. De lá é possível ver a Damrak com a Amsterdaam Central ao fundo e a Praça Dam.
 Os dois lados de Amsterdã
Damrak vista do interior do Museu Madame Tussauds
Voltamos ao albergue e logo outro grupo se formou. Era minha última noite na cidade. Achamos um bar chamado Big Shots, todo mundo tomando cerva choca. Lá pelas tantas o bar inteiro começou a cantar uma música incompreensível e a gente acompanhava com as canecas levantadas sem entender porra nenhuma. Mais uma noite e tanto. No dia seguinte eu pegaria um trem para a França e assim terminava minha incursão na capital dos Países Baixos.
Amsterdã será sempre para mim um local onde aproveitei ao máximo minha juventude. Estive lá sozinho, conheci pessoas legais e experimentei uma sensação extraordinária de liberdade. Foram só três dias no curso da minha vida, mas três dias impossíveis de esquecer.
Pedro Schmaus
Resumo dos gastos
Passagem Guarulhos-Amsterdã: cerca de 800 euros pela KLM.
Trem do aeroporto ao centro: 3,80 euros.
Diária no The Flying Pig Downtown Youth Hostel: 25 euros em quarto quádruplo.
Entrada no Rijksmuseum: 14 euros.
Refeição em restaurante longe da rua principal: 15 euros.
Almoço: somando a cerva, o sanduba e o arenque ficou em 16 euros.
Museu da Anne Frank: 9 euros.
Museu Van Gogh: 14 euros.
Jantar: um McKroket mais refri ficou em 3 euros.
Café da manhã: duas barrinhas de chocolate Leonidas, 2 euros.
Passagem para Utrecht: 13 euros ida e volta.
Almoço: kebab por 5 euros.
Museu Madame Tussaud: 18 euros.
Direto do Sedentario

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Brincando de Deus - Mundo Perfeito

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Tentativa Falha de Criar um Mundo Perfeito

