segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

AVATAR - Mais um show de CG...



Se o filme é bom ou não....o julgamento é seu !!!!

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Inquisição Farmacrática - "The Pharmacratic Inquisition" (2007 - EUA). Dirigido por Jan Irvin e Andrew Rutajit.




"A religião é uma defesa contra a experiência religiosa" - Carl G. Jung (1865-1961)


Quando crianças, nós acreditamos fielmente em Papai Noel. Até que, sem jamais termos visto o velhinho em pessoa, começamos a desconfiar de sua existência. E então um amiguinho mais velho conta o que já estava se tornando óbvio, mas não queríamos acreditar, porque nossos pais ajudavam a manter a história viva. Quando crianças, nós também aprendemos a acreditar na história do menino Jesus, e de um sábio e bondoso senhor de barba branca que é o pai de todo o universo e se chama Deus. Com o passar do tempo, sem jamais termos visto Deus ou Jesus, muitos de nós não deixam de acreditar neles. Curiosa analogia, que suscita a pergunta: por que as duas histórias se diferenciam no final?



O mito do Papai Noel se mantém vivo entre as crianças até hoje porque, entre outros motivos de cunho emocional, estimula o comércio de brinquedos. Já o outro bom velhinho de barba branca movimenta instituições lucrativas direcionadas a outro público distinto: os adultos.

O filme A Inquisição Farmacrática parte dos ancestrais mitos pagãos de devoção ao sol para explicar como a origem das religiões tem relação íntima com o consumo de alucinógenos, em especial o cogumelo Amanita muscaria. Tudo com referências, como os livros Astrotheology & Shamanism – Christianity’s Pagan Roots, dos próprios diretores do filme (“Astroteologia e Xamanismo – As Raízes Pagãs do Cristianismo”, inédito no Brasil); Sacred Mushrooms: The Secrets of Eleusis, de Carl A. P. Ruck (“Cogumelos Sagrados: O Segredo de Eleusis”) e os livros The Sacred Mushroom & the Cross (“O Cogumelo Sagrado e a Cruz”) e The Holy Mushroom – Evidence of Mushrooms in Judeo-Christianity (“O Cogumelo Sagrado – Evidências dos Cogumelos no Cristianismo-Judaico”), do estudioso de línguas antigas John Marco Allegro.


Ex-católico, Marco Allegro foi convidado pela Igreja para integrar a equipe de tradutores originais dos Pergaminhos do Mar Morto, documentos descobertos entre 1947 e 1956, escritos em Hebraico, Aramaico e Grego, datados da época em que Cristo supostamente andava pela Terra. Marco Allegro foi o único a terminar seu trabalho, que é ignorado e suprimido por muitos, por contestar a veracidade da história de Jesus, enquanto a tradução oficial foi escondida pela Igreja Católica por cerca de 50 anos.


A partir de evidências e analogias históricas surpreendentes, o filme mostra a evolução dos rituais pagãos que utilizavam alucinógenos, que provocam uma experiência curiosamente parecida com as descrições das visões espirituais descritas por apóstolos religiosos, e que serviram como base para a criação das religiões modernas.

Entretanto, a coisa pega fogo a partir do capítulo 6, na segunda metade do documentário, quando o filme mergulha na botânica do cogumelo Amanita muscaria e desvenda referências a seu uso nos símbolos do cristianismo. As estátuas de anjinhos que fazem pipi nas fontes do Vaticano e de tantas outras cidades da Europa Medieval têm sua origem no curioso fato de que os xamãs ancestrais, após comerem os cogumelos, bebiam sua prórpia urina, uma vez que a concentração dos compostos ativos da Amanita é potencializada na mesma. Isso permitia aos xamãs experimentar a morte, sem de fato morrer, o que remete diretamente ao conceito religioso de ressurreição.

