Sobre a Morte:
"Então, o mais terrível de
todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque,
quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário,
quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto,
não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles
ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a
maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males,
ora a deseja como descanso dos males da vida.
O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver não é um fardo e não-viver não é um mal."
Sobre Deus:
Se Deus é onipotente, onisciente e benevolente. Então o mal não poderia continuar existindo.
Se for onipotente e onisciente, então tem conhecimento de todo o mal e
poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Ele não é bom.
Se for onipotente e benevolente, então tem poder para extingir o mal e
quer fazê-lo, pois é bom. Mas não o faz, pois não sabe quanto mal
existe, e onde o mal está. Então Ele não é onisciente.
Se for onisciente e bom, então sabe de todo o mal que existe e quer
mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser onipotente, pois se o
fosse erradicava o mal.
E se Ele não for onipotente, onisciente e bom, então porquê chama-lo de Deus?
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