Parte 1

DEUS: Bem-vindo ao Paraíso, Adão! Calma, rapaz! Não se assuste!! Eu sou o seu Criador! Fui eu que fiz você. Não tenha medo. Queria saber o que você achou da minha Obra.
ADÃO: Eu… Eu… Não sei nem o que dizer.
DEUS: Como assim não sabe o que dizer?? Eu criei um universo inteiro pra você, e não recebo nenhum elogio? 
ADÃO: Mas eu abri os olhos pela primeira vez essa manhã, e nem deu tempo de entender o que está acontecendo…
DEUS: O que está acontecendo é que eu sou Deus. Sou todo-poderoso, onipresente, onisciente, eterno, imutável e perfeito. Sou o seu Senhor e Criador. Agora dê uma boa olhada em volta e veja que beleza que ficou! Fiz esse mundo perfeito pra você, projetado pra você, e pensando apenas em você. E fiz isso justamente pra você poder me encher de elogios. E ainda estou esperando.
ADÃO: Bom… Deixa eu ver… Eu diria que… realmente… parece ser um lugar muito… Ei!, o que são aquelas coisas?
DEUS: Hein?! Onde? Ah, aquilo são as nuvens. Elas são água em forma de vapor. A função delas é condensar e cair na forma de chuva para prover o mundo com água líquida, que é o que sustenta toda a vida que eu criei. Eu projetei tudo nos mínimos detalhes e cada coisa tem sua função. Sendo perfeito, eu teria que criar um mundo perfeito, não é? Mas você dizia…
ADÃO: E depois das nuvens, tem o quê?
DEUS: Ora, tem o cosmos, galáxias sem fim, quasares, asteroides, matéria escura, buracos-negros… Uma infinidade de coisas.
ADÃO: Pra que serve um buraco-negro?
DEUS: Pra que serve?
ADÃO: É. Você disse que cada coisa tem uma função, não foi?
DEUS: Eu disse? Bom, na verdade, o que eu disse foi pra você olhar “em volta”, não “para cima”, entendeu? Veja aí e me diga o que acha.
ADÃO: Tudo bem, vejamos… O que é aquela coisa grandona ali ao lado daquela coisinha de pernas finas?
DEUS: Aquilo são animais. E você precisará dar nome a eles.
ADÃO: Ah… Então o grandão com a juba e dentes enormes eu vou chamar de leão. A coisinha de pernas finas que tá saltitando alegremente em volta dele vai se chamar gazela. Eles parecem tão amigos, não é?!
DEUS: De fato! Criei todos em perfeita harmonia, mas deixei pra você a subida honra de dar o nome a todos os animais da Terra.
ADÃO: O quê?! Você já reparou no monte de bicho que tem por aí? E só de insetos deve ter mais de dois milhões de espécies! Como que eu vou arranjar tempo pra nomear isso tudo?
DEUS: Tempo não é problema. Você vai viver para sempre. Agora eu é que não posso ficar esperando pra sempre você elogiar o meu trabalho! Foi pra isso que eu te criei. E não fique mexendo aí, você tá ouvindo?!
ADÃO: Pra que serve isso? Tá aumentando de tamanho…
DEUS: Para de fazer isso, porra!
ADÃO: Credo! Só queria saber qual a função disso. E qual a função do buraco-negro também, que você acabou esquecendo de dizer…
DEUS: Quem anda esquecido aqui é você. E o elogio que você ainda não fez?
ADÃO: Ah, é mesmo. Bom… Na verdade eu achei o lugar muito legal sabe? Mas é que tem uma coisa…
DEUS: Uma coisa?
ADÃO: É, Deus… Assim… Na verdade mesmo são duas… Quer dizer… São três ao todo…
DEUS: Olha, se você quiser manter a sua saúde em perfeito estado, eu acho bom você desembuchar duma vez…
ADÃO: É que tem uma coisa que tá me incomodando. Vê só: de manhã, eu sentei na grama, sabe?, e a grama é bem viçosa, não é? Bem viçosa e pontuda… Pois é. E eu achei bem desagradável sentar na grama, entende? Não teria como providenciar alguma coisa pra eu usar, de modo que…
DEUS: Já entendi! Tá anotado e vejo isso depois. Próxima!
ADÃO: Então. É que esse negócio de dar nome a bicho e fazer elogios… Isso tá me incomodando também. Eu tô perdidinho na parada, tipo, não sei direito quem é você, nem quem eu sou, nem o que estou fazendo aqui. Aliás, não sei nem onde é esse “aqui”. E aí… Você ficar me pressionando assim… Tá meio que me estressando.
DEUS: Próxima!
ADÃO: É que eu só vi esses… esses animais o dia todo… E agora apareceu você… Tipo assim: eu tô sozinho, né? Não tem ninguém igual a mim e isso me incomoda muito. Daí eu achei que você podia…
DEUS: Vira aqui um pouquinho, Adão.
ADÃO: Aaarrrrh!! Você tá louco?!!
DEUS: Isso se chama dor. Não era pra você sentir dor, mas, já que pediu uma acompanhante, eu vou fazer uma mulher da sua costela.
ADÃO: Isso doeu muito!! E por que você precisa usar uma costela minha? Por que não faz uma mulher sem precisar me aleijar desse jeito?! Você fez as galáxias e os buracos-negros usando costelas?! Agora tô eu deformado, com um osso a menos!
DEUS: Porra, mas tu reclama pra caralho! Puta que pariu!!!
Leiam a continuação direto no site,link abaixo:

 Direto do deusILUSÃO

domingo, 6 de janeiro de 2013

Espiritismo:sua alma é reciclável !!!!

Espiritismo: sua alma é reciclável (parte 1)