Desta forma, os símbolos de uma das maiores festas do cristianismo, o Natal, vão sendo desvendados um a um: a origem do velhinho, o porque dos pinheiros decorados com bolas coloridas e a famosa descida pela chaminé com um grande saco de presentes nas costas. Papai Noel seria nada menos que a representação figurativa dos antigos xamãs nórdicos, que colhiam exemplares do Amanita nas florestas coníferas, penduravam-nos nos pinheiros para secarem ao sol, e carregavam-nos em um grande saco nas costas, visitando as famílias para praticar rituais de cura e proteção. Com o tempo inóspito da região, muitas vezes a porta de entrada das moradias ficava coberta por camadas de neve, restando ao curandeiro entrar pela chaminé. Outra maneira de se fazer isso é dar exemplares do Amanita muscaria às renas, animal tão comum na região da Sibéria, onde se originaram estes cultos, como os cavalos entre nós hoje, para então oferecer sua urina aos participantes do ritual. Não impresiona que as renas de Papai Noel tenham a capacidade de voar.

A perseguição cristã às religiões arcaicas baseadas na ingestão de enteógenos sacramentais, ou "inquisição farmacrática", teve início nos primeiros séculos cristãos, e prossegue até hoje disfarçada de assunto de saúde pública com a questão da "Guerra às Drogas". Ao mergulhar nestas questões, é revelador pensar nas ironias que permeiam os paradigmas da sociedade: no final das contas, os enteógenos não são mais "droga" do que a televisão, e não foi Jesus quem existiu de fato, mas o bom e velho Papai Noel.

Pescado em Plantandoconsciencia.org

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Finalmente uma verdade inconveniente também para o "povo"....

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 | 21:24
Uau!!!

Finalmente, as suspeitas, muito consistentes, de que os dados sobre o aquecimento global foram manipulados chegam ao grande público. Hackers piratearam dados da Universidade East Anglia, na Inglaterra, e publicaram e-mails trocados entre cientistas que sugerem que há especialistas escondendo o fato de que está em curso uma queda na temperatura global. Reproduzo abaixo, em azul, o post que publiquei a respeito no dia 24.

A universidade de East Anglia é uma das principais referências técnicas para sustentar a causa antropogênica do aquecimento global, e seu ex-chefão, Phil Jones, é uma das estrelas do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Ex-chefão porque foi obrigado a renunciar. Um e-mail escrito por ele está entre os mais suspeitos, a saber:

I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd [sic] from 1961 for Keith’s to hide the decline.

Jones diz que “trick” não quer dizer “truque” em sentido negativo. Muitos leitores lembraram aqui que, com efeito, pode designar um “método esperto”, uma “técnica inteligente” e afins. Muito bem. Mas o que faz ali o “to hide”??? Para esconder o quê? O “trick” virtuoso deveria servir, afinal, para ajudar a REVELAR. Jones alega que as palavras foram tiradas do contexto. Mas renunciou sem conseguir dizer o que, afinal, a mensagem significava.

O fato é que as coisas se complicaram. Jones teve de renunciar à chefia da East Anglia, o caso chegou à ONU, e já há gente querendo cassar o Oscar conferido àquela mistificação de Al Gores, o tal filme “Uma Verdade Inconveniente”. Já se sabia que o apocalipse que se prevê lá é uma fantasia mesmo que os dados sobre o aquecimento global estivessem corretos. O problema é que começa a ficar evidente o que muita gente sensata vinha dizendo: no momento, a Terra está esfriando, não esquentando.

A conferência de Copenhague está chegando. O lobby do apocalipse está com tudo. Mas não conseguiu impedir que os tais e-mails tivessem de ser debatidos pela ONU. Houve uma primeira fratura neste consenso. Isso vai tornar a militância ainda mais barulhenta. Mas, aos poucos, as evidências que têm sido ignoradas acabarão se impondo. E os cientistas que se opõem à escatologia terão direito, finalmene, a ter seus respectivos nomes, em vez de formarem apenas o batalhão dos “céticos”, o que, hoje em dia, virou quase sinônimo de “Bestas do Apocalipse”. Segue o post do dia 27.
*

O AQUECIMENTO GLOBAL E OS E-MAILS SUSPEITOS


A história circula já faz alguns dias, mas batia num muro de gelo (ooops!) na imprensa brasileira. Havia me destinado a falar hoje a respeito e esbocei tratar do assunto no Programa do Jô, mas aí a conversa tomou outro rumo. Bem, finalmente começa a circular entre nós, embora já venha com as tintas da desqualificação.