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Eu fiz o Ensino Médio num colégio que adotava, em todas as avaliações, um eficiente sistema “antichute”, pelo qual três questões erradas, marcadas numa prova de múltipla escolha, anulavam uma resposta certa. Se você não tinha certeza, ganhava mais deixando a questão em branco! Isso me fez não só valorizar o pouco conhecimento que eu tinha, como aprender a nunca ter vergonha da minha ignorância. Uma postura certamente utilíssima, uma vez que somos, sem exceção, convidados a nos conformar com uma parcela insignificante de compreensão acerca de um limitadíssimo número de coisas, tendo que nos contentar com diferentes níveis de ignorância sobre todo o resto. 
Por isso eu, um ignorante assumido, não me envergonho de dizer que ignoro completamente a doutrina espírita. O que não me impede de iniciar essa nova série de reflexões, na esperança de que algum leitor comente os textos e vá me corrigindo.
Uma coisa que sei sobre o Espiritismo é que foi fundado/criado/desenvolvido (não sei que palavra usar) por Allan Kardec. E uma coisa que sei sobre Allan Kardec é que ele ficou tremendamente impressionado quando viu, pela primeira vez, um espírito se revelar durante uma sessão mediúnica, através de batidas sobrenaturais da mesa contra o chão. A partir daí começaram seus “estudos” e “pesquisas”, o que acabou resultando no seu Livro dos Espíritos, e, posteriormente, na “doutrina” (=seita?, religião?, clube?) da qual foi o fundador.
Eu imagino a cena — uma mesa redonda numa casa grande, velha e mal iluminada no centro de Paris… médiuns reunindo-se para contactar o além… — e lembro que já passei por uma situação bem semelhante na minha adolescência.
Numa certa noite de tempestade, quando meus pais não estavam em casa e o bairro se encontrava todo às escuras, minha irmã mais velha e umas amigas fizeram questão de que eu visse um espírito se manifestar através da “brincadeira do copo”, uma versão matuta de uma tábua Ouija. O processo era bastante simples: elas faziam uma pergunta ao espírito, e este ia movimentando um copo emborcado sobre uma cartolina — onde haviam sido cuidadosamente pintados os números de 0 a 9, as letras do alfabeto e as palavras “sim” e “não” — até completar a resposta. Como na tábua Ouija, as pessoas que o espírito estava usando para se comunicar permaneciam o tempo todo tocando o fundo do copo com a ponta dos seus dedos indicadores.
Perguntei se o espírito podia dar as respostas sem que elas tocassem no copo, e elas disseram que não. Não lembro o motivo que alegaram, mas tinha a ver com energia extracorpórea, aura magnética, esse tipo de coisa… Então eu quis saber se podia eu mesmo fazer uma pergunta ao espírito, e elas disseram que precisavam perguntar ao próprio:
— Espírito, o maninho pode te fazer uma pergunta?
Quase que instantaneamente, o copo começou a deslizar sobre a cartolina, e parou sobre a palavra “sim”. Mantendo os dedos sempre sobre o copo, elas olharam para mim sorrindo — meu medo juvenil as vinculando a criaturas demoníacas, mal iluminadas que estavam pela luz bruxuleante da única vela no aposento. Eu pronunciei, então, a pergunta:
— Em que ano você morreu?
O copo fez um percurso lento, mas decidido, ao longo do arco dos números, parando aqui e ali por uns poucos instantes: 1… 9… 0… e 5. Era isso! O ano em que ele morreu foi 1905!!
Elas olharam para mim satisfeitas, e ainda estavam sorrindo quando eu emendei outra pergunta, dirigida ao espírito:
— Quem era o presidente do Brasil na época?
Pra falar a verdade, eu não sabia a resposta, mas ficou claro que o espírito também não sabia, porque o copo permaneceu imóvel pelos minutos seguintes. Depois, quando tornaram a olhar para mim de novo (os sorrisos transformados em carrancas…), minha irmã me explicou o que achava que podia ter acontecido:
— Talvez ele não fosse brasileiro… e não sabia quem era o presidente daqui… 
Mas foi outra médium que me deu uma resposta mais convincente:
— Ele tinha dito que você podia fazer “uma” pergunta: você fez duas.
— Então pergunte se eu posso fazer outra — eu sugeri.
— Espírito, ele pode te fazer outra pergunta? — a menina disse em voz solene, contemplando as trevas em volta.
Ao som dos trovões que ribombavam acima, e à luz de um toco de vela que projetava sombras macabras nas paredes do quarto, eu vi o copo deslizar trêmulo em uma espiral ascendente, no sentido anti-horário, e parar bem em cima da minha resposta: não.
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CONTINUAÇÃO: 
Parte 2  -  
Parte 3  –
 Parte 4  –
 Parte 5  -

Direto do deusILUSÃO !!

Nürburgring, na Alemanha,no OPEN TRACK DAY

Em determinadas datas do ano, a pista do autódromo de Nürburgring, na Alemanha, é aberto para público em geral que quer testar a velocidade dos seus carros. Porém, essa pista tem um curva que exige a extrema habilidade dos pilotos e, nesse caso, acontece muitos acidentes. Veja só a compilação:

Cruz:o símbolo macabro do Cristianismo

Cruz: o símbolo macabro do cristianismo


Crucificação vem do latin crucifixio [crux = cruz + o verbo figere = fixar, prender].*  Foi o método de execução adotado pelo império romano, para punir crimes cometidos pelos escravos, desde o século seis antes de Cristo até o ano de 337 da era cristã, quando o imperador Constantino I aboliu esse tipo de execução, justamente por causa da veneração bizarra que um número crescente de seguidores de uma nova seita passaram a demonstrar por esse horripilante instrumento de tortura.
A pena de morte por crucificação era uma punição duríssima, pois a sentença antecipava ao réu não só que ele perderia a vida, mas que a sentiria se esvair lentamente, até o ponto em que seu corpo não conseguisse mais suportar justamente aquilo que todo organismo mais evita: a dor. E não seria uma dor inesperada e letal, mas uma dor agendada, que, uma vez tendo início, seria constante, inimaginavelmente intensa e deliberadamente infligida por mãos adestradas na técnica de impor o máximo de sofrimento pelo maior tempo possível.
O processo de execução começava com o criminoso sendo despojado de suas vestes e preso a uma coluna, para ser submetido ao flagelo, que era o açoite feito com um chicote especialmente confeccionado para esse fim. Depois o condenado era amarrado de braços abertos a uma cruz de madeira (ou a uma árvore), onde era deixado para morrer. Ali, enquanto sentia por todo o corpo a dor excruciante que o flagelo lhe havia causado, o enfraquecimento provocado pela perda de sangue e pelo sofrimento prolongado fazia o crucificado esmorecer sobre suas pernas presas e, não mais podendo suster-se de pé na cruz, ficar completamente pendurado pelos braços, com o peso do corpo a comprimir-lhe o diafragma, até não mais conseguir manter a respiração e morrer por asfixia.
As execuções tinham início no meio da tarde e se estendiam até o pôr-do-sol, uma vez que, como ditava a tradição, o executado não poderia permanecer na cruz durante a noite, pois acreditava-se que isso contaminaria a terra com a maldição que havia caído sobre o morto. Quando ocorria do crucificado ainda estar vivo pela hora do crepúsculo, os soldados romanos lhe quebravam as pernas para acelerar o processo.
A crucificação raramente era feita pregando-se o réu à cruz, mas quando esse sofrimento adicional lhe era imposto, fazia-se necessário providenciar um apoio em que o crucificado pudesse se manter sentado. Não fosse esse artifício, a morte viria rápida demais e a punição seria considerada branda. Tendo o peso do corpo sustentado por esse tipo de banquinho, o expediente de quebrar as pernas do criminoso para acelerar a morte por asfixia não surtia efeito. Assim, no caso de chegar a noite, o condenado que ainda resistisse vivo era violentamente espetado por espadas e lanças, ali mesmo na cruz, até que parasse de se estrebuchar a cada nova estocada, o que atestaria a sua morte.
Se Jesus Cristo foi mesmo executado por crucificação há dois mil anos, três coisas podem ser ditas seguramente sobre ele.
A primeira, que ele deve ter cometido um crime compatível com a sentença de morte recebida, o que, obviamente, foi omitido dos textos sagrados do cristianismo. Blasfêmia, por dizer-se filho de Deus ou por ameaçar o poder e posição dos sacerdotes e fariseus, não seria motivo suficiente para ser morto por crucificação, visto que Jesus estaria afrontando a lei dos hebreus, não a de Roma; e o governador local não iria querer gastar o seu latin com um bando de arruaceiros de um povo subjugado reclamando que alguém havia blasfemado contra o Deus deles. Os romanos, que tinham dezenas e dezenas de deuses, talvez mesmo só tivessem ficado perplexos ante a falta de fé que aquela gente demonstrava em relação ao seu próprio Deus, não deixando nas mãos dele a vingança pela blasfêmia recebida, como eles, certamente, teriam deixado.
A segunda, que ele sofreu de uma forma inimaginável antes de morrer. Eu, particularmente, lamento muito por ele e pelo fato de nossa espécie ter cometido, como ainda comete, tantos atos de barbárie contra si, e mesmo contra outras formas de vida.
E a terceira, que, independentemente do que Jesus achava que era, ou do que as pessoas que escreveram os Evangelhos achavam que ele era; independentemente do que tenham escrito, dezenas de anos depois, sobre o que ocorreu após sua morte, Jesus de Nazaré morreu naquela cruz e ainda continua morto.
É certo, também, que é impossível ignorar a multidão que diz esperar a volta do mais famoso finado de que se tem notícia. A esses eu só tenho uma coisa a dizer: vão continuar esperando.