Mas de que diabos estou falando? Hackers invadiram os computadores da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, e piratearam nada menos de 6 mil e-mails trocados entre cientistas especializados em clima. East Anglia é um dos mais respeitados centros de climatologia do mundo, e seus estudos são um dos pilares que sustentam a tese de que o aquecimento global é provocado pela ação do homem.


Esse negócio de piratear dados de onde quer que seja não é bonito. Que os responsáveis sejam punidos etc etc etc. Mas o fato é que alguns dados que vieram a público parecem indicar que os especialistas em clima que sustentam a tese antropogênica para o aquecimento global são chegaditos a uma mentira e a uma propaganda enganosa. Há mensagens que sugerem manipulação de dados. A história, em detalhes, com vários trechos dos e-mails pirateados, está no blog de James Delingpole, do Telegraph.


Num deles, Phil Jones, chefão de East Anglia, diz a seus pares, nos Estados Unidos, que tinha recorrido aos mesmos “truques” de Michael Mann, da Universidade da Pensilvânia, para “esconder o declínio” de uma série de temperaturas num período de 20 anos, de 1961 a 1981. No original:.

I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd [sic] from 1961 for Keith’s to hide the decline.

Phil Jones se defende e diz que, quando os cientistas da área empregam a palavra “truque”, eles não querem dizer “truque”. Entendo… E que não falava de temperatura, mas da copa das árvores… Há outros e-mails que sugerem supressão de informação e debate sobre como tornar o aquecimento algo mais convincente, mais “quente”, entendem?, mobilizando mais as pessoas.


Os e-mails pirateados foram hospedados num servidor da Rússia, e não se tem idéia da origem da invasão. A direção de East Anglia já confirmou que são verdadeiros. Mas, é óbvio, nega que revelem manipulação. Atribui-se tudo à gritaria dos “céticos” — que, aliás, são tratados com bem pouca lhaneza nas mensagens. Da vontade de dar uns sopapos nos adversários à alegria porque um dos inimigos morreu — John Daly —, a ciência do aquecimento global demonstra que quente, mesmo, naquele universo, é o gosto pela fofoca e pela desqualificação de tudo o que não concorra para a tese do grupo.


Já escrevi bastante sobre aquecimento — e meu novo livro traz frases a respeito. Não sou especialista, é óbvio. O que tenho feito é sugerir aos leitores que busquem ouvir o contraditório. Afinal, não se deve partir do princípio de que alguns querem salvar o mundo, e outros, destruí-lo. Os e-mails são provas irrefutáveis de que há manipulação? Não! Mas que cheiram mal, ah, isso é inegável. Esse negócio de que “truque”, lá entre eles, não é “truque”. Bem… Com efeito, “truque” é a versão benevolente de “trick”, também “embuste”, “fraude” e coisas do paradigma.


Sabem o que é mais interessante? Há um troço chamado Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês). Não tenho como resumir. Está devidamente explicado aqui. Em suma, a temperatura do Pacífico tem grande influência na temperatura do planeta. Justamente entre 1961 e 1981, período a que se refere o tal e-mail, o Pacífico havia esfriado, assim como havia esquentado entre 1920 e 1940, depois esfriou de novo…


E como isso poderia ter sido evitado??? Bem, isso não poderia ter sido evitado ainda que os seres humanos renunciassem à sua cultura e voltassem à fase da coleta — e, suponho, da antropofagia…Ai os bobalhões logo dizem: “Ah, você quer poluir tudo!!!” Não! Quero é que parem com o papo terrorista, escatológico, para que se estabeleçam metas realistas.


Pescado do blog do Reinaldo Azevedo.....e agora seus eco chatos???

Barraqueira da Unip