*Fonte: Wikipedia.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ateus ou agnóstico?

somostodos
Pergunte a um padre da igreja Católica, ou a um obreiro da Universal, ou a uma testemunha de Jeová que apareça no seu portão se eles sabem a definição da palavra “ateu”. Eu quero que a alma da minha mãe vá tostar no Inferno se não souberem!
  Ateu é aquele que não acredita em Deus.
E ainda arrisco dizer que alguns estarão aptos a dar uma aula de etimologia:
  “Ateu” vem do latim atheus.
   Esse a significa negação, ou ausência.
   E theus significa Deus.
O ateu seria, portanto, uma pessoa que nega Deus; uma pessoa sem Deus, certo?
Errado.
A palavra latina atheus deriva da palavra grega átheos, e os gregos que a conceberam não faziam a menor ideia de quem era Deus, pelo simples fato de que Deus não compunha o seu panteão de deuses. Theos, em grego antigo, significava “divindades”. 
As primeiras civilizações sempre tinham várias divindades às quais se atribuía o controle de diferentes coisas no mundo. Havia um deus responsável pelas boas colheitas, outro pelas pestes, outro pelo clima, e assim por diante. Pela época em que os gregos chamavam os seus descrentes de ateus, Deus atendia por outro nome e ainda fazia parte de um grupo de divindades cultuadas pela sociedade hebraica politeísta de então. Durante os longos períodos de escravidão, o subjugado povo hebreu passou a venerar mais especificamente o único deus ao qual poderia dirigir suas preces, o único que lhe poderia ser útil numa batalha pela libertação e na luta pela conquista de um novo território: seu deus da guerra, Jeová. Não é à toa que a Bíblia descreve Deus como sendo tão propenso a matar pessoas, tão irascível e tão belicoso. Ele era, de fato, o senhor dos exércitos, e sua função era exterminar os inimigos de seus devotos. Mas foi por uma combinação de acaso e força política que Jeová acabou se tornando o único deus digno de culto, quando seus mais fervorosos crentes assumiram definitivamente o poder e, por força de lei, transformaram os hebreus num povo monoteísta.
Também na Grécia antiga cultuavam-se inúmeros deuses. Zeus era o mais poderoso, o senhor de todos eles; Crono, pai de Zeus, era o deus do tempo; Afrodite, a deusa do amor; Hades, o deus do mundo dos mortos; Ares, o correspondente grego de Jeová, era o deus da guerra; e muitos muitos outros. Na civilização onde a palavra foi criada, ateu seria aquela pessoa que não venerava nenhum desses deuses. Se um cristão, um hindu, um judeu e um muçulmano fossem transportados no tempo para aquela época e lugar, todos eles seriam considerados ateus, porque certamente não iriam se dispor a adorar nenhum dos deuses gregos de então.
Resgatando a definição original, ateu seria aquele que não crê em nenhuma das divindades cultuadas pela sociedade na qual está inserido, visto que os gregos que cunharam o termo estavam considerando apenas os seus próprios deuses. Assim, um judeu seria ateu numa sociedade hindu; um hindu seria ateu numa sociedade islâmica; um muçulmano, numa sociedade cristã; e um cristão, numa sociedade judaica, porque, esperneiem o quanto quiserem, Alá, o Deus cristão e o Deus judaico não são a mesma divindade, apesar da origem comum. Dizer o contrário só seria possível se você conseguisse imaginar um mundo onde sua mãe pariu você, e, ao mesmo tempo, ela não pariu você. Diferentemente do Deus cristão, o Deus judaico nunca estuprou uma virgem para ter um filho mortal. E mesmo o Alcorão, segundo Christopher Hitchens, traz duas suras que advertem ao muçulmano que ele irá para o Inferno se considerar que Jesus é filho de Alá.
Esclarecido o significado original da palavra ateu, fica fácil perceber que ela atualmente foi sobrescrita em duas novas e diferentes acepções. Por um lado, para os ateus, ela ficou mais abrangente e passou a englobar a descrença em todos os deuses de todas as civilizações e de todas as épocas. Já a definição de ateu como sendo “aquele que não crê em Deus” só seria válida em sociedades com o mesmo tipo de fé religiosa que a nossa. Entretanto, a onipresente força de marketing das religiões cristãs ao redor do mundo, de acordo com seus interesses e sua peculiar desonestidade, sequestrou o termo para uso exclusivo, de forma a fazer parecer que a palavra se refere tão somente ao Deus bíblico, como se ele fosse a única divindade em que as pessoas poderiam acreditar.
Ou não.

Direto do deusILUSÃO

FELIZ 2013 - Desejo um cheio de mais boas atitudes e menos orações !